domingo, 21 de dezembro de 2008

2169. Chico Mendes, 20 anos depois

Amanhã completam-se vinte anos da morte do líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em Xapuri com um disparo de espingarda. O tiro que o matou ecoou forte, e em todo o mundo soube-se que no Brasil havia morrido o homem que lutara contra o desmatamento, contra a degradação ambiental, e defendia a vida no principal ecossistema da Terra.
Do ponto de vista legal, fez-se justiça com a prisão e condenação de Darli Alves e seu filho, os responsáveis directos pelo crime. Mas isso não foi o suficiente para realmente fazer justiça aos acreanos dos seringais ou os índios das aldeias, que continuaram a ser expulsos das suas colocações pela “pata do boi” muitos anos depois de sua morte.
A morte de Chico Mendes também não pôs fim à ganância de muita gente que não pensa duas vezes em calar a tiros a voz dos que se rebelam pelo crime praticado contra a floresta, como foi o caso da missionária Dorothy Stang. Muitos outros talvez ainda morram até que um basta definitivo seja dado.
O dia de amanhã é um dia de lembrança, de uma triste lembrança. Mas é também um dia de reflexão sobre a responsabilidade que todos têm na defesa do meio ambiente. O que se deve questionar é até quando tantos Chicos ou Dorothys vão morrer antes que todos tomem para si a defesa da vida.
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Fonte: Página 20

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