terça-feira, 30 de junho de 2020

7775. Terça-feira, 30 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Mirandela – 37,6 ºC
Elvas – 37,0 ºC
Amareleja – 36,6 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 36,5 ºC
Portel (Oriola) – 36,4 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 36,1 ºC
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Sagres – 22,4 ºC
Aveiro (Universidade) – 22,0 ºC
Cabo Raso – 20,1 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 19,6 ºC
São Pedro de Moel – 18,6 ºC
Esposende (CIM) – 18,0 ºC
Lombo da Terça (Madeira) – 15,1 ºC
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Fonte: IPMA

7774. RANKING EUROPEU: Tendência climática para o Verão de 2020

VERÃO 2020
(Julho/Agosto/Setembro)
  Tendência climática para o terceiro trimestre de 2020
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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VERÃO 2020
(Julho/Agosto/Setembro)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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7773. Covid-19 "rouba" o palco às alterações climáticas

A Covid-19 tem contribuído e muito para a redução da poluição nos principais centros urbanos mundiais, mas agora deu mais um golpe no planeta e na humanidade ao impor a suspensão também da COP26. A próxima edição da cimeira do clima promovida pelas Nações Unidas estava prevista para Novembro, na Escócia, e rodeada de grande expectativa porque deveria ser o momento da tomada de importantes decisões mundiais sobre a redução das emissões de CO2.
O abrandamento da actividade nos quatros cantos do mundo devido às medidas de contenção da Covid-19 levou a uma redução rápida e acentuada nos níveis de emissões poluentes, por exemplo na China, nos Estados Unidos e na União Europeia. Por outro lado, a rápida propagação e a morbidade elevada associada a esta pandemia tornam a Covid-19 agora bem mais urgente que as alterações climáticas. Até o palco onde deveria decorrer a COP26, em Glasgow, vai ser readaptado e mobilizado para a guerra a este novo coronavírus como hospital de campanha.
Para o director do braço escocês da ONG internacional "Amigos da Terra", era "muito importante avançar rapidamente na redução das emissões de CO2 e 2020 era decisivo porque é o ano em que as decisões do Acordo de Paris, ratificadas em 2015, deviam começar a ser aplicadas". "Há muitas coisas que deveriam ser decididas em Novembro para permitir a implementação do acordo e, agora, isso vai ser tudo adiado", lamentou Richard Dixon.
A chefe de Governo da Escócia também fala de "uma decisão desapontante". Pelas redes sociais, Nicola Sturgeon diz, no entanto, ter sido "absolutamente a mais correcta por estarmos todos agora focados na luta contra este coronavírus". A primeira-ministra escocesa não fecha a porta à cimeira, bem pelo contrário, assume uma grande vontade de "receber o mundo em Glasgow em 2021".
A decisão de adiar a COP26 foi tomada em conjunto pela comissão responsável por estas cimeiras do clima, pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, pelo governo britânico e pelos parceiros italianos. Além da referência ao próximo ano, a nova data para a realização da COP26 ainda não foi anunciada.
Francisco Marques
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Fonte: EuroNews

segunda-feira, 29 de junho de 2020

7772. Segunda-feira, 29 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Portel (Oriola) – 37,1 ºC
Viana do Alentejo – 37,0 ºC
Elvas – 36,8 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 36,8 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 36,7 ºC
Amareleja – 36,5 ºC
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Aveiro (Universidade) – 21,6 ºC
Dunas de Mira – 21,6 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,9 ºC
Cabo Raso – 19,0 ºC
São Pedro de Moel – 18,7 ºC
Esposende (CIM) – 17,9 ºC
Lombo da Terça (Madeira) – 15,0 ºC
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Fonte: IPMA

sábado, 27 de junho de 2020

7771. Sábado, 27 de Junho (20h00)

Imagem de satélite às 20h00
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Fonte: SAT24
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Nebulosidade baixa na faixa costeira ocidental.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

