As comemorações do “Dia da Memória”, para prestar homenagem às vítimas dos acidentes rodoviários, trouxeram a Santarém o ministro da Administração Interna e puseram a segurança rodoviária na ordem do dia. O MIRANTE também tem memória e recorda casos de estradas degradadas e má sinalização que também contribuem para o luto.
O troço da Estrada Nacional 3 à saída de Santarém em direcção ao Cartaxo é um dos mais perigosos do concelho de Santarém. E como não há coincidências esse foi o local pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para colocar uma coroa de flores em tributo aos que morreram no local devido a acidentes de viação. Algumas mortes e muita chapa batida depois, o trajecto vai sofrer finalmente obras visando aumentar a segurança rodoviária com a instalação de um pavimento mais aderente, pintura da sinalização horizontal e colocação de bandas para reduzir a velocidade.
Mesmo em vias mais recentes a segurança rodoviária também deixa muito a desejar. A ponte Salgueiro Maia (Almeirim-Santarém) foi aberta ao trânsito em 2000 sem todas as condições garantidas. Até hoje. O pavimento acumula água nos dias de chuva, o piso é irregular e está degradado e há anos que há uma concavidade à saída do tabuleiro que já provocou vários acidentes. Igualmente caricato é o facto de recentemente ter sido construída uma rotunda no nó de Almeirim, que dá acesso à ponte e à Auto-Estrada 13, com a inclinação ao contrário. Não admira que já se tenham tombado camiões no local.
Na Estrada Nacional 113, em Chão de Maçãs, Tomar, os automobilistas arriscam-se a acabar com a viatura fora da estrada. E nem precisam de ir distraídos. O bom piso da via, que passa por cima do túnel da Linha Ferroviária do Norte, ficou seriamente danificado na intempérie que assolou a região há precisamente um ano – a mesma que “comeu” parte da terra que suportava os carris – e ainda ninguém o arranjou.
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) e a empresa Estradas de Portugal (EP) não se entendem quanto à responsabilidade da reparação. Quer o referido túnel quer a variante à EN 113 (que se denomina EN 113-1) foram obras da responsabilidade da Refer, em alternativa à eliminação da passagem de nível da localidade, concretizada há dois anos. Agora, na altura de reparar as vias e recuperar os estragos, a empresa diz não ser da sua competência fazê-lo. “A Refer ainda não passou para a competência da Estradas de Portugal a variante 113-1, pelo que a via continua a ser da sua responsabilidade”, confirmou a O MIRANTE um técnico da EP, adiantando que a gestora ferroviária tem cinco anos, desde a construção da infra-estrutura, para o fazer. Enquanto o impasse permanece sucedem-se os acidentes até porque falta sinalização e iluminação do local.
Se o número de ofícios e avisos feitos pelas juntas de freguesia às entidades competentes fossem levados em conta há muito que não havia buracos nem bermas estragadas nas estradas da região. Há situações que, por si só, deviam envergonhar quem manda. Como aquela em que se encontra a ponte da Lamarosa, que divide os concelhos de Tomar e Torres Novas, que está em vias de ruir.
Após as últimas cheias a estrutura da velha travessia abriu brechas, tornando-se urgente a sua reparação. A segurança é no mínimo precária para os automobilistas que diariamente a atravessam. Os muros laterais foram caindo e são hoje substituídos por paus de madeira, ligados por ténues fitas de plástico vermelhas e brancas. A pretensa barreira está ali apenas para sinalizar já que em termos práticos não garante qualquer segurança.
Se um veículo se encostar demasiado à berma, a queda na ribeira, que corre quatro metros abaixo, é praticamente certa. Como já aconteceu. Apesar do perigo iminente a Câmara de Tomar protela avançar com a obra de uma nova ponte, prevista desde 2004. A única coisa que fez, depois de muita insistência dos autarcas das freguesias de Paialvo (Tomar) e Lamarosa (Torres Novas) foi colocar sinalização de perigo e bandas de redução de velocidade.
Há automobilistas que apanham verdadeiros sustos nas estradas da região. Podem não ter acidentes mas ficam muitas vezes com os carros danificados nos enormes buracos que existem na principal estrada de ligação da A23 ao Castelo de Almourol através do nó de Tancos. Ou na estrada que liga Torres Novas à localidade de Caveira. Ou ainda no percurso de Abrantes a São Miguel de Rio Torto.
Mesmo nas vias de maior circulação há situações inconcebíveis. Como o deficiente traçado da A23 na zona de Abrantes, que levou já muitos automóveis a fazer aqua planing, devido ao excesso de água acumulado. As autarquias (no caso das vias municipais) e a empresas Estradas de Portugal (nas vias nacionais) vão protelando o seu arranjo, desculpando-se com a falta de verbas. Mas não escapam algumas vezes a desembolsar verbas para pagar a automobilistas que, por causa de um buraco maior ou de uma berma demasiado baixa, furam pneus, estragam jantes ou danificam amortecedores.
