A associação ambientalista Quercus afirmou que Portugal continua a libertar para a atmosfera substâncias que destroem a camada de ozono, desrespeitando "a sua legislação, as regras da UE e o Protocolo de Montreal". "Portugal continua a não assegurar a recuperação da maior parte dos clorofluorcarbonetos (CFC's) contidos nos largos milhares de frigoríficos, arcas congeladoras e aparelhos de ar condicionado, que todos os anos vão parar ao lixo". É o que garante a Quercus num comunicado a propósito do Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono.
De acordo com os ambientalistas, estas substâncias estão presentes nos equipamentos mais antigos que, se não forem tratados, libertam os CFC's para a atmosfera, causando graves danos na camada de ozono. A Quercus afirma que Portugal continua a ter "um mau desempenho na recuperação e tratamento dos CFC's", apesar da entrada em funcionamento de duas entidades gestoras de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e de ter sido lançada uma campanha de sensibilização, no ano passado.
Em 2007, apenas foram recuperadas cerca de 23 toneladas de CFC's em Portugal, valor semelhante ao de 2006. Números que representam uma percentagem muito pequena do total existente nos equipamentos em fim de vida. "Não existem certezas, mas há estimativas que apontam para as 150 toneladas", afirmou ao JN o presidente da Quercus, Hélder Spínola.
Os objectivos da União Europeia para 2012 apontam para Portugal reduzir em 27% as emissões, mas para o ambientalista os números indicam "que estamos a marcar passo". Para que os CFC's sejam removidos e tratados pelas entidades gestoras, é necessário que os equipamentos velhos sejam devidamente encaminhados para as unidade de reciclagem. "Isto significa não serem destruídos, muitas vezes a simples compactação ou remoção de peças leva a que os gases se libertem antes de chegar à unidade", explicou.
Uma responsabilidade que para a Quercus cabe em grande parte ao poder local. "A recolha é sobretudo assegurada pelas autarquias ou por empresas municipais", afirmou, frisando, contudo, que "também há casos em que são as empresas privadas que têm de fazer a entrega nos pontos de retoma".
Os objectivos da União Europeia para 2012 apontam para Portugal reduzir em 27% as emissões, mas para o ambientalista os números indicam "que estamos a marcar passo". Para que os CFC's sejam removidos e tratados pelas entidades gestoras, é necessário que os equipamentos velhos sejam devidamente encaminhados para as unidade de reciclagem. "Isto significa não serem destruídos, muitas vezes a simples compactação ou remoção de peças leva a que os gases se libertem antes de chegar à unidade", explicou.
Uma responsabilidade que para a Quercus cabe em grande parte ao poder local. "A recolha é sobretudo assegurada pelas autarquias ou por empresas municipais", afirmou, frisando, contudo, que "também há casos em que são as empresas privadas que têm de fazer a entrega nos pontos de retoma".
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Fonte: Jornal de Notícias
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