7770. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo quente e variável

Imagem de satélite às 20h00
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Fonte: SAT24
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Algumas temperaturas às 16h00
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Mirandela – 37,3 ºC
Alvalade – 35,9 ºC
Portel (Oriola) – 35,5 ºC
Moncorvo – 35,2 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 34,9 ºC
Amareleja – 34,7 ºC
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Pedras Rubras – 18,3 ºC
São Pedro de Moel – 17,6 ºC
Coimbra/Mata de São Pedro (CIM) – 17,5 ºC
Penela/Serra do Espinhal (CIM) – 16,7 ºC
Esposende (CIM)  - 16,4 ºC
Soure (CIM) – 15,0 ºC
Areeiro (Madeira) – 14,7 ºC
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Fonte: IPMA
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Continuação do tempo muito quente nas regiões do interior de Portugal Continental; predomínio de nebulosidade baixa na costa ocidental das regiões norte e centro, e ocorrência de aguaceiros e trovoadas no interior norte, com queda de granizo pontualmente.

terça-feira, 23 de junho de 2020

7769. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo quente e variável

Imagem de satélite às 19h00
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Fonte: SAT24
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Algumas temperaturas às 16h00
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Pinhão (Santa Bárbara) – 39,3 ºC
Portel (Oriola) – 38,8 ºC
Zebreira – 38,6 ºC
Elvas – 38,5 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 38,3 ºC
Amareleja – 38,3 ºC
Viana do Alentejo – 38,3 ºC
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Pedras Rubras – 19,4 ºC
Dunas de Mira – 19,4 ºC
Aveiro (Universidade) – 19,2 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 19,1 ºC
Cabo Raso – 18,7 ºC
Esposende (CIM)  - 16,9 ºC
Lombo da Terça (Madeira) – 14,2 ºC
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Fonte: IPMA
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Tarde com tempo muito quente nas regiões do interior de Portugal Continental; predomínio de nebulosidade baixa na costa ocidental e aguaceiros e trovoadas no interior norte.

7768. Domingo, 22 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Portel (Oriola) – 39,7 ºC
Alvega – 39,4 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 38,9 ºC
Alvalade – 38,8 ºC
Amareleja – 38,6 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 38,6 ºC
Viana do Alentejo – 38,6 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 38,6 ºC
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Sines – 25,0 ºC
Aveiro (Universidade) – 23,3 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,6 ºC
Esposende (CIM)  - 19,7 ºC
São Pedro de Moel – 19,3 ºC
Cabo Raso – 18,9 ºC
Lombo da Terça (Madeira) – 15,0 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 21 de junho de 2020

7767. PORTUGAL CONTINENTAL: Maio mais quente desde 1931

Este mês em Portugal Continental classificou-se como extremamente quente e seco. Maio de 2020 foi o mais quente desde 1931, igualando Maio de 2011.

O valor médio da temperatura média do ar, 19.00 °C, foi muito superior ao normal com uma anomalia de +3.26 °C. O valor médio da temperatura máxima do ar, 25.40°C, foi o 2º valor mais alto desde 1931, com uma anomalia de +4.44°C (mais alto em 2015, 25.46 °C); o valor médio da temperatura mínima do ar, 12.60°C, também foi o 2º mais alto desde 1931, +2.10°C em relação ao valor normal (mais alto em 2011, 13.13 °C).

Durante o mês de destacar os valores muito altos da temperatura do ar, muito superiores aos valores normais, na segunda quinzena de Maio, em particular a partir do dia 17. De referir ainda que nos dias 3 e 26 a 29 o valor médio da temperatura máxima do ar, em Portugal continental, foi superior a 30 °C. No período de 17 a 31 de Maio verificou-se a ocorrência de uma onda de calor, em grande parte do território de Portugal continental, com excepção de alguns locais do litoral ocidental e de parte do Algarve. Esta situação foi mais prolongada, superior a 10 dias, nas regiões do Norte (excepto faixa costeira), no interior centro e no Sul (excepto Algarve). Na região norte merece destaque o nordeste transmontano onde a duração foi de 15 a 17 dias, tendo persistido até dia 2 de Junho.

