O IPMA divulga os resumos dos boletins climatológicos relativos a Portugal continental, Açores e Madeira do mês de fevereiro de 2026.
PORTUGAL CONTINENTAL – O mês de
fevereiro de 2026 foi muito quente e extremamente chuvoso em Portugal
continental.
Temperatura
do ar – Foi o 8º fevereiro mais quente desde 1931, com um valor médio no continente de 11.58 ºC (+1.72
ºC em relação à normal de referência 1991-2020). O valor médio mais elevado de
sempre foi em 2024 (12.47 ºC).
A temperatura
mínima do ar, foi 6ª mais elevada desde 1931, com um
valor médio de 7.62 ºC, +2.59 ºC superior ao normal; o valor médio da
temperatura máxima do ar, 15.54 ºC, foi +0.84 ºC superior ao normal.
Entre os dias
21 e 26 de fevereiro de 2026, ocorreu uma onda de calor em
4 localidades dos distritos de Bragança e Guarda, e registaram-se 26
novos extremos de temperatura do ar.
Precipitação – Foi o fevereiro
mais chuvoso dos últimos 47 anos e, desde o início dos registos
(1931), o 5º mais chuvoso, totalizando 241.7 mm, que representa mais
de 3 vezes (329%) o valor médio de referência 1991-2020. Grande
parte do território continental registou valores 3 a 4 vezes superiores ao
normal, tendo sido mesmo 5 vezes superior ao normal nas localidades de Mora,
Lavradio (Barreiro) e Alvalade do Sado.
Em relação
ao ano hidrológico 2025/2026, o acumulado no período 1 de
outubro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026 totaliza 924 mm,
cerca de 1.8 vezes superior ao valor médio de
referência. Deste modo, representa, até agora, o ano hidrológico
mais chuvoso dos últimos 30 anos e o 6º mais chuvoso desde 1931.
Para o mesmo período, foi superado o valor acumulado do ano hidrológico de
2000/2001.
Água
no solo – No final
do mês de fevereiro de 2026, todos os concelhos de Portugal continental
apresentavam valores de água no solo superiores a 60% sendo que, nas regiões
Norte, interior Centro e em alguns municípios do interior do Alentejo,
verificavam-se valores de água no solo nos níveis de saturação, situando-se
perto da sobressaturação no nordeste transmontano.
ARQUIPÉLAGO
DOS AÇORES – À semelhança de
janeiro, a localização da Corrente de Jato Polar sobre o Atlântico Norte, mais
a sul do que em média e afetando latitudes mais baixas como as dos Açores e da
Península Ibérica, determinou a persistência de uma forte corrente de oeste.
Assim, verificou-se a passagem de sucessivas depressões da Frente Polar,
responsáveis pelos eventos de tempo severo com vento e agitação marítima forte,
ocorridos durante o mês de fevereiro na região dos Açores.
ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA – O mês de
fevereiro de 2026 foi caracterizado por temperatura média do ar
acima da normal (referência 1991-2020) e por quantidades de precipitação
acumuladas abaixo da normal.
Temperatura
do ar – No mês de fevereiro de
2026, as quatro estações de referência (Funchal-Observatório, Chão do Areeiro,
Santana e Porto Santo) registaram valores médios da temperatura do ar acima da
normal, destacando-se o Chão do Areeiro com o 3º valor médio mais alto desde
1961, 9.8 °C (+4.2 °C em relação à normal de referência 1991-2020), tendo o
valor máximo sido registado em 2024, com um valor de 10.1 °C.
Foram
registados extremos do maior valor da temperatura mínima nas estações do Chão
do Areeiro e do Pico do Areeiro, e extremos do maior valor de temperatura
máxima nas estações do Funchal-Monte, Chão do Areeiro, Santo da Serra, Pico
Alto e Selvagem Grande.
Precipitação – Durante este mês, as quatro estações de referência registaram
valores de precipitação acumulada inferiores ao normal. Salientando-se a
estação de Santana, que acumulou um valor de 27 mm, sendo o 4º valor mais baixo
desde 1961 (-102,1 mm em relação à normal de referência 1991-2020), tendo o valor mais baixo sido registado em 2008 (8.7 mm).
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Fonte: IPMA
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