sexta-feira, 28 de abril de 2006

quinta-feira, 27 de abril de 2006

184. Noções de Meteorologia - Conceitos teóricos fundamentais de meteorologia sinóptica (IX)


As ondas planetárias
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No nosso hemisfério, nas latitudes médias, predominam os ventos de Oeste. Estes ventos separam massas de ar frio (de latitudes mais elevadas) de massas de ar quente (de latitudes mais baixas). O fluxo que se gera de Oeste, entre as massas de ar frio e quente é muito parecido ao transporte da água num rio caudaloso.
Devido à influência da rotação da Terra, do efeito da orografia da superfície terrestre e de diferente aquecimento das massas de ar nas diferentes superfícies do planeta, fica distorcido o fluxo de ventos, que se converte numa espécie de movimento ondulatório. Surgem assim ondas planetárias ou ondas de Rossby, com os seus cavados e as suas cunhas que se deslocam de Oeste para Este, em torno do nosso Planeta. O seu período de crescimento pode variar entre uns dias e uma semana; estas ondas podem alcançar entre 3 000 e 6 000 quilómetros de amplitude, formando-se geralmente detrás (Oeste) de grandes cordilheiras do mundo.
Quando a amplitude destas ondas aumenta, tornam-se instáveis e acabam por se romper, dando origem à formação de borbulhas ou redemoinhos isolados. Cada cavado ou baixa pressão que se forme tem associado um bloco de ar frio, que ficou isolado ou segregado; simultaneamente aparecem anticiclones ou borbulhas de alta pressão que ficam bloqueadas e associadas a massas de ar quente.Em síntese, a rotura da circulação dos ventos de Oeste origina alterações bruscas do tempo nas respectivas latitudes (frio nas zonas subtropicais e calor nas áreas polares). Compreendemos então que estas ondas contribuem para o transporte de calor entre o Equador e os Pólos.

terça-feira, 25 de abril de 2006

183. Aguaceiros e Trovoadas na região Centro

Esta tarde estão a ocorrer aguaceiros e trovoadas nos concelhos da Pampilhosa da Serra e de Oleiros.

182. 25 de Abril - Tarde tranquila mas ...

Nesta imagem das 16h00 é possível observar o desenvolvimento de alguma instabilidade no interior da região centro-sul de Portugal Continental, o que pode vir a originar a ocorrência de alguns aguaceiros e trovoadas dispersas até ao final do dia nas regiões da Beira e Alto Alentejo.

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TEMPERATURAS ÀS 15h00 (Fonte: Instituto de Meteorologia):
Vila Real - 25,8 ºC;
Castelo Branco - 27,1 ºC;
Portalegre - 26,1 ºC;
Santarém - 27,1 ºC;
Évora - 27, 3 ºC;
Beja - 27,7 ºC.

domingo, 23 de abril de 2006

181. Precipitação ocorrida Sexta-feira e Sábado em alguns locais do Continente

Precipitação ocorrida em alguns locais do Continente
nos dias 21 e 22 de Abril
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Bragança – 5 mm
Vila Real – 6 mm
Porto – 39 mm
Aveiro – 54 mm
Viseu – 24 mm
Penhas Douradas – 20 mm
Coimbra – 26 mm
Castelo Branco – 27 mm
Leiria – 22 mm
Portalegre – 27 mm
Lisboa – 13 mm
Évora – 14 mm
Sines – 11 mm
Beja – 5 mm
Sagres – 2 mm
Faro – 11 mm

Fonte:

quinta-feira, 20 de abril de 2006

179. Núcleo de ar frio


Carta Sinóptica de superfície prevista
para Sábado, dia 22 de Abril
Fonte:
Met Office
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Para Sábado espera-se o deslocamento sobre o território de Portugal Continental, de Norte para Sul, de um centro de baixas pressões que está associado a um núcleo de ar relativamente frio existente em altitude. Esta situação vai ser favorável à ocorrência de aguaceiros e trovoadas.
À medida que o centro de baixas pressões se desloque para Sul, o estado do tempo irá melhorando, também de Norte para Sul.
A todo o momento pode-se acompanhar o deslocamento do centro de baixas pressões, observando as imagens de satélite do
Eumetsat.

178. Imagem de satélite (Quinta-feira, 15h00)



Nesta imagem das 15h00 de hoje já se pode observar a aproximação de nebulosidade ao Noroeste da Península Ibérica, associada a uma frente fria que vai atravessar todo o território de Portugal Continental. Assim, a partir do fim do dia de hoje teremos consdições de instabilidade em todo o Continente, favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas.
Esta situação vai prolongar-se pelo fim-de-semana.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

177. Previsão de tempo instável, com aguaceiros e trovoadas


Geopotential 500 hPa (Previsão para dia 22 de Abril)
Fonte:
Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo
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O dia de hoje em Portugal Continental foi caracterizado pela presença de alguma nebulosidade nas regiões do Norte e pelo predomínio de céu pouco nublado ou limpo nas regiões do Centro e do Sul.A partir da tarde de amanhã, Quinta-feira, prevê-se um aumento da nebulosidade nas regiões do Norte e do Centro, com a aproximação de uma superfície frontal fria associada a uma depressão localizada a Oeste da França; para o final do dia espera-se alguma precipitação, que se irá estendendo do litoral para o interior.A partir de Sexta-feira espera-se que a depressão atrás referida se desloque para Sul, dando origem a um núcleo de ar frio isolado em altitude sobre a parte Ocidental da Península Ibérica, originando nebulosidade e ocorrência de aguaceiros em todo o Continente. Para Sábado espera-se que a maior instabilidade do estado do tempo se situe nas regiões do Centro e do Sul do Continente. Há ainda a possibilidade de ocorrência de trovoadas.
Estas previsões baseiam-se na informação disponível no site do
Instituto de Meteorologia e nos modelos sobre a evolução sinóptica a médio prazo, disponíveis hoje, dia 19 de Abril; dever-se-á acompanhar os mesmos, no sentido de confirmar a evolução aqui prognosticada.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