Esta onda de calor pode ser considerada como uma das mais longas e com maior extensão territorial para o mês de Maio.

O valor médio da quantidade de precipitação em Maio, 51.2 mm, corresponde a 72% do valor normal 1971-2000 (71.2 mm). Os valores de precipitação foram superiores ao normal em alguns locais da região Sul e em particular no Alto Alentejo, na Península de Setúbal, no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio. Por outro lado na região Norte e em especial nas zonas de altitude os valores de precipitação foram muito inferiores ao normal.

De destacar que as condições de instabilidade atmosférica verificadas durante alguns períodos do mês (9-16 e 26-31) originaram a ocorrência de aguaceiros, que foram localmente fortes, por vezes de granizo e acompanhados de trovoada. No final do mês de Maio, verificou-se, em relação ao final de Abril, uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território e em particular na região Sul, onde já se verificam valores inferiores a 20% em muitos locais do Baixo Alentejo e Algarve.

De acordo com o índice PDSI, no final Maio, verificou-se uma diminuição da área e da intensidade da seca meteorológica na região Sul; no entanto no interior Norte voltou a surgir a classe de seca fraca. A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território é a seguinte: 2.6% chuva fraca, 75.2% normal, 17.5% seca fraca e 4.7% seca moderada.


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Fonte: IPMA

7766. Domingo, 21 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Elvas – 34,2 ºC
Amareleja – 33,3 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 33,0 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 33,0 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 33,0 ºC
Alvalade – 32,9 ºC
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Santa Cruz (Aeródromo) – 21,0 ºC
Pampilhosa da serra (Fajão) – 20,9 ºC
Penhas Douradas – 20,2 ºC
Tondela/Caramulinho (CIM) – 19,8 ºC
Cabo Raso – 19,2 ºC
São Pedro do Sul (CIM) – 18,5 ºC
Lombo da terça (Madeira) – 14,6 ºC
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Fonte: IPMA

sábado, 20 de junho de 2020

7765. Solstício de Junho e o meridiano da Terra

O solstício de Junho ocorre este sábado, dia 20 de Junho, às 22h44, marcando o início desta estação no hemisfério norte. O sol neste dia de solstício estará o mais alto possível no céu e, aquando da sua passagem meridiana atingirá, a altura máxima de 75° em Lisboa. O solstício de Junho está ligado à primeira determinação experimental do comprimento de um meridiano terrestre, efectuada há cerca de dois mil anos pelo matemático e geógrafo grego Eratóstenes de Cirene (actual cidade Líbia de Shahhat).
Eratóstenes, que nasceu em Cirene (c. 276 AC) e morreu em Alexandria (c. 194 AC) – “director” da famosa biblioteca desta cidade – foi o primeiro matemático da antiguidade a calcular a circunferência da Terra (comprimento do meridiano). Com os pés bem assentes na terra, calculou a circunferência da Terra a partir de uma observação que o intrigou. Constatou que, ao meio-dia do dia 21 de Junho (solstício de Verão), os raios do Sol eram perpendiculares à superfície, iluminando totalmente o fundo de um poço em Siena (actual cidade egípcia de Assuã ou Assuão). Mas verificou que o mesmo não se observava, à mesma hora e mesmo dia, na cidade de Alexandria.
A partir desta observação, e pressupondo que a Terra era esférica (o que já foi confirmado diversas vezes por astronautas a partir do espaço), que os raios do Sol que iluminavam as duas cidades eram paralelos, Eratóstenes planeou a seguinte experiência: medir o ângulo da sombra formada por estacas com o mesmo tamanho, naquelas duas cidades, no mesmo dia 21 de Junho, ao meio-dia.
Em Siena, a sombra foi nula. Em Alexandria, registou um ângulo de 7,2. Concluiu assim que o comprimento de um arco com 7,2 graus era igual à distância entre aqueles dois lugares. Dividiu este valor por 360, que é, como Eratóstenes sabia, o ângulo interno de qualquer circunferência, e obteve um valor igual a 50. Assim, deduziu que o comprimento do meridiano terrestre era igual a 50 vezes a distância de Siena a Alexandria. A partir de ajuda que solicitou ao rei local, mediu a distância entre as duas cidades: 5 mil estádios (medida grega igual a 125 passos).
Deste modo, chegou ao valor de 250 mil estádios para o comprimento da circunferência da Terra. Ora, dependendo do valor que atribuamos a um “estádio grego” (pelo que encontrei não há consenso sobre o assunto), isso equivale a um valor entre 39.700 quilómetros e 46.600 quilómetros.
Hoje sabemos que o valor de um meridiano terrestre é aproximadamente igual a 40.003 quilómetros. É espantosa a aproximação conseguida por Eratóstenes. Repare-se que ele só utilizou conhecimento matemático e perspicácia para o fazer. O mesmo conhecimento matemático (alguma trigonometria e geometria) é, ainda hoje, suficiente para calcular a posição de um veículo, por GPS, e medir distâncias, apesar da necessidade de “alguma” tecnologia com que Eratóstenes não terá sonhado…
António Piedade
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Fonte (adaptado): Sul Informação

