sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

138. Termos meteorológicos


O termo espanhol VAGUADA aplica-se às ondulações originadas pelo fluxo de ar frio que, nas zonas temperadas ou de latitudes mais elevadas, provêem de Oeste e que, na sua trajectória, dão origem a nebulosidade e a precipitações.
Reconhece-se pela nebulosidade que se forma entre o seu eixo longitudinal e a sessão que fica à direita da ondulação (geralmente as formações nebulosas tomam a direcção dos ventos mais fortes em altura); esta nebulosidade deriva da entrada de ar frio que baixa desde as camadas superiores da troposfera e que, ao entrar em contacto com o ar quente que se encontra próximo da superfície terrestre (ou oceânica), dá origem a linhas de instabilidade, com a formação de nuvens e a ocorrência de precipitações constantes – estão associadas a sistemas frontais frios.
A região alongada de uma relativa baixa pressão atmosférica num plano horizontal (ou região alongada de baixos valores de geopotencial numa superfície isobárica) toma o nome de cavado; aqui, as isóbaras são abertas, apresentam uma ondulação para o lado das altas pressões. A máxima curvatura das linhas isobáricas ocorre ao longo do eixo longitudinal do cavado, onde se localiza necessariamente uma frente.
Nas cartas sinópticas, o cavado é representado por um sistema de linhas isobáricas paralelas que apresentam uma forma semelhante a um V.
Em anteriores postagens, a utilização do termo “vales depressionários” (expressão que, em termos científicos, não é habitualmente utilizada em meteorologia) foi usada no mesmo sentido de que a configuração de uma “VAGUADA”, quando representada num plano horizontal, nas cartas sinópticas.

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