quarta-feira, 27 de junho de 2007

1090. Canícula no Sul da Europa já fez 46 mortos

O balanço da canícula que se abate sobre o Sul da Europa, com temperaturas superiores a 40 graus, elevava-se a 46 mortos, 29 dos quais na Roménia. O calor, excepcional para este início do Verão, fez quatro mortos na Grécia, seis em Itália, três na Albânia, dois na Croácia, um na Bósnia-Herzegovina e um na Turquia.
A Roménia, que sofre há quase uma semana com a onda de calor, colocou hoje oito departamentos e Bucareste, a capital, em alerta laranja. As duas últimas vítimas, que elevam o balanço romeno a 29 mortos, foram registadas hoje no Departamento de Olt, um daqueles que passaram para alerta laranja. Bucareste é um "placa térmica", anunciava a cadeia de informação em contínuo Realitatea TV, evocando as temperaturas de mais de 45 graus que massacraram a capital durante o dia.
O Ministério da Saúde multiplicou os alertas dirigidos aos idosos, às crianças e cardíacos, convidados a evitar saídas. Foram montadas tendas de primeiros cuidados em Bucareste e noutras cidades, propondo aos transeuntes água e a possibilidade de controlar a tensão arterial. Os serviços de ambulância receberam milhares de chamadas, nomeadamente em consequência de desmaios. Nalgumas cidades a polícia municipal e os bombeiros foram mobilizados para distribuir água nas ruas e prestar particular atenção aos idosos.
A Sul, a Bulgária não foi poupada. Embora sem mortes, multiplicaram-se os casos de desmaios, com temperaturas a atingir os 43 graus, as mais elevadas desde que começaram os registos, há um século. Os médicos multiplicaram apelos à população para ficar em casa e aumentar o consumo de água ou de bebidas refrescantes.
A Grécia, onde a canícula já matou quatro pessoas, viveu o seu dia mais quente desde o início do ano, com os serviços públicos a fecharem excepcionalmente ao meio-dia, e os termómetros a atingir os 44 graus em Atenas e no centro do país. Os serviços de saúde estão em estado de alerta, e os media divulgaram avisos do Ministério da Saúde apelando aos idosos para tomarem precauções e desaconselhando os mais vulneráveis sair de casa.
Em Itália, onde a vaga de calor atinge todo o país, três pessoas morreram na Sicília, o que eleva o balanço para seis mortos. Antes, três idosos tinham morrido em Bolzano (norte), numa praia da Calábria (Sul) e em Trapani (Sicília). A canícula que se abate há vários dias em Itália, com temperaturas que rondam os 45 graus, causou prejuízos consideráveis no Sul, nomeadamente na Sicília, atingida por incêndios florestais e numerosos cortes de electricidade.
A fasquia dos 40 graus foi também atingida na Albânia, onde o balanço era hoje de três mortos. Os cortes de energia eléctrica perturbaram o funcionamento dos sistemas de ar condicionado nos hospitais, edifícios públicos e habitações, com o risco de agravar a situação.
O mesmo pico de calor foi atingido na Croácia (dois mortos) particularmente no leste e nas ilhas do Sul, e na Bósnia-Herzegovina (um morto), assim como na Macedónia e na Sérvia, onde não foi registada oficialmente qualquer morte ligada ao calor.
Os dias são também particularmente quentes em Malta (39,5 graus). Uma pessoa morreu na Turquia em consequência do calor que atinge o país há alguns dias. As autoridades decretaram três dias de feriado para os doentes que sofrem de problemas crónicos, deficientes e mulheres grávidas. As províncias de Istambul, de Antalya (Sul), de Canakkale (noroeste) e de Bursa (noroeste) são as mais atingidas.
Na África do Norte, a Tunísia enfrenta temperaturas superiores a 40 graus de Norte a Sul do país, mas não foi assinalada qualquer morte.
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