7764. GNR identifica suspeito de ter ateado fogo que deflagrou em Aljezur

A GNR identificou um homem, de 44 anos, pela ignição do incêndio rural que deflagrou na sexta-feira em Vilarinha, no concelho de Aljezur, anunciou hoje a corporação, adiantando que foi o próprio que alertou as autoridades.
“O homem encontrava-se a efectuar trabalhos de gestão de combustível, com recurso a uma motorroçadora, quando o equipamento entrou em sobreaquecimento após três horas de utilização, provocando a emissão de fagulhas provenientes do escape, dando-se início ao incêndio”, refere a GNR em comunicado. Nessas circunstâncias, adianta, “o homem, que trabalhava sozinho, deu o alerta às autoridades e ainda tentou extinguir o incêndio com recurso a uma mangueira, no entanto, atendendo ao acentuado declive do terreno e às condições climatéricas, não o conseguiu extinguir, levando a que o mesmo se propagasse”.
Os factos serão remetidos ao Tribunal Judicial de Lagos, informa a GNR, adiantando que o homem foi identificado na sexta-feira pelo Comando Territorial de Faro, através do Núcleo de Protecção Ambiental (NPA) de Portimão, “pela ignição de um incêndio rural que se iniciou em Vilarinha, no concelho de Aljezur”.
O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Aljezur, no Algarve, foi dado como dominado às 09:10 de hoje, de acordo com o segundo comandante, Abel Gomes, do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro. O incêndio obrigou à retirada de pessoas de um loteamento no concelho vizinho de Vila do Bispo, por precaução, não havendo registo de casas ardidas. Segundo dados disponibilizados na página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, às 10:30 estavam no combate ao incêndio 461 operacionais, apoiados por 145 meios terrestres e seis meios aéreos.
Segundo a GNR, a grande maioria dos incêndios registados no último ano teve origem na realização de trabalhos de gestão de combustível, queimadas e queimas de sobrantes de exploração. Nesse sentido, a GNR apela para que se evitem comportamentos de risco nos espaços florestais e agrícolas e, em caso de incêndio, para ligar de imediato para o 112, transmitindo de forma sucinta e precisa a localização, a dimensão estimada e a forma de acesso mais rápida ao local.
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quarta-feira, 17 de junho de 2020

