quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

1488. Quinta-feira, 10 de Janeiro: Evolução sinóptica

Carta Sinóptica de Superfície prevista
para dia 11 de Janeiro de 2008 (00h00)
Fonte: Met Office
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Ainda que hoje predominem as altas pressões, na maior parte da Península Ibérica, a segunda parte do dia vai trazer algumas alterações que se iniciarão pelo extremo noroeste. Assim, é de esperar uma retirada relativa para sul do anticiclone dos Açores, dando lugar à formação de uma depressão activa no Atlântico, a noroeste da Galiza.
Associada a esta depressão estará associada uma superfície frontal fria que, a partir das últimas horas de hoje, começara a afectar as regiões do norte de Portugal Continental, estendendo-se ao resto do continente durante a madrugada e a manhã de Sexta-feira. O aumento da nebulosidade e a ocorrência de precipitação far-se-á sentir primeiro no norte e depois nas restantes regiões do continente.
A grande diferença de pressão atmosférica existente o centro da depressão e as altas pressões localizadas a sul e sudoeste fará que o vento se intensifique, tornando-se moderado a forte, inicialmente de sudoeste e depois rodando para noroeste após a passagem da superfície frontal sobre o território de Portugal Continental.
Após a passagem desta superfície frontal, o território de Portugal Continental passará a ficar sob a influência de uma massa de ar polar marítima, com correspondência nas camadas intermédias e superiores da troposfera, não excessivamente fria, mas fará com que ocorra uma descida de temperatura e, consequentemente, uma redução da cota de neve nas regiões do norte e centro.
Após uma trégua para Sábado, novos sistemas frontais procedentes do Atlântico afectarão o território de Portugal Continental já a partir de Domingo.
Não se prevendo o fim desta situação de predomínio de ventos de Oeste, a alternância entre a entrada do anticiclone dos Açores e a passagem de sistemas frontais sobre a Península Ibérica marcará o estado do tempo em Portugal Continental ao longo de toda a próxima semana; assim, iremos ter o predomínio de massas de ar relativamente amenas.

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