Quase todos os moradores da Fajãzinha, localidade na ilha açoriana das Flores que ficou isolada devido aos deslizamentos de terras, passaram a noite de sexta-feira num aldeamento turístico da Coada. De acordo com a agência Lusa, apenas dois dos cerca de 80 moradores, que se recusaram a abandonar a sua casa, permaneceram naquela localidade.
Segundo referiu o porta-voz do Serviço Regional de Protecção Civil, Carlos Enes, a zona continua instável, tendo-se registado na madrugada de sábado uma nova derrocada de pequenas dimensões. A decisão sobre o regresso dos moradores às suas casas compete, segundo a mesma fonte, à Câmara Municipal das Lajes.
O município coordena também as intervenções em curso na zona, que estão a ser dificultadas pela chuva e pelo vento forte que continuam a atingir a ilha. Além de obstruírem a via de acesso à Fajãzinha, as derrocadas de sexta-feira danificaram algumas moradias e chegou mesmo a provocar o deslocamento de uma delas.
As chuvas intensas registadas nos Açores causaram também esta madrugada desabamentos de terras em S. Miguel (Porto Formoso e estrada da Lagoa do Fogo) e inundações em moradias em S. Miguel, Santa Maria e Terceira, adiantou Carlos Enes. Um aviso emitido pela Protecção Civil açoriana indica que durante todo o dia de sábado as ilhas dos grupos Central (Terceira, Graciosa, S. Jorge, Pico e Faial) e Ocidental (Flores e Corvo) vão ser atingidas por ventos fortes com rajadas que poderão chegar aos 100 quilómetros por hora.
Prevê-se também forte agitação marítima, com vagas de seis a sete metros no grupo Ocidental.
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Fonte: TVI24
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