Um incêndio que deflagrou na quinta-feira à tarde na província espanhola de Almería, e que se propagou a enorme velocidade devido ao vento forte e às temperaturas muito elevadas, provocou pelo menos 12 mortos. As vítimas são pessoas que tentaram escapar ao avanço das chamas e acabaram encurraladas numa estrada. Há ainda 23 pessoas que estão dadas como desaparecidas e oito feridos, quatro em estado grave, que tiveram de ser levadas de helicóptero para a unidade de queimados de um hospital em Sevilha.
As autoridades espanholas dizem que praticamente todos os mortos já confirmados são estrangeiros, ainda que não se conheça exactamente a sua identidade. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse à Lusa que está a acompanhar a situação e que não tem, até ao momento, informação sobre a existência de cidadãos nacionais entre as vítimas.
Este é já o incêndio mais mortífero da história da Andaluzia e mesmo em Espanha inteira é preciso recuar mais de duas décadas para encontrar registo pior. A extensão do fogo não é particularmente grande quando comparada com a de outros incêndios recentes (cerca de 3200 hectares; o de Vouzela consumiu mais de 12 mil), mas o terreno acidentado e o isolamento das habitações potenciaram este desfecho.
O incêndio começou junto à pequena povoação de Los Gallardos, a pouca distância da costa mediterrânica da Andaluzia. As autoridades suspeitam que o rompimento de um cabo eléctrico possa ter estado na origem do fogo.
Leonor Alhinho e João Pedro Pincha
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Fonte: PÚBLICO
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