7761. Pedrógão Grande: PSD avança com comissão de inquérito sobre gestão de fundos

O PSD avançou com uma comissão parlamentar de inquérito (potestativa, isto é, obrigatória) para apurar as “responsabilidades políticas” do Governo no processo de recuperação de habitações e empresas atingidas pelos incêndios de Pedrógão Grande. O objectivo da iniciativa é “apurar as responsabilidades políticas do Governo” sobre os apoios à recuperação de habitações, empresas, equipamentos públicos e privados e reposição do potencial produtivo da região” afectada pelos incêndios de 2017, justificou Carlos Peixoto, vice-presidente da bancada do PSD. A iniciativa foi apresentada esta tarde, no Parlamento, e é subscrita por 46 deputados sociais-democratas, o mínimo exigido por lei para que a comissão de inquérito seja obrigatória, e não sujeita a votação.  
O deputado referiu, por exemplo, que deveriam ser reconstruídas 169 habitações e acabaram por ser reconstruídas mais 90, quase 260. “É preciso perceber porquê”, disse, depois de lembrar que, na sequência de um relatório do Tribunal de Contas, o PSD dirigiu perguntas ao Governo, que não foram respondidas. Em causa estará o fundo que resultou de donativos particulares e que ronda os sete milhões de euros.  
Questionado sobre quais as suspeitas precisas que incidem sobre o processo de recuperação, Carlos Peixoto rejeitou tratar-se de uma “caça às bruxas” e sublinhou a falta de transparência no processo. “Se o fundo tem um destino que não é conhecido de todos, nós temos a obrigação de perceber onde foi gasto. Estamos preocupados e temos de agir”, disse.

terça-feira, 16 de junho de 2020

7760. Há três anos, Pedrógão ardeu. Morreram 66 pessoas e mais de 500 casas foram atingidas pelas chamas

Mais de dois terços das vítimas mortais (47 pessoas) seguiam em viaturas e ficaram cercadas pelas chamas na Estrada Nacional 236-1, entre Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, no interior norte do distrito de Leiria, ou em acessos àquela via. As chamas, que eclodiram pelas 14:00 de 17 de Junho de 2017, foram extintas passado uma semana (24 de Junho), depois de, em 20 de Junho, se terem juntado ao fogo que, cerca de dez minutos depois do início daquele incêndio, no concelho de Pedrógão Grande (em Escalos Fundeiros), deflagrou no município de Góis (distrito de Coimbra), em Fonte Limpa.
Cerca de 53 mil hectares de território, 20 mil hectares dos quais de floresta, foram atingidos por estes fogos, sobretudo nos municípios de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, de Góis e Pampilhosa da Serra (Coimbra) e da Sertã (Castelo Branco). Além de terem destruído total ou parcialmente mais de meio milhar de casas – 264 das quais habitações permanentes, cerca de 200 secundárias e mais de cem devolutas –, as chamas também atingiram quase meia centena de empresas, afectando o emprego de quase 400 pessoas.
Estimativas feitas pouco tempo depois dos incêndios apontavam para que os prejuízos provocados na floresta ultrapassassem os 83 milhões de euros, enquanto os danos em habitações estimavam mais de 27,6 milhões de euros, na indústria e turismo perto de 31,2 milhões de euros, na agricultura 20 milhões de euros e noutras actividades económicas mais de 27,5 milhões de euros. Os danos provocados em infraestruturas municipais eram avaliados em cerca de 20 milhões de euros e na rede viária nacional em perto de 2,6 milhões de euros. O Conselho para a atribuição de indemnizações às vítimas destes incêndios (e dos de 17 de Outubro de 2017) fixou, em final de Novembro desse ano, em 70 mil euros o valor mínimo para privação de vida.
As mortes provocadas pelo incêndio levaram o Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra a abrir um inquérito, que investigou as responsabilidades no fogo com início em Pedrógão Grande. O despacho de pronúncia acusava 13 arguidos. Na abertura da instrução, o juiz do Tribunal de Leiria decidiu deixar de fora da acusação o comandante distrital de operações de socorro de Leiria à data dos factos, Sérgio Gomes, o segundo comandante distrital, Mário Cerol, e José Graça, então vice-presidente do município de Pedrógão Grande.
Aguardam julgamento os presidentes dos municípios de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande em funções à data dos factos: Fernando Lopes, Jorge Abreu e Valdemar Alves, respectivamente. O tribunal decidiu ainda levar a julgamento a então engenheira florestal no município de Pedrógão Grande, Margarida Gonçalves; o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut; o subdirector da área comercial da EDP José Geria; o subdirector da área de manutenção do Centro da mesma empresa, Casimiro Pedro; e três arguidos com cargos na Ascendi Pinhal Interior: José Revés, António Berardinelli e Rogério Mota.
O Ministério Público de Leiria, para onde transitou o processo, recorreu da decisão, que se encontra neste momento no Tribunal da Relação de Coimbra a aguardar o despacho final. Também o processo de reconstrução das casas ardidas levou o Ministério Público de Coimbra a abrir um inquérito.
A investigação resultou numa acusação contra 28 arguidos pela alegada prática de 20 crimes de burla, 20 crimes de prevaricação de titular de cargo político, 20 crimes de falsificação de documentos, um crime de falsidade informática e um crime de falsas declarações. O processo foi para Leiria devido à competência territorial. O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, o ex-vereador Bruno Gomes e o construtor civil João Paiva pediram a abertura da instrução. A juíza entendeu que todos devem ser julgados em tribunal colectivo.
O fogo de Pedrógão Grande foi “muito provavelmente aquele que, em Portugal, libertou mais energia e o fez mais rapidamente (com um máximo de 4.459 hectares ardidos numa só hora), exibindo fenómenos extremos de vorticidade e de projecção de material incandescente a curta e a longa distância", afirma o relatório da Comissão Técnica Independente (CTI), criada para avaliar os incêndios ocorridos entre 17 e 24 de Junho, em 11 concelhos dos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco.
A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, em 07 de Junho de 2019, um projecto de resolução que consagra o dia 17 de Junho como Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais.
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segunda-feira, 15 de junho de 2020

