Portugal Continental continua sob a influência das massas de ar, relativamente húmidas, procedentes de Oeste e Noroeste. É também uma situação em que a Península Ibérica se encontra entre dois grandes centros de acção dinâmica, afastados e contrastados: por um lado as altas pressões centradas perto dos Açores, que se estendem até ao Norte de África e momentaneamente ao Sul da Península Ibérica, e por outro lado as baixas pressões centradas ao Norte das Ilhas Britânicas, cujo raio de acção se encontra claramente a Noroeste e a Norte da Península Ibérica.
Entre os dois centros de acção dinâmicos estabelece-se um marcado corredor de ventos de Oeste, com a sucessiva passagem de sistemas frontais sobre Portugal Continental, procedentes do Oceano Atlântico (ventos que rodam para Noroeste e que são mais frescos após a passagem das superfícies frontais frias).
Hoje chega um novo sistema frontal à Península Ibérica, começando por atravessar primeiro as regiões do Noroeste; o seu sector frio apenas irá começar a penetrar na Península às últimas horas do dia de hoje.
A superfície frontal fria cruzará a Península Ibérica entre hoje, Quinta-feira, e amanhã, Sexta-feira, após a qual os ventos rodarão de novo para Noroeste e haverá uma descida generalizada das temperaturas do ar, menos significativo nas regiões do Sul. Esta superfície frontal fria deixará precipitações abundantes nas regiões do Norte e nas regiões montanhosas, sendo menos significativas nas regiões do Sul.
Tudo indica que este sistema frontal seja o último deste fluxo de Oeste, já que a partir de Sábado fica cortada a entrada deste corrente procedente do Oceano Atlântico, com a entrada de altas pressões pelo Oeste Peninsular e que se irão centrar posteriormente no Norte da Península Ibérica, o que faz supor uma estabilização das condições atmosféricas em Portugal Continental a partir de depois de amanhã.
Assim, a partir de Sábado teremos, em Portugal Continental, o predomínio de céu pouco nublado ou limpo e vento de quadrante leste; haverá ainda condições para a ocorrência de acentuado arrefecimento nocturno, com formação de geada, e nevoeiros que poderão ser persistentes em alguns locais, sobretudo ao longo dos vales dos grandes rios.

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