A Estradas de Portugal adiou para 2010 a inspecção a 80 pontes de viadutos por falta de meios. É a própria empresa pública a reconhecer a falha para concretizar o Programa de Inspecções Subaquáticas nas pontes e viadutos.A Estradas de Portugal é responsável pela gestão das infra-estruturas rodoviárias e planeava retomar, este ano, as inspecções a cerca de 80 travessias, mas teve de adiar os trabalhos. Eduardo Gomes, vice-presidente da empresa, reconhece que a situação se deve sobretudo à escassez de recursos humanos. Garante, contudo, que nenhuma das pontes apresenta riscos para a segurança dos automobilistas.
A Estradas de Portugal detectou, no entanto, problemas estruturais em 170 pontes, 20 dos quais a exigir intervenção imediata. A empresa recusa revelar os nomes dos casos mais complicados, avançando apenas que há problemas graves em várias pontes no IP-3, junto à barragem da Agueira.
O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, alerta para o que classifica de ineficácia da Estradas de Portugal nas inspecções. Volvidos 8 anos sobre o acidente de Entre-os-Rios, Fernando Santo alude a uma deficiente monitorização do estado de conservação das pontes e à falta de recursos financeiros para o efeito. “O número de inspecções tem sido feito de forma muito limitada em tempo e, mais do que isso, as obras que são necessárias têm sido arrastadas”, critica.
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