Inundações, desabamentos de terra, queda de muros, estradas cortadas, pontes submersas, e viaturas submersas foi o resultado das fortes chuvadas que caíram ao início da noite deste sábado, dia 4, no concelho de Elvas. A situação mais problemática aconteceu na Avenida da Piedade onde a água se foi acumulando e acabou por provocar inundações em caves e garagens daquela zona. No caso mais grave da noite, uma garagem situada na lateral do Restaurante o Pescador, cinco viaturas ficaram totalmente submersas, tendo a água chegado a atingir “mais de dois metros e tal de água”, adiantou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas, José Santos.
Com receio que o muro desta garagem ruísse os soldados da paz bombearam água do local, uma operação que demorou algumas horas, sendo que a força da água abriu um buraco em frente a um prédio daquela avenida, no qual acabaram por cair duas pessoas, ao sair do edifício. Já na Avenida a água subiu “meio metro”, o que se deveu, segundo o comandante “ao entupimento das sarjetas, porque as águas arrastaram lamas, folhas, arrastaram tudo o que vinha à frente, o que dificultou e muito a nossa tarefa. Embora, mesmo que estivessem desobstruídas a água era tanta, o resultado poderia ser um bocadinho menos, mas o resultado seria quase igual”, referiu este responsável.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas lembrou ainda que em tantos anos desta profissão “não há memória de nada assim. É a primeira vez que eu vejo tanta água no nosso concelho”, disse José Santos. No restaurante, e dado que o sistema de ventilação dava para a garagem que “encheu” de água, o proprietário foi obrigado a mandar embora os clientes que tinha na casa, uma vez que começou a entrar água por esse local. Os funcionários levaram o resto da noite a tentar tirar água e a limpar o espaço.
Para além desta situação, os Bombeiros tiveram ainda registo de “muitas pontes submersas. Neste momento, está tudo normal. Junto à Telefac, houve pessoas que tentaram lá passar com o carro, ficaram lá no meio, e tivemos que socorrê-las. Junto ao Lagar de Santa Rita também houve pessoas que lá ficaram, que tiveram que ser socorridas, mas foi assim, a água foi muita, foi de enxurrada, e não havia vazão possível”, adiantou o comandante.
A queda de muros também foi outra das situações ocorridas devido ao mau tempo, sendo que nos locais onde aconteceram estas quedas, populares tentaram resolver os estragos causados. Nesta noite, estiveram também várias estradas interditas ao trânsito durante várias horas, nomeadamente, a Nacional 4, que liga Elvas a Juromenha, a estrada municipal das Fontainhas e a estrada que liga Elvas a Campo Maior, tendo ficado submersas as pontes da Amoreirinha, do rio Caia e do Freixial.
Além destas situações, destaque ainda para um abatimento de piso na estrada Elvas-Juromenha, à saída da cidade, nas imediações do bairro do Revoltilho, à qual acorreram também os soldados da paz.
No domingo, os soldados da paz procederam a operações de limpeza, nomeadamente à lavagem do pavimento na Avenida da Piedade, “para ver se conseguimos abrir a rua ao trânsito, e para evitar que as pessoas andem por outras ruas, as que moram aqui”, informou José Santos, uma operação que ficou concluída já ao final da tarde. No local estiveram os soldados da paz e equipas da Câmara Municipal de Elvas, ao serviço da Protecção Civil.
A trovoada, que caiu na noite de sábado, provocou ainda estragos em diversas habitações, sendo que um raio acabou por cair num prédio no Bairro de São Pedro, mais concretamente na Rua Dr. José Nunes Tierno da Silva. Neste local os moradores, até ao fecho desta edição, não tinham linha telefónica, nem televisão por cabo.Os prejuízos do temporal que se abateu sobre a cidade são avultados.
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Fonte: Jornal Regional
Com receio que o muro desta garagem ruísse os soldados da paz bombearam água do local, uma operação que demorou algumas horas, sendo que a força da água abriu um buraco em frente a um prédio daquela avenida, no qual acabaram por cair duas pessoas, ao sair do edifício. Já na Avenida a água subiu “meio metro”, o que se deveu, segundo o comandante “ao entupimento das sarjetas, porque as águas arrastaram lamas, folhas, arrastaram tudo o que vinha à frente, o que dificultou e muito a nossa tarefa. Embora, mesmo que estivessem desobstruídas a água era tanta, o resultado poderia ser um bocadinho menos, mas o resultado seria quase igual”, referiu este responsável.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas lembrou ainda que em tantos anos desta profissão “não há memória de nada assim. É a primeira vez que eu vejo tanta água no nosso concelho”, disse José Santos. No restaurante, e dado que o sistema de ventilação dava para a garagem que “encheu” de água, o proprietário foi obrigado a mandar embora os clientes que tinha na casa, uma vez que começou a entrar água por esse local. Os funcionários levaram o resto da noite a tentar tirar água e a limpar o espaço.
Para além desta situação, os Bombeiros tiveram ainda registo de “muitas pontes submersas. Neste momento, está tudo normal. Junto à Telefac, houve pessoas que tentaram lá passar com o carro, ficaram lá no meio, e tivemos que socorrê-las. Junto ao Lagar de Santa Rita também houve pessoas que lá ficaram, que tiveram que ser socorridas, mas foi assim, a água foi muita, foi de enxurrada, e não havia vazão possível”, adiantou o comandante.
A queda de muros também foi outra das situações ocorridas devido ao mau tempo, sendo que nos locais onde aconteceram estas quedas, populares tentaram resolver os estragos causados. Nesta noite, estiveram também várias estradas interditas ao trânsito durante várias horas, nomeadamente, a Nacional 4, que liga Elvas a Juromenha, a estrada municipal das Fontainhas e a estrada que liga Elvas a Campo Maior, tendo ficado submersas as pontes da Amoreirinha, do rio Caia e do Freixial.
Além destas situações, destaque ainda para um abatimento de piso na estrada Elvas-Juromenha, à saída da cidade, nas imediações do bairro do Revoltilho, à qual acorreram também os soldados da paz.
No domingo, os soldados da paz procederam a operações de limpeza, nomeadamente à lavagem do pavimento na Avenida da Piedade, “para ver se conseguimos abrir a rua ao trânsito, e para evitar que as pessoas andem por outras ruas, as que moram aqui”, informou José Santos, uma operação que ficou concluída já ao final da tarde. No local estiveram os soldados da paz e equipas da Câmara Municipal de Elvas, ao serviço da Protecção Civil.
A trovoada, que caiu na noite de sábado, provocou ainda estragos em diversas habitações, sendo que um raio acabou por cair num prédio no Bairro de São Pedro, mais concretamente na Rua Dr. José Nunes Tierno da Silva. Neste local os moradores, até ao fecho desta edição, não tinham linha telefónica, nem televisão por cabo.Os prejuízos do temporal que se abateu sobre a cidade são avultados.
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Fonte: Jornal Regional
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