As situações de excepção climática (chuvas torrenciais e ventos fortes) tenderão a ser cada vez mais uma realidade no futuro, segundo indicam todos os estudos credíveis sobre alterações climáticas, adianta um comunicado do Partido Ecologista “Os Verdes”, divulgado na sequência do mau tempo que se fez sentir, na última semana, em todo o território nacional.“Os Verdes” consideram que prevenir e mitigar estes riscos é cada vez mais uma urgência social e ambiental e uma responsabilidade dos governantes do país, tanto a nível do poder central como a nível do poder local. “Rios entulhados pela poluição, vegetações devastadas, margens e leitos impermeabilizados pelo cimento e pelo betão, construções em zonas de derrocada e de inundação, linhas de água canalizadas e desviadas dos seus cursos, saneamentos básicos deficientes, são algumas das muitas condições que proliferam pelo nosso país e que contribuem para fazer das situações de excepção verdadeiros dramas ambientais, económicos e sociais” adianta o comunicado.
Para “Os Verdes”, a próxima revisão dos planos de ordenamento, como os PDM (Planos Directores Municipais), e a revisão da lei da REN (Reserva Ecológica Nacional), têm de ser uma oportunidade para que a sociedade portuguesa previna e reduza os impactes de situações excepcionais como estas e dos riscos daí inerentes”. Para isso, acrescenta o documento, “a administração central e local tem de assumir uma abordagem global onde os dados ambientais assumam um papel relevante e demonstrar uma vontade política clara de romper com atitudes que põem os interesses económicos e imediatos à frente da prevenção dos riscos”.
“Os Verdes” consideram, também, “urgente a necessidade de organizar a prevenção civil e de formar e equipar as entidades intervenientes nesta matéria para riscos diferenciados e excepcionais, não podendo a prevenção civil ficar quase totalmente reduzida ao combate e prevenção de incêndios ou às cheias em zonas de tradicional ocorrência”.
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Fonte: Jornal A Guarda
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