A Assembleia Municipal de Abrantes aprovou um conjunto de medidas preventivas para a área ribeirinha da cidade, precavendo-se da eventual construção da denominada Barragem de Almourol. O presidente da Câmara de Abrantes disse à agência Lusa que a decisão, aprovada por unanimidade em reunião da Assembleia Municipal, foi "originada pela reflexão" à volta da eventual construção da anunciada barragem.
"Ao olharmos para o território num exercício de percepção do que poderia suceder se a barragem fosse construída, constatámos de imediato que iríamos deixar de ter frentes ribeirinhas", disse Nelson de Carvalho. Segundo disse, "todos estes terrenos junto ao rio Tejo tornam-se assim estratégicos porque são os únicos disponíveis para podermos trabalhar no sentido de criar zonas verdes, construir um novo parque urbano ribeirinho ou instalar alguns equipamentos no caso de tudo o que temos hoje já feito no âmbito do Aquapolis ficar comprometido com a construção da barragem".
Nelson de Carvalho disse à Lusa que as medidas aprovadas são "preventivas e restritivas" no sentido de proteger os terrenos ribeirinhos de eventuais construções ou especulações imobiliárias "até que a Câmara defina um Plano de Pormenor e decida o que quer fazer daquela área". "Qualquer tipo de construção naqueles terrenos poderia colidir ou inviabilizar qualquer outro uso que fosse do interesse global da cidade e do concelho, pelo que decidimos actuar de forma célere e preventiva em relação a esta matéria", concretizou o autarca.
O presidente da Câmara de Abrantes disse ainda na reunião da Assembleia Municipal que apresentou recentemente ao ministro do Ambiente um estudo que ilustra os possíveis impactos sociais e económicos da construção da barragem de Almourol, propondo como alternativa a construção de três mini-hídricas no Tejo (Abrantes, Pego e Almourol) e uma outra em Constância (junto à foz do rio Zêzere). "Esta ideia pareceu-me razoável, uma vez que um investigador já me questionou sobre a possibilidade de fazer estudos para o aproveitamento do açude de Abrantes". Segundo Nelson Carvalho "talvez este aproveitamento de energia pudesse, uma vez que nos parece haver viabilidade, resolver o problema, reduzir os impactos no território e ser mais favorável à população".
Sobre a reacção do ministro do Ambiente à proposta, o autarca de Abrantes referiu que "manifestou interesse. Diz que vai ser estudado este cenário, não para substituir o Plano Nacional de Barragens (...), mas para se considerar, em termos de produção de energia, um outro cenário de trabalho para a região".
A barragem de Almourol, uma das 10 do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, foi inicialmente projectada para a zona de Praia do Ribatejo, a jusante de Constância, mas o facto de obrigar literalmente ao emparedamento desta vila levou a que fosse considerada uma segunda opção, a montante, junto à Fatacinha, ainda no concelho de Constância, mas com impactos no vizinho concelho de Abrantes. O município admite rever a sua posição negativa caso o Governo garanta a manutenção da segurança e qualidade de vida das populações que sejam afectadas e realize um conjunto de investimentos que reponha acessibilidades e infra-estruturas, como o Aquapolis.
As barragens aprovadas pelo Governo depois de concluído o processo de consulta pública são Foz Tua, no rio Tua, Pinhosão, no rio Vouga, Padroselos, Vidago, Daivões, Fridão e Gouvães, no rio Tâmega, Girabolhos, no Mondego, Alvito, no rio Ocreza, e Almourol, no rio Tejo. O Plano Nacional de Barragens vai implicar, segundo o ministro do Ambiente, um investimento total entre 1.000 e 2.000 milhões de euros e aumentar a capacidade hídrica instalada no país em mais 1.100 mega watts (MW).
O programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Energético prevê a construção de 10 barragens que, segundo o Partido Ecologista Os Verdes, podem pôr em risco 30 locais.
"Ao olharmos para o território num exercício de percepção do que poderia suceder se a barragem fosse construída, constatámos de imediato que iríamos deixar de ter frentes ribeirinhas", disse Nelson de Carvalho. Segundo disse, "todos estes terrenos junto ao rio Tejo tornam-se assim estratégicos porque são os únicos disponíveis para podermos trabalhar no sentido de criar zonas verdes, construir um novo parque urbano ribeirinho ou instalar alguns equipamentos no caso de tudo o que temos hoje já feito no âmbito do Aquapolis ficar comprometido com a construção da barragem".
Nelson de Carvalho disse à Lusa que as medidas aprovadas são "preventivas e restritivas" no sentido de proteger os terrenos ribeirinhos de eventuais construções ou especulações imobiliárias "até que a Câmara defina um Plano de Pormenor e decida o que quer fazer daquela área". "Qualquer tipo de construção naqueles terrenos poderia colidir ou inviabilizar qualquer outro uso que fosse do interesse global da cidade e do concelho, pelo que decidimos actuar de forma célere e preventiva em relação a esta matéria", concretizou o autarca.
O presidente da Câmara de Abrantes disse ainda na reunião da Assembleia Municipal que apresentou recentemente ao ministro do Ambiente um estudo que ilustra os possíveis impactos sociais e económicos da construção da barragem de Almourol, propondo como alternativa a construção de três mini-hídricas no Tejo (Abrantes, Pego e Almourol) e uma outra em Constância (junto à foz do rio Zêzere). "Esta ideia pareceu-me razoável, uma vez que um investigador já me questionou sobre a possibilidade de fazer estudos para o aproveitamento do açude de Abrantes". Segundo Nelson Carvalho "talvez este aproveitamento de energia pudesse, uma vez que nos parece haver viabilidade, resolver o problema, reduzir os impactos no território e ser mais favorável à população".
Sobre a reacção do ministro do Ambiente à proposta, o autarca de Abrantes referiu que "manifestou interesse. Diz que vai ser estudado este cenário, não para substituir o Plano Nacional de Barragens (...), mas para se considerar, em termos de produção de energia, um outro cenário de trabalho para a região".
A barragem de Almourol, uma das 10 do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, foi inicialmente projectada para a zona de Praia do Ribatejo, a jusante de Constância, mas o facto de obrigar literalmente ao emparedamento desta vila levou a que fosse considerada uma segunda opção, a montante, junto à Fatacinha, ainda no concelho de Constância, mas com impactos no vizinho concelho de Abrantes. O município admite rever a sua posição negativa caso o Governo garanta a manutenção da segurança e qualidade de vida das populações que sejam afectadas e realize um conjunto de investimentos que reponha acessibilidades e infra-estruturas, como o Aquapolis.
As barragens aprovadas pelo Governo depois de concluído o processo de consulta pública são Foz Tua, no rio Tua, Pinhosão, no rio Vouga, Padroselos, Vidago, Daivões, Fridão e Gouvães, no rio Tâmega, Girabolhos, no Mondego, Alvito, no rio Ocreza, e Almourol, no rio Tejo. O Plano Nacional de Barragens vai implicar, segundo o ministro do Ambiente, um investimento total entre 1.000 e 2.000 milhões de euros e aumentar a capacidade hídrica instalada no país em mais 1.100 mega watts (MW).
O programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Energético prevê a construção de 10 barragens que, segundo o Partido Ecologista Os Verdes, podem pôr em risco 30 locais.
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Fonte: Agência Lusa
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