O troço da Estrada Nacional 3 à saída de Santarém em direcção ao Cartaxo é um dos mais perigosos do concelho de Santarém. E como não há coincidências esse foi o local pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para colocar uma coroa de flores em tributo aos que morreram no local devido a acidentes de viação. Algumas mortes e muita chapa batida depois, o trajecto vai sofrer finalmente obras visando aumentar a segurança rodoviária com a instalação de um pavimento mais aderente, pintura da sinalização horizontal e colocação de bandas para reduzir a velocidade.
Mesmo em vias mais recentes a segurança rodoviária também deixa muito a desejar. A ponte Salgueiro Maia (Almeirim-Santarém) foi aberta ao trânsito em 2000 sem todas as condições garantidas. Até hoje. O pavimento acumula água nos dias de chuva, o piso é irregular e está degradado e há anos que há uma concavidade à saída do tabuleiro que já provocou vários acidentes. Igualmente caricato é o facto de recentemente ter sido construída uma rotunda no nó de Almeirim, que dá acesso à ponte e à Auto-Estrada 13, com a inclinação ao contrário. Não admira que já se tenham tombado camiões no local.
Na Estrada Nacional 113, em Chão de Maçãs, Tomar, os automobilistas arriscam-se a acabar com a viatura fora da estrada. E nem precisam de ir distraídos. O bom piso da via, que passa por cima do túnel da Linha Ferroviária do Norte, ficou seriamente danificado na intempérie que assolou a região há precisamente um ano – a mesma que “comeu” parte da terra que suportava os carris – e ainda ninguém o arranjou.
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) e a empresa Estradas de Portugal (EP) não se entendem quanto à responsabilidade da reparação. Quer o referido túnel quer a variante à EN 113 (que se denomina EN 113-1) foram obras da responsabilidade da Refer, em alternativa à eliminação da passagem de nível da localidade, concretizada há dois anos. Agora, na altura de reparar as vias e recuperar os estragos, a empresa diz não ser da sua competência fazê-lo. “A Refer ainda não passou para a competência da Estradas de Portugal a variante 113-1, pelo que a via continua a ser da sua responsabilidade”, confirmou a O MIRANTE um técnico da EP, adiantando que a gestora ferroviária tem cinco anos, desde a construção da infra-estrutura, para o fazer. Enquanto o impasse permanece sucedem-se os acidentes até porque falta sinalização e iluminação do local.
Se o número de ofícios e avisos feitos pelas juntas de freguesia às entidades competentes fossem levados em conta há muito que não havia buracos nem bermas estragadas nas estradas da região. Há situações que, por si só, deviam envergonhar quem manda. Como aquela em que se encontra a ponte da Lamarosa, que divide os concelhos de Tomar e Torres Novas, que está em vias de ruir.
Após as últimas cheias a estrutura da velha travessia abriu brechas, tornando-se urgente a sua reparação. A segurança é no mínimo precária para os automobilistas que diariamente a atravessam. Os muros laterais foram caindo e são hoje substituídos por paus de madeira, ligados por ténues fitas de plástico vermelhas e brancas. A pretensa barreira está ali apenas para sinalizar já que em termos práticos não garante qualquer segurança.
Se um veículo se encostar demasiado à berma, a queda na ribeira, que corre quatro metros abaixo, é praticamente certa. Como já aconteceu. Apesar do perigo iminente a Câmara de Tomar protela avançar com a obra de uma nova ponte, prevista desde 2004. A única coisa que fez, depois de muita insistência dos autarcas das freguesias de Paialvo (Tomar) e Lamarosa (Torres Novas) foi colocar sinalização de perigo e bandas de redução de velocidade.
Há automobilistas que apanham verdadeiros sustos nas estradas da região. Podem não ter acidentes mas ficam muitas vezes com os carros danificados nos enormes buracos que existem na principal estrada de ligação da A23 ao Castelo de Almourol através do nó de Tancos. Ou na estrada que liga Torres Novas à localidade de Caveira. Ou ainda no percurso de Abrantes a São Miguel de Rio Torto.
Mesmo nas vias de maior circulação há situações inconcebíveis. Como o deficiente traçado da A23 na zona de Abrantes, que levou já muitos automóveis a fazer aqua planing, devido ao excesso de água acumulado. As autarquias (no caso das vias municipais) e a empresas Estradas de Portugal (nas vias nacionais) vão protelando o seu arranjo, desculpando-se com a falta de verbas. Mas não escapam algumas vezes a desembolsar verbas para pagar a automobilistas que, por causa de um buraco maior ou de uma berma demasiado baixa, furam pneus, estragam jantes ou danificam amortecedores.
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Fonte: O Mirante
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