Até 17 de Novembro,
negociadores de diversos países reúnem-se em Bona, na Alemanha, para a
Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas (COP23) com o objectivo de
discutir a implementação do Acordo de Paris e as Contribuições Nacionalmente
Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) para
limitar o aumento da temperatura global do planeta.
A conferência,
organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas
(UNFCCC), será presidida pelo governo de Fiji, com a parceria do governo da
Alemanha.
No programa, eventos
paralelos mobilizarão representantes da sociedade civil e do sector privado, da
academia e de organismos internacionais, para discutir políticas de
desenvolvimento sustentável, com base no combate às alterações climáticas
globais. A expectativa é que mais de 20 mil pessoas participem da conferência,
ao longo dos 12 dias de evento.
Historicamente,
o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apoia o processo de
preparação das Conferências das Partes, colaborando com os países em
áreas-chave. Para a COP23, a organização trabalha em conjunto com a presidência
do evento, em temas ligados à programação e preparação. A delegação do PNUD,
chefiada por seu administrador, Achim Steiner, liderará e participará de 30
eventos da COP23.
No “Pavilhão do
PNUD”, ocorrerão eventos paralelos, que terão enfoque no apoio da organização
para o alcance do desenvolvimento sustentável e a implementação do Acordo de
Paris e das Contribuições Nacionalmente Determinadas pelos países.
Desde 2014, o
PNUD trabalha com os países para colaborar com a implementação das NDCs, que
dialogam com o combate às alterações climáticas do globo e com planos de
desenvolvimento em contextos regionais específicos. Com a adopção do Acordo de
Paris, a organização tem o compromisso de fortalecer a capacidade de acção de
países e territórios na implementação de políticas para reduzir as emissões de
gases de efeito estufa e garantir que a temperatura global do planeta não suba
mais do que 2º Celsius nos próximos anos.
Conferência das Partes – “COP23” é o nome informal da 23º Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC). A Convenção-Quadro foi adoptada no Rio de Janeiro, durante a Rio 92, que marcou o início do primeiro esforço da comunidade global para combater os efeitos adversos da mudança do clima. Anualmente, todas as partes que fazem parte da convenção reúnem-se para avaliar o progresso das políticas para reverter o aumento da temperatura global e a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
Conferência do clima mantém ambição um ano após entrada em vigor do Acordo de Paris – Um ano depois da entrada em vigor do Acordo de Paris para o clima, a Conferência de Bona será uma oportunidade para os países demonstrarem sua ambição para a acção climática e sua determinação em manter suas promessas.
“Enquanto Paris
representou um daqueles momentos em que o melhor da humanidade chegou a um
acordo tão importante para nosso futuro colectivo, Bona representa a forma com
a qual nos moveremos para frente para cumprir as promessas”, disse a
secretária-executiva da UNFCCC, Patrícia Espinosa, paralelamente a uma reunião
ministerial em Fiji em meados de Outubro de preparação para a Conferência das
Partes.
“Estamos a ficar
sem tempo de mudar as coisas. Para isso, precisamos aumentar significativamente
os nossos esforços para reduzir as emissões e nossa pegada de carbono”,
acrescentou.
O Acordo de
Paris para o clima, adoptado por 196 países na reunião anual da UNFCCC de Dezembro
de 2015, na capital francesa, pede que as partes combatam as alterações climáticas
limitando a subida da temperatura global a apenas 2º Celsius.
Uma semana antes
da abertura da Conferência de Bona, a Organização Meteorológica Mundial (OMM)
anunciou que níveis de dióxido de carbono (CO2) elevaram-se a uma velocidade
recorde em 2016.
A conferência
terá uma série de encontros e eventos, incluindo um segmento de alto nível em
15 e 16 de Novembro, com a participação de chefes de Estado e de governo,
ministros e do secretário-geral da ONU António Guterres.
Guterres convidou
líderes a analisar seis áreas de alto impacto numa reunião especial do clima em
2016. Essas áreas são investimento em tecnologia limpa, consolidação da
precificação de carbono, impulso à transição energética, mitigação de risco e
construção de resiliência, aumentando a contribuição de actores sub-nacionais e
empresariais e mobilizando o financiamento para o clima.
“A crescente
ambição é a única forma de manter a subida da temperatura global abaixo dos 2º
Celsius neste século, e o mais perto possível do 1,5º. Ao focar nesses sectores,
podemos reduzir substancialmente a diferença entre onde estamos e onde
deveríamos estar”, disse a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, na
reunião pré-COP de Fiji.
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Fonte (adaptado): ONU Brasil
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