175. Noções de Meteorologia - Conceitos teóricos fundamentais de meteorologia sinóptica (VIII)

As depressões isoladas em altitude
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Fonte da Imagem: Associació Cultural Tossal Gros
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As depressões isoladas em altitude são, em termos meteorológicos, designadas por “gotas frias” (terminologia castelhana). Trata-se de centros de baixas pressões que geralmente se encontram entre os 5000 e os 9000 metros de altitude, com um diâmetro a variar entre os 500 e os 1000 quilómetros, e associado a um núcleo de ar muito frio. São responsáveis pela ocorrência de nebulosidade do tipo médio, à qual estão associadas precipitações que podem ser muito elevadas. Geralmente dissipam-se lentamente e apresentam uma direcção incerta, uma vez que depende sobretudo dos movimentos verticais do ar no seu interior.
A sua presença manifesta-se com maior intensidade, por exemplo, no Mediterrâneo Ocidental, afectando directamente o litoral mediterrâneo de Espanha.
A maior parte destas depressões originam-se a partir de um brusco corte da corrente de jacto (“Jet stream”); isto acontece quando do sector frio do Jet stream se desprende um redemoinho de ar frio, que se desloca para Sul, penetrando numa massa de ar mais quente, constituindo desta forma uma “gota” que gira sobre si própria. O ar frio da depressão fica, desta forma, completamente separado da sua fonte de origem, não tendo associada a presença de sistemas frontais.
A energia destas depressões é procedente dos ventos da corrente de jacto e pela “injecção” de ar frio; a sua quantidade é tão grande que a “gota fria” fura a atmosfera para baixo, já que o ar que a constitui é mais pesado que o ar quente em que se encontra submersa, o que pode provocar, também, a formação de um centro de baixas pressões em superfície, reforçando desta forma os fenómenos meteorológicos associados à própria “gota fria”: enquanto o ar frio desce, o ar quente das camadas inferiores da atmosfera é obrigado a subir violentamente. Estão assim criadas as condições para a ocorrência de precipitações muito abundantes, a que se associam frequentes trovoadas.
Tendo em conta que a “gota fria” não é alimentada exteriormente por novas “injecções”de energia, irá pouco a pouco perdendo o seu próprio vigor e acabará por se dissipar a si própria.
Cabe destacar que nem sempre as “gotas frias” levam à formação da depressão à superfície; então pode acontecer a ocorrência de precipitações na área central de um anticiclone de superfície.

terça-feira, 11 de abril de 2006

174. Aguaceiros e trovoadas no Alentejo


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O desenvolvimento de correntes convectivas nas regiões do Sul do Continente durante esta tarde tem originado a formação de nebulosidade e a ocorrência de aguaceiros e trovoadas, particularmente nas regiões do interior do Alentejo.

173. Vento e chuva a partir de Sexta-feira Santa


Carta Sinóptica prevista para Sexta-feira, 14 de Abril
Fonte:
Met Office
(ANIMAÇÃO DA CARTA SINÓPTICA)
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A partir de Sexta-feira irá dar-se início a um novo período de instabilidade do estado do tempo em Portugal Continental. Segundo o
INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA E GEOFÍSICA, Sexta-feira o céu estará geralmente muito nublado, com vento fraco (inferior a 15 km/h), soprando moderado a forte (30 a 45 km/h) de sul nas terras altas e com períodos de chuva a partir da tarde; haverá ocorrência de neblina ou nevoeiro matinal.

sexta-feira, 7 de abril de 2006

quinta-feira, 6 de abril de 2006

170. Noções de Meteorologia - Conceitos teóricos fundamentais de meteorologia sinóptica (VII)

A estrutura dos centros de baixas pressões e de centros de altas pressões
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Uma superfície isobárica é uma superfície na qual existe igual pressão em todos os seus pontos. As cartas de altitude têm traçadas as posições ou altitudes dessas superfícies isobáricas em forma de cavados (“vales depressionários” ou “vaguadas”) e de cunhas (“cristas anticiclónicas”). Quanto maior é a variação (inclinação vertical) das superfícies isobáricas, maior é o vento que sopra nessa zona atmosférica.
A distância vertical existente entre duas superfícies isobáricas designa-se por espessura. Existe uma regra que indica que as espessuras são maiores quanto maior é a temperatura do ar existente entre as superfícies isobáricas. A diferença existente entre o vento das duas superfícies designa-se por vento térmico. No Hemisfério Norte, este vento caracteriza-se por deixar ar quente à sua direita e ar frio à sua esquerda.
Tais sistemas de pressão e o seu desenvolvimento em altitude originam centros de baixas pressões e centros de altas pressões, de origem dinâmica ou térmica.

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CENTROS DE BAIXAS PRESSÕES DNÂMICOS
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Trata-se de centros de baixas pressões à superfície que, por efeito do ar frio presente na coluna vertical localizada no seu centro, leva a que as espessuras entre as várias superfícies isobáricas diminuam, fazendo com que o centro de baixas pressões se intensifique em altitude.
Estes centros de baixas pressões têm colunas de ar ascendentes no seu centro, com convergência horizontal de massas de ar à superfície e divergência horizontal nas camadas mais altas. Encontram-se associados a nebulosidade em todas as suas camadas, quase sempre com mau tempo e precipitações.A inclinação das superfícies isobáricas aumenta com a altitude, pelo que também aumenta a