Agência FAPESP – Mais um efeito danoso das mudanças climáticas. Um novo estudo, feito a partir de dez anos de dados obtidos por satélites, indica que o aquecimento das temperaturas dos oceanos tem levado à diminuição da produção de fitoplâncton. Camada superficial de plantas microscópicas unicelulares que está na base da cadeia alimentar marinha, o fitoplâncton também forma a base do ciclo biogeoquímico do carbono e de outros elementos nos oceanos.A pesquisa, publicada na edição de 7 de Dezembro da revista Nature, aponta que a diminuição do fitoplâncton se deve à redução dos nutrientes necessários para a fotossíntese promovida pelas mudanças climáticas na circulação oceânica. O grupo liderado por Michael Behrenfeld, da Faculdade de Oceanografia e Ciências Atmosféricas da Universidade do Estado do Oregon, nos Estados Unidos, usou medidas feitas por satélites para estimar a quantidade de fotossíntese produzida pela biomassa marinha.
“Essa relação entre ambiente físico e funções biológicas oceânicas se dá por meio da estratificação e de mudanças na temperatura oceânica, que influenciam a disponibilidade de nutrientes para o crescimento do fitoplâncton”, escreveram os autores no artigo. “As reduções observadas na produtividade dos oceanos durante o período de aquecimento pós-1999 oferece um cenário de como mudanças climáticas no futuro podem alterar as cadeias alimentares marinhas”, concluíram.
O artigo Climate-driven trends in contemporary ocean productivity, de Michael Behrenfeld e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
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Fonte (Texto e Imagem): Agência FAPESP
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