Conclusões
-Uma crise territorial sistémica;
-Interdependência e insuficiente redundância dos sistemas essenciais;
-Um choque económico profundo e diferenciado;
-Habitação, seguros e défice de protecção financeira.
-Uma crise também humana e psicossocial.
-Resposta local decisiva, mas desigual;
-Governação e coordenação sob forte tensão;
-Instrumentos de apoio amplos, mas fragmentados e de execução desigual;
-Uma crise longa, e não apenas um momento de emergência;
-Um território ainda vulnerável à entrada do verão;
-Défice estrutural de preparação ex ante, institucional e social.
As conclusões anteriores definem o quadro de leitura da crise. O passo seguinte consiste em identificar, com critério de urgência e utilidade, as prioridades de acção que devem orientar a execução imediata, a preparação dos meses seguintes e a redução dos riscos mais próximos.
Prioridades de acção imediata
-Desbloquear pagamentos e decisões pendentes;
-Remover material lenhoso derrubado e reduzir a biomassa acumulada;
-Apoiar a reabertura de actividades económicas ainda condicionadas;
-Reforçar a protecção e a autonomia das infra-estruturas críticas mais expostas;
-Assegurar apoio psicossocial de proximidade aos grupos mais vulneráveis.
No momento seguinte:
-Preparar famílias e comunidades para rupturas temporárias dos serviços essenciais;
-Passar das reposições provisórias à reconstrução das redes críticas;
-Melhorar instrumentos de apoio, plataformas e interoperabilidade;
-Reforçar a capacidade institucional e territorial de execução;
-Testar a prontidão local e interinstitucional com exercícios e simulações.
Lições estratégicas para o futuro
-Passar da reacção à prevenção;
-Transformar o planeamento civil de emergência num instrumento vivo e compreensível;
-Promover uma cultura de responsabilidade individual, comunitária e literacia para o risco;
-Reconstruir para reduzir vulnerabilidades e não apenas para repor o que existia;
-Integrar plenamente a adaptação climática no ordenamento do território;
-Reforçar a redundância e a robustez física e funcional das infra-estruturas críticas;
-Reformar o sistema nacional de comunicações de emergência e de aviso à População;
-Construir uma arquitectura estável e solidária de protecção financeira contra catástrofes;
-Desenvolver instrumentos estáveis de financiamento misto para uma reconstrução transformadora;
-Tornar a resposta pública mais simples, previsível e proporcional;
-Reforçar a capacidade técnica do Estado e a governação do risco.
Fonte: Presidência da República
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