Portugal foi atingido por um conjunto de tempestades entre 22 de Janeiro e 15 de Fevereiro, que afectou sobretudo os distritos de Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa, provocando prejuízos superiores a 5.300 milhões de euros (ME), segundo o pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (UE), submetido pelo Governo em 13 de Abril. Estes fenómenos causaram pelo menos 19 mortes, destruíram habitações, estruturas de abastecimento de água, energia e de comunicações e causaram graves impactos nos portos, hospitais, escolas, património e na actividade económica.
O Governo respondeu com medidas excepcionais e urgentes, que chegam a 3,5 mil milhões de euros (MME) para ajudas directas, moratórias e linhas de crédito para a recuperação de famílias e empresas nos municípios mais afectados. Até terça-feira tinham sido apresentadas cerca de 65 mil candidaturas a todas as linhas de apoio que estão em curso, no âmbito da agricultura, Segurança Social, Autoridade Tributária e Instituto de Emprego, incluindo quase 36 mil candidaturas à reconstrução de habitações.
Segundo o coordenador da Estrutura de Missão criada para acompanhar a reconstrução da região Centro, Paulo Fernandes, “o número global do valor que chegou directamente” às pessoas, empresas e entidades públicas está “perto de 2 mil milhões de euros”. No entanto, empresários, agricultores, autarquias e particulares continuam a alertar para a morosidade dos pagamentos e a burocracia dos processos.
Para ajudar o país a recuperar economicamente das consequências do mau tempo, o Governo vai apresentar na terça-feira a versão final do programa PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, com medidas para executar até 2035.
Mortes – Pelo menos 19 pessoas morreram por causa do mau tempo desde o dia 28 de Janeiro nos concelhos de Vila Franca de Xira (Lisboa), Leiria, Batalha, Alcobaça, Porto de Mós e Pombal (Leiria), Silves (Faro), Sertã (Castelo Branco), Serpa (Beja), Rio Maior (Santarém), Campo Maior (Portalegre) e Figueira da Foz (Coimbra). Quedas de telhados durante reparações, traumas causados pela caída de estruturas, incidentes em cursos de água durante cheias, intoxicações por monóxido de carbono e um caso de electrocussão são as causas das mortes. As vítimas mortais tinham entre os 28 e os 85 anos.
Ocorrências – Entre 1 e 15 de Fevereiro, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou um total de 19.066 ocorrências, envolvendo 64.636 operacionais. A queda de árvores foi o tipo de ocorrência mais registada, seguindo-se as inundações, quedas de estruturas e movimentos de massa.
Na sequência das tempestades, centenas de pessoas ficaram feridas e foram deslocadas ou ficaram desalojadas. Leiria, Coimbra (que depois das chuvas e ventos fortes enfrentou inundações no Rio Mondego), Lisboa, Península de Setúbal (com destaque para inundações em Alcácer do Sal), Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro foram as regiões mais afectadas.
Foi activado o Plano Nacional de Emergência de Protecção Civil entre 1 e 20 de Fevereiro.
26 de Abril de 2026
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Fonte: Notícias de Coimbra
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