No último quarto de século, cerca de 300 espécies de animais no Reino Unido migraram para Norte e para o cimo das montanhas, numa tentativa de fugir das regiões com temperaturas demasiado elevadas, causadas pelo sobre-aquecimento global.Os cientistas britânicos constataram que cerca de 80 por cento das 300 espécies (insectos e pequenos mamíferos) estudadas mudaram o seu território entre 70 e cem quilómetros para Norte. Setenta por cento dessas mesmas espécies também subiram as montanhas para se estabelecerem 130 a 150 metros mais acima.
O Reino Unido conta com cerca de 27 mil espécies de insectos, mas “a amostra é suficientemente vasta para apreciar as tendências das alterações”, disse Chris Thomas, professor de biologia da Universidade de York. “80 % das espécies é uma percentagem incrivelmente elevada, tendo em conta todas as outras modificações que a nossa paisagem sofreu nos últimos 25 anos”, salientou. “É impressionante até que ponto os efeitos das alterações climáticas já são visíveis”.
Mas a migração ainda não terminou, porque até 2080, a temperatura média do Reino Unido deverá aumentar 3,5 graus centígrados. Ela será a mais elevada dos últimos dois milhões de anos e, “provavelmente, dos últimos dez milhões de anos, o que faz que entre dez e 99 por cento das espécies actuais nunca tenham conhecido temperaturas tão elevadas”. Thomas salientou que “entre dez e 50 por cento das espécies podem mesmo extinguir-se”.
Recentemente, a Academia de Ciências britânica disse que “o sobre-aquecimento do clima vai reduzir o número das espécies a nível mundial”. Investigadores assistiram ao desaparecimento de algumas espécies de borboletas devido à deterioração da flora – seu habitat e fonte de alimento – causada pela seca. A comunidade científica depara-se agora com uma nova questão: como será a coabitação entre as espécies “sedentárias” do Norte e as espécies “nómadas” do Sul que lhes farão concorrência a nível de habitat e de alimentos? Que novos predadores vão aparecer?
“Pensamos que vão vencer as espécies vindas do Sul, já adaptadas a um clima mais quente e que têm, em geral, dois ciclos de reprodução por ano”, salientou Thomas. O biólogo acredita que as espécies do Norte não terão tempo de evoluir para se adaptar às altas temperaturas e ao confronto com os recém-chegados. A nível mundial, os cientistas já constataram a extinção de certas espécies, vítimas directas ou indirectas do sobre-aquecimento.
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Fonte: Barlavento
O Reino Unido conta com cerca de 27 mil espécies de insectos, mas “a amostra é suficientemente vasta para apreciar as tendências das alterações”, disse Chris Thomas, professor de biologia da Universidade de York. “80 % das espécies é uma percentagem incrivelmente elevada, tendo em conta todas as outras modificações que a nossa paisagem sofreu nos últimos 25 anos”, salientou. “É impressionante até que ponto os efeitos das alterações climáticas já são visíveis”.
Mas a migração ainda não terminou, porque até 2080, a temperatura média do Reino Unido deverá aumentar 3,5 graus centígrados. Ela será a mais elevada dos últimos dois milhões de anos e, “provavelmente, dos últimos dez milhões de anos, o que faz que entre dez e 99 por cento das espécies actuais nunca tenham conhecido temperaturas tão elevadas”. Thomas salientou que “entre dez e 50 por cento das espécies podem mesmo extinguir-se”.
Recentemente, a Academia de Ciências britânica disse que “o sobre-aquecimento do clima vai reduzir o número das espécies a nível mundial”. Investigadores assistiram ao desaparecimento de algumas espécies de borboletas devido à deterioração da flora – seu habitat e fonte de alimento – causada pela seca. A comunidade científica depara-se agora com uma nova questão: como será a coabitação entre as espécies “sedentárias” do Norte e as espécies “nómadas” do Sul que lhes farão concorrência a nível de habitat e de alimentos? Que novos predadores vão aparecer?
“Pensamos que vão vencer as espécies vindas do Sul, já adaptadas a um clima mais quente e que têm, em geral, dois ciclos de reprodução por ano”, salientou Thomas. O biólogo acredita que as espécies do Norte não terão tempo de evoluir para se adaptar às altas temperaturas e ao confronto com os recém-chegados. A nível mundial, os cientistas já constataram a extinção de certas espécies, vítimas directas ou indirectas do sobre-aquecimento.
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Fonte: Barlavento
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