As mudanças climáticas provocaram o maior degelo registado na Groenlândia em meio século, anunciando talvez um derretimento ainda mais amplo que aceleraria a elevação do nível dos oceanos no planeta. "Atribuímos o verão sensivelmente mais quente da Groenlândia e o derretimento do gelo verificado desde 1990 ao aquecimento global", escreveu um grupo de pesquisadores na revista Journal of Climate, acrescentando haver indícios recentes de um degelo mais acelerado também no Árctico e na Antárctida.
"A camada de gelo da Groenlândia é provavelmente altamente susceptível ao aquecimento global hoje em andamento", afirmaram os cientistas. A ilha contém gelo suficiente para elevar o nível dos mares em 7 metros, um processo que poderia levar séculos para completar-se caso algum dia de facto comece a ocorrer.
O gelo derretido na Groenlândia – excluindo a perda de gelo representada pela queda de geleiras no mar – somou 453 quilómetros cúbicos em 1998, o maior volume já registado. Os outros anos com o maior grau de derretimento foram 1995, 2002, 2003 e 2006. Dados preliminares mostraram que 2007 ficaria em segundo ou terceiro lugar nessa lista, confirmando os últimos dez anos como o período de maior derretimento, afirmou Edward Hanna, da Universidade de Sheffield (Inglaterra), que comandou o estudo também realizado por pesquisadores da Bélgica, dos EUA e da Dinamarca.
Até agora, o escoamento de água viu-se compensado quase totalmente pelo aumento do volume de neve que caiu sobre a Groenlândia, o que também pode ser um efeito colateral das mudanças climáticas. O ar frio pode reter mais humidade, e então provocar mais neve, caso apresente uma temperatura um pouco maior.
Mas o aquecimento cada vez mais acentuado pode provocar um degelo irreversível. O artigo científico observou que os modelos típicos de previsão meteorológica apontam para um aquecimento de 4 a 5 graus Célsius na Groenlândia até 2100.
"A camada de gelo da Groenlândia é provavelmente altamente susceptível ao aquecimento global hoje em andamento", afirmaram os cientistas. A ilha contém gelo suficiente para elevar o nível dos mares em 7 metros, um processo que poderia levar séculos para completar-se caso algum dia de facto comece a ocorrer.
O gelo derretido na Groenlândia – excluindo a perda de gelo representada pela queda de geleiras no mar – somou 453 quilómetros cúbicos em 1998, o maior volume já registado. Os outros anos com o maior grau de derretimento foram 1995, 2002, 2003 e 2006. Dados preliminares mostraram que 2007 ficaria em segundo ou terceiro lugar nessa lista, confirmando os últimos dez anos como o período de maior derretimento, afirmou Edward Hanna, da Universidade de Sheffield (Inglaterra), que comandou o estudo também realizado por pesquisadores da Bélgica, dos EUA e da Dinamarca.
Até agora, o escoamento de água viu-se compensado quase totalmente pelo aumento do volume de neve que caiu sobre a Groenlândia, o que também pode ser um efeito colateral das mudanças climáticas. O ar frio pode reter mais humidade, e então provocar mais neve, caso apresente uma temperatura um pouco maior.
Mas o aquecimento cada vez mais acentuado pode provocar um degelo irreversível. O artigo científico observou que os modelos típicos de previsão meteorológica apontam para um aquecimento de 4 a 5 graus Célsius na Groenlândia até 2100.
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Fonte: O Globo on Line
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