A Câmara Municipal do Funchal (CMF) apresentou o Plano de Recuperação do Parque Ecológico, que foi devastado, na sua quase totalidade, por um incêndio a 13 de Agosto do passado ano. O documento resultou de um grupo de trabalho constituído pela autarquia, vereação, Associação dos Amigos do Parque Ecológico, Quercus e ainda pela Universidade da Madeira.
O plano de recuperação tem no total 13 pontos que serão trabalhados ao longo dos próximos 10 anos. De acordo com o presidente da CMF, Miguel Albuquerque, o financiamento do projecto será assegurado pelo orçamento da autarquia, por candidaturas ao programa PRODERAM, mecenato, donativos, concessões e parcerias.
No âmbito do PRODERAM está já aprovado um montante de 1.700 mil euros e o orçamento para 2011 contempla uma verba de mais de 355 mil euros, verba que será mantida ao longo dos próximos anos. Desde Agosto, que a autarquia já investiu um montante de 437 mil euros para a limpeza e reflorestação das áreas ardidas. Neste sentido, o autarca adiantou que «sendo este um trabalho de médio prazo, serão estabelecidas parcerias com instituições e empresas privadas no sentido de assegurar o financiamento as actividades ao longo dos anos».
Relativamente ao Plano de Recuperação, o primeiro passo já foi iniciado e prende-se com a limpeza e remoção de material lenhoso numa área de 500 hectares que tem vários destinos, um deles poderá ser a extracção da polpa de pinheiro, cujo concurso internacional está a decorrer. Um plano de acção de combate às espécies invasoras, a recuperação e construção de infra-estruturas e construção de barreiras de correcção do regime torrencial das linhas de água e barreiras de retenção de inertes, são outros pontos que constam do Plano de Recuperação.
Marília Dantas
Marília Dantas
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Fonte (Texto e imagem): Jornal da Madeira
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