A Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia) quer integrar a partir de 2011 o sector da aviação civil ao Mercado Europeu de Licenças de Emissão de gases causadores do efeito estufa, anunciaram fontes oficiais em Bruxelas.
Segundo a proposta do Comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, as emissões de gases na aviação internacional estão aumentando mais do que em qualquer outro sector. Este crescimento pode comprometer o compromisso da União Europeia (UE) de reduzir progressivamente as emissões de gases causadores do efeito estufa.
Segundo comunicado da Comissão, ao incluir o sector da aviação civil no Mercado Europeu de Licenças de Emissão este é obrigado a controlar as emissões dos aparelhos aéreos. As directrizes a serem adoptadas irão incluir as emissões em voos dentro da UE a partir de 2011, e todas as viagens com embarque e desembarque de aeroportos da UE a partir de 2012.
Assim como já acontece para os sectores da indústria incluídos no Mercado Europeu, as companhias aéreas poderão vender o excedente caso reduzam as emissões ou comprar licenças adicionais se as aumentarem. Bruxelas espera que qualquer aumento dos preços das viagens seja limitado e inferior às altas registradas pelo preço do petróleo. "A aviação deve contribuir para os nossos esforços no sentido de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa", comentou o comissário Dimas. As emissões em voos domésticos estão abrangidas pelo Protocolo de Quioto, mas as das viagens internacionais não.
O sector da aviação é responsável por 3% das emissões de gases poluentes no planeta. As estimativas de Bruxelas apontam para uma redução anual, entre 2012 e 2020, de 46% nas emissões de dióxido de carbono (CO2). Em nota enviada em Setembro de 2005 ao Conselho e ao Parlamento Europeu, a Comissão afirmava que o impacto da aviação nas alterações climáticas tinha aumentado. "Entre 1990 e 2003, as emissões de gases de efeito estufa pela aviação internacional aumentou 73%", denunciava o documento.
A Comissão Europeia reforça que, entre 1990 e 2012, as estimativas apontam para um aumento de 150% nas emissões de CO2 por voos internacionais saídos de aeroportos da UE.
O Mercado Europeu de Licenças de Emissões, em funcionamento desde 1º de Janeiro de 2005, foi criado no âmbito da aplicação do Protocolo de Quioto, que visa à redução das emissões de CO2, um dos gases de efeito estufa considerados responsáveis pelo aquecimento global. O sistema distribui às grandes indústrias da Europa cotas de emissão de CO2, com base em planos de atribuição definidos pelos Estados-membros do bloco continental e aprovados por Bruxelas. As instalações que não atingirem sua cota podem vendê-la a empresas que ultrapassaram seus créditos ou guardá-la para o ano seguinte.
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Fonte: Agência Lusa
Segundo a proposta do Comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, as emissões de gases na aviação internacional estão aumentando mais do que em qualquer outro sector. Este crescimento pode comprometer o compromisso da União Europeia (UE) de reduzir progressivamente as emissões de gases causadores do efeito estufa.
Segundo comunicado da Comissão, ao incluir o sector da aviação civil no Mercado Europeu de Licenças de Emissão este é obrigado a controlar as emissões dos aparelhos aéreos. As directrizes a serem adoptadas irão incluir as emissões em voos dentro da UE a partir de 2011, e todas as viagens com embarque e desembarque de aeroportos da UE a partir de 2012.
Assim como já acontece para os sectores da indústria incluídos no Mercado Europeu, as companhias aéreas poderão vender o excedente caso reduzam as emissões ou comprar licenças adicionais se as aumentarem. Bruxelas espera que qualquer aumento dos preços das viagens seja limitado e inferior às altas registradas pelo preço do petróleo. "A aviação deve contribuir para os nossos esforços no sentido de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa", comentou o comissário Dimas. As emissões em voos domésticos estão abrangidas pelo Protocolo de Quioto, mas as das viagens internacionais não.
O sector da aviação é responsável por 3% das emissões de gases poluentes no planeta. As estimativas de Bruxelas apontam para uma redução anual, entre 2012 e 2020, de 46% nas emissões de dióxido de carbono (CO2). Em nota enviada em Setembro de 2005 ao Conselho e ao Parlamento Europeu, a Comissão afirmava que o impacto da aviação nas alterações climáticas tinha aumentado. "Entre 1990 e 2003, as emissões de gases de efeito estufa pela aviação internacional aumentou 73%", denunciava o documento.
A Comissão Europeia reforça que, entre 1990 e 2012, as estimativas apontam para um aumento de 150% nas emissões de CO2 por voos internacionais saídos de aeroportos da UE.
O Mercado Europeu de Licenças de Emissões, em funcionamento desde 1º de Janeiro de 2005, foi criado no âmbito da aplicação do Protocolo de Quioto, que visa à redução das emissões de CO2, um dos gases de efeito estufa considerados responsáveis pelo aquecimento global. O sistema distribui às grandes indústrias da Europa cotas de emissão de CO2, com base em planos de atribuição definidos pelos Estados-membros do bloco continental e aprovados por Bruxelas. As instalações que não atingirem sua cota podem vendê-la a empresas que ultrapassaram seus créditos ou guardá-la para o ano seguinte.
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Fonte: Agência Lusa
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