segunda-feira, 3 de novembro de 2008

2077. Gelo do Árctico ocupa apenas metade da área ocupada em 1980

Os dados são alarmantes. Em Setembro deste ano, o gelo do Árctico ocupava metade da área registada em 1980. Além disso, a previsão dos especialistas é de que, em 2050, pode não ter gelo no verão. Outros, por sua vez, afirmam que o facto pode ocorrer até em 2030. Os cientistas aguardaram o final do verão para identificar o máximo de fusão a que chegariam as águas do Árctico este ano. Segundo o Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo, a capa de gelo marítimo no Árctico atingiu a sua extensão mínima, a segunda pior da história desde que começou a ser observada por satélites, em 1979 (a pior foi no ano passado).
De acordo com dados oficiais, até ao dia 12 de Setembro, o gelo ocupava uma área de 4,52 milhões de quilómetros quadrados. Constatações a longo prazo indicam que a extensão do gelo se reduz cada vez mais frequentemente e com um agravante: o tempo de recuperação durante o inverno também aumentou. Em 2007, a máxima fusão chegou a 4,1 milhões de quilómetros quadrados. Para se ter uma ideia das alterações ocorridas, pela primeira vez na história foi aberto o tráfego marítimo na passagem do Noroeste – que compreende o Norte do Canadá até a Ásia.
Os cientistas explicam que o gelo de coloração branca reflecte até 90% da luz que recebe, enquanto a água, apenas 20%. Assim, à medida que o degelo aumenta, o Árctico absorve mais luz, se aquecendo em menor tempo. As temperaturas frias do inverno permitem que a massa gelada recupere parte de sua extensão e espessura, todavia, isso não é o suficiente para evitar que o degelo dos verões seguintes seja cada vez maior.
A região do Árctico é responsável por activar a circulação das correntes oceânicas, contribuindo para a distribuição do calor para o globo. O receio dos especialistas é que o degelo piore a situação das alterações climáticas, aumentando a temperatura terrestre. No entanto, não contribui para o aumento do nível dos mares, uma vez que é gelo flutuante e não repousa sobre os continentes. Os responsáveis pela subida do nível são os glaciais continentais, os gelos da Groenlândia e da Antárctida.
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