Ter um "All Algarve clean" em vez de um "Allgarve" valorizando as empresas da região que funcionassem à taxa de carbono zero é uma das recomendações que saiu do 13º Congresso do Algarve. "Devem ser implementadas medidas para preparar o Algarve para o previsível esgotamento das energias fósseis e para os novos desafios ambientais globais, designadamente com a adesão das empresas sedeadas na Região à taxa de carbono zero", indica o documento das conclusões e recomendações do Congresso do Algarve.Para os congressitas, a medida levaria a que o Algarve fosse conhecido e prestigiado pela marca "All Algarve Clean", em vez de simplesmente "Allgarve". Levar o golfe ao interior algarvio, incentivar a investigação biológica das plantas para aproveitar os recursos naturais da região, preservar o Forte da Meia Praia e reabilitar o histórico edifício da moagem de Faro são outras medidas urgentes para o desenvolvimento futuro do Algarve que saíram do 13º Congresso do Algarve.
O golfe deve ser promovido no interior algarvio e estimulada a sua procura para a prática de caminhadas, observação da natureza e o contacto com as culturas locais, lê-se nas recomendações a que a Lusa teve acesso. O Turismo de Natureza foi também defendido pelos congressistas, que classificam-no como "um grande atractivo para o interior da região", nomeadamente o projecto da Via Algarviana que consiste na instalação de um percurso pedestre entre Alcoutim e o Cabo de S. Vicente.
"O Algarve não é somente praias, existem zonas remotas de interesse turístico. Para estas zonas devem ser criados postos de apoio e serviços ao turista aventureiro, tal como está a ser feito e estudado noutros países e regiões por exemplo na Universidade de Santa Maria do Chile", refere o mesmo documento. A investigação biológica de plantas como factor para o seu melhor aproveitamento e potenciação dos recursos naturais das terras do Algarve.
É fundamental para combater o declínio e salvar as industrias tradicionais do Algarve de base agrícola - bebidas espirituosas, frutos secos e frescos - conhecer melhor e inovar pela investigação cientifica aproveitando as capacidades humanas de alto nível existentes tanto na Universidade como nos Centros de Investigação e Empresas", recomendam os congressistas. Além de defenderem a valorização dos museus da região - "um papel fundamental para a sobrevivência cultural da região algarvia", o 13º Congresso do Algarve concluiu ainda ser necessário que a Câmara de Lagos adquire de novo o Forte da Meia Praia, o preserve e o utilize.
A reabilitação da Moagem de Faro, um património industrial vivo, onde recentemente foram retirados os sem abrigo da cidade que ali pernoitavam, deve também ser uma urgência. "Impõem-se a reabilitação do edifício a favor da sua museulização e para a história do sector moageiro na região do Algarve".
Para a área do Ambiente foi recomendado à região ter "radares meteorológicos" para prevenir catástrofes ambientais, como cheias ou secas. A falta de água e os incêndios são outra das preocupações no Algarve e as conclusões do congresso indicam que deve ser dada importância aos Planos Municipais de Emergência e aos Planos Municipais de Defesa da Floresta contra incêndios.
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Fonte (Texto e imagem): Observatório do Algarve
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