domingo, 1 de fevereiro de 2026

Quinze pessoas assistidas no Hospital de Leiria por intoxicação com origem em geradores

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar. De acordo com a mesma fonte, os dados referem-se a ocorrências desde quarta-feira, quando a depressão Kristin atingiu o país e, mais gravemente, a região de Leiria.

As situações têm origem em uso de geradores no interior de habitações, caves ou garagens. Hoje de madrugada, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, afirmaram fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Protecção Civil. De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Leiria, o alerta para a ocorrência, na localidade de Segodim, União de Freguesias de Monte Real e Carvide, chegou às autoridades pelas 02:30. Fonte do Comando Territorial de Leiria da GNR adiantou que a vítima tinha 74 anos. O Município de Leiria lamentou a morte do idoso, reconhecendo que o recurso a geradores a combustão aumentou exponencialmente nos últimos dias, devido à falta de electricidade na sequência da depressão Kristin e pelou para a tomada de medidas de prevenção no uso deste tipo de equipamentos.

Já na última noite, em Fervença, concelho de Alcobaça (Leiria), uma intoxicação com origem num gerador afectou nove pessoas, cinco das quais em estado grave, afirmou hoje o comandante dos Bombeiros Voluntários locais. Segundo Leandro Domingos, tratou-se de uma "intoxicação com monóxido de carbono, na noite de ontem [sábado], porque tinham um gerador dentro da habitação". As vítimas têm idades compreendidas entre os 22 e 65 anos, tendo sido transportadas para as unidades hospitalares de Alcobaça e Leiria.

Nas redes sociais, a GNR de Leiria alerta que com o frio se procura o conforto das lareiras e, em caso de falha de energia, se recorre a geradores, mas ambos "podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal". O Comando Territorial de Leiria lembra que, em caso de lareiras e braseiros, "a ventilação é vital", pedindo aos cidadãos que deixem "sempre uma fresta numa janela". Por outro lado, salienta a necessidade de limpeza de chaminés, pois "uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa", apelando para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.

Quanto aos geradores, estes devem estar sempre no exterior, nunca o ligando "dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas". Neste caso, tem de ser observada uma distância de segurança, sendo que "o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação", além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.

Os sinais de intoxicação são "dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita" e, se tal suceder, o apelo aos cidadãos é para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.

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Fonte: RTP Notícias

 

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