86 INUNDAÇÕES NO CONTINENTE ATÉ ÀS 11h00
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A chuva forte que afectou o país causou até às 11:00 de hoje 86 inundações, oito quedas de árvores e o desmoronamento de duas pontes nos distritos de Lisboa e Beja, disse à Lusa fonte da Protecção Civil. Em declarações à agência Lusa, Rui Almeida, adjunto nacional de operações do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), adiantou ainda que no sábado se registaram 146 inundações e 26 quedas de árvores.
"Temos também registo da queda de duas pontes, uma na Lourinhã, distrito de Lisboa, e outra em Santana da Serra, no concelho de Ourique, distrito de Beja", disse o responsável. Segundo Rui Almeida, a queda destas pontes não traz qualquer prejuízo para as populações, uma vez que estas têm outras alternativas.
O responsável avançou que o SNBPC está a acompanhar com particular atenção os distritos de Castelo Branco e da Guarda e as zonas a sul do distrito de Beja. "Estas zonas foram afectadas por precipitações intensas e localizadas. Estamos a fazer um acompanhamento de hora a hora em conjunto com o Instituto de Meteorologia e o Instituto Nacional da Água no que diz respeito à vigilância dos caudais dos rios e ribeiras", disse. Rui Almeida adiantou também que o SNBPC está a acompanhar a situação em termos de caudais na zona de Santarém.
"Não prevemos situações complicadas, mas estamos atentos à região de Santarém por causa do nível alto das águas do rio Alviela", precisou o responsável, acrescentando que a Estrada Nacional 365 está cortada ao trânsito devido à subida da água.
No que diz respeito ao Norte, Rui Almeida disse que "a bacia do rio Douro, que costuma ser problemática, está pacífica".
O responsável afirmou ainda que a situação em Tomar está agora mais calma depois da descida das águas do rio Nabão. Durante a noite de hoje, 150 pessoas tiveram de ser retiradas de casa e realojadas no pavilhão municipal devido à chuva intensa e à subida das águas do rio Nabão.
O mau tempo provocou também inundações nos distritos de Castelo Branco e Faro e Santarém, onde a Linha do Norte se encontra cortada devido a inundação no túnel Fátima/Caxarias.Agência LUSA 2006-11-05 13:41:09
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CIRCULAÇÃO FERROVIÁRIA DA LINHA DO NORTE
RETOMADA NA SEGUNDA-FEIRA
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A circulação ferroviária na Linha do Norte, entre Fátima e Caxarias, que está interrompida desde a tarde de sábado devido a uma inundação, só vai ser retomada segunda-feira de manhã, disse à Lusa fonte da Refer.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da Refer, Rui Reis, adiantou que a situação na túnel de Caxarias é mais grave do que se pensava inicialmente e, por isso, a circulação na Linha do Norte só deverá ser retomada segunda-feira de manhã e não hoje ao final da tarde como estava previsto. "Detectámos que a extensão dos buracos na linha são maiores do que se pensava e estamos com alguns problemas em receber todo o material, nomeadamente o balastro (pedras colocadas na linha férrea)", disse à Lusa Rui Reis.De acordo com o porta-voz da Refer, os trabalhos estão a ser feitos, mas não há balastro suficiente para cobrir toda a via. "Hoje é domingo portanto estamos a ter mais dificuldades em receber o material", precisou Rui Reis. O responsável disse ainda que estão a ser feitos todos os esforços para que uma das vias fique operacional.
"Na outra via os estragos são maiores e, por isso, só deverá ficar operacional dentro de uma semana", disse. As fortes chuvadas que se fizeram sentir sábado à tarde provocaram a inundação do túnel de Caxarias, tendo as pedras que cobrem a via sido levadas pela água. Depois de escoada a água, verificou-se a existência de buracos à boca do túnel do lado de Caxarias e na via. A CP está a proceder ao transbordo de passageiros no troço Entroncamento /Pombal.
As fortes chuvas que se registaram sábado a partir das 13:00 no distrito de Santarém provocaram inundações em vários concelhos, bem como cortes de estradas. Na cidade de Tomar, entre 100 e 150 pessoas ficaram desalojadas devido às cheias.
Agência LUSA 2006-11-05 12:46:12
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CHUVA PROVOCOU 46 UNDAÇÕES EM CASTELO BRANCO
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A chuva forte que caiu hoje de manhã no distrito de Castelo Branco provocou quase meia centena de inundações na cidade e no Fundão, sem provocar feridos, disse à Lusa fonte da protecção civil. e acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco, a intensa chuva provocou 46 inundações em habitações e lojas, 43 das quais em Castelo Branco e três no Fundão.
Citando dados do Instituto de Meteorologia, a mesma fonte referiu que entre as 06:00 e as 09:00 a precipitação registada foi de 53 litros por metro quadrado, subindo para 78 litros no período das 09:00 às 11:00 horas.
Segundo o CDOS de Castelo Branco, encontram-se no terreno, em operações de limpeza, 29 bombeiros apoiados por 12 viaturas, de 10 corporações.
Agência LUSA 006-11-05 12:31:09
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TOMAR RETOMA NORMALIDADE COM
DESCIDA DAS ÁGUAS DO RIO NABÃO
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A descida do nível das águas do rio Nabão fez regressar a normalidade à zona mais baixa da cidade de Tomar, que teve ruas e lojas inundadas durante a madrugada, explicou o comandante dos bombeiros locais. "A situação está a pouco e pouco a ficar melhor. Agora é uma questão de limpeza das ruas e das lojas", afirmou Manuel Mendes, comandante dos bombeiros de Tomar.
Durante na noite, 150 pessoas que residem num bairro de barracas junto às margens do Nabão foram retiradas de casa e realojadas no pavilhão municipal. Esta situação já havia ocorrido há semana e meia, já que aquela comunidade reside numa zona de leito de cheia e "basta o rio subir um pouco" para as suas casas ficarem alagadas, explicou Manuel Mendes.
A solução definitiva para este problema só será aplicada quando a comunidade for transferida para outra zona do concelho, em casas de habitação social. Segundo fonte da autarquia, a Câmara está a promover a revisão do Plano Director Municipal (PDM) na zona industrial para aí instalar habitações sociais que serão o destino daquela meia centena de famílias que ocupa barracas na zona do Flecheiro. "Até que isso aconteça, aquilo vai ficar sempre alagado quando houver uma cheia maior", explicou Manuel Mendes.
No resto da cidade, nomeadamente na zona da Levada, a descida do nível das águas está a permitir a limpeza das ruas e das casas atingidas pela inundação desta madrugada, uma situação que se repete nos Invernos mais chuvosos. "Aqui, a situação também é controlada porque as pessoas já conhecem o rio", justificou o comandante dos bombeiros.
Agência LUSA 2006-11-05 11:06:08
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