7759. Pedrógão Grande: Especialista diz que incêndio trouxe poucas alterações à floresta, mas preparou melhor as pessoas

“O país, actualmente, está mais bem preparado e a probabilidade de um acontecimento como o de Pedrógão, ao nível de perda de vidas humanas, será menor. As pessoas estão mais preparadas para isso relativamente a 2017, o que não quer dizer que o fogo não se propague exactamente da mesma forma na paisagem, se as condições meteorológicas forem semelhantes, mas a perda de vidas humanas talvez seja inferior devido a essa melhor preparação”, afirmou Joaquim Sande Silva, especialista em floresta e professor na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra.
Em declarações à agência Lusa, o perito, que integra Observatório Técnico Independente sobre incêndios criado pela Assembleia da República, defendeu que as alterações no terreno florestal em Portugal “são muito poucas, sobretudo face à expectativa que se criou após a tragédia de 2017”.
Lembrando os incêndios de 2003 e 2005, Joaquim Sande Silva explicou que o discurso após a tragédia de 2017 “foi essencialmente o mesmo", com a promessa de que “o país nunca mais [iria] assistir a uma coisa destas”, bem como o anúncio de uma reforma florestal, quer na componente da prevenção, quer na componente do combate. “Passados 14 anos após 2003, foi aquilo que se viu”, apontou o especialista em floresta, referindo-se aos incêndios de 2017, em particular o de Pedrógão Grande (distrito de Leiria), em 17 de Junho, que provocou 66 mortos e mais de 250 feridos.
Na perspectiva do especialista, a principal dificuldade na alteração do sistema florestal está em mexer com os aspectos estruturais e com os principais intervenientes, o que inviabiliza qualquer reforma legislativa: “Enquanto a atitude e o princípio for esse, não vamos conseguir mudar grande coisa”. “Infelizmente, o discurso político passa muito por ‘agora fizemos sair esta reforma, agora fizemos sair este pacote legislativo’. Com isso, é suposto que os problemas fiquem resolvidos e as pessoas, algumas pelo menos, ficam convencidas de que os problemas ficam resolvidos, quando não é nada assim”, frisou Joaquim Sande Silva, considerando que a legislação precisa de ser adequada à realidade no terreno.
Quanto à prevenção de incêndios na componente do combustível florestal, a legislação está “muito longe” de assegurar condições para se mudar a paisagem florestal em Portugal, indicou o especialista. “Quem decide até sabe exactamente quais são as limitações, os problemas e os condicionalismos que o país tem. Agora, entre saber e actuar vai uma distância grande, e a verdade é que os desafios face à situação que o país tem, nomeadamente no que toca a componentes estruturais, como o regime de propriedade e opções que se fizeram no passado em termos de espécies a privilegiar, hoje em dia tornam este desafio de tentar mudar a paisagem e tentar tornar o território menos susceptível ao fogo um desafio muito difícil, extremamente difícil”, considerou.
Descartando reformas “bastante dolorosas e bastante impopulares”, incompatíveis com o regime democrático, inclusivamente expropriação de terrenos, o professor defendeu “a injecção de quantidades massivas de recursos financeiros”, para compensar os proprietários e levá-los a aderir a determinados modelos de gestão conjunta, como as Zonas de Intervenção Florestal. “Mas esse dinheiro não existe, portanto a sociedade não está disponível para dispensar, canalizar estes recursos com essa finalidade”, referiu. Neste contexto, o problema mantém-se sem solução à vista, mesmo que sejam anunciadas “soluções milagrosas de mudar a paisagem”, como o Programa de Transformação da Paisagem, aprovado em 21 de Maio pelo Governo.
Relativamente à limpeza de terrenos, o especialista criticou a legislação, por obrigar à remoção do arvoredo, “aspecto que está profundamente errado e que tem levado a grandes atentados, até ambientais, em nome da defesa da floresta contra incêndios” – a limpeza, no seu entender, “é insustentável em termos económicos e até mesmo em termos ecológicos”. Desvalorizando o impacto do confinamento devido à covid-19 nos trabalhos de limpeza da floresta, Joaquim Sande Silva sublinhou que “existe uma grande heterogeneidade no cumprimento da legislação”. Na prática, há zonas onde se verifica “uma adesão grande” dos proprietários e “há zonas onde praticamente não há adesão nenhuma”.
Sobre a possibilidade de ocorrerem incêndios semelhantes ao de Pedrógão Grande, o especialista enalteceu as lições aprendidas ao nível da Protecção Civil, com iniciativas do Governo – inclusive o programa Aldeia Segura, Pessoas Seguras – que trilharam um “bom caminho” no sentido de proteger as populações, estabelecendo mecanismos de alerta e de evacuação. Na impossibilidade de se prever a época de incêndios deste ano, o perito do Observatório Técnico Independente rejeitou relacionar maus resultados com a covid-19: “Fazer da pandemia um bode expiatório, caso haja maus resultados nesta época de incêndios, será um mau caminho”.
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domingo, 14 de junho de 2020

7758. ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES: Instabilidade

Forte instabilidade no arquipélago dos Açores, associada a um núcleo de ar muito frio em altitude (temperaturas inferiores a 20º C negativos a 5500 metros de altitude, aproximadamente), favorecendo a ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas e queda de granizo; neve nos pontos mais elevados do arquipélago.

7757. AÇORES: Queda de neve na ilha do Pico

Parece impossível, mas não é. Este domingo, dia 14 de Junho, a poucos dias de começar o verão, nevou nos Açores, mais precisamente na montanha mais alta de Portugal, no Pico.
As imagens foram registadas e partilhadas nas redes sociais por Renato Goulart, um conhecido guia turístico da ilha.
Nas fotos e nos vídeos é possível ver o grupo, que fez a subida da montanha ao início da manhã deste domingo com o objectivo de ver o nascer do sol, visivelmente feliz com esta surpresa da natureza.
Ao Notícias ao Minuto, Renato Goulart contou que começou a nevar pelas 7h00 (horas locais, mais uma em Portugal Continental), mas que “foi entre as 8h30 e as 9h00 que a neve caiu com mais intensidade até aos 1.900 metros de altitude”. Já a temperatura era de -3º aos 2.351 metros.
Natacha Nunes Costa
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Fonte (texto e imagem): País ao Minuto

sexta-feira, 12 de junho de 2020

7756. Sexta-feira, 12 de Junho (18h00)

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Intensidade da precipitação às 18h00
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Fonte: IPMA
Tempo instável, com aguaceiros e trovoadas, em especial nas regiões do norte, centro e Alto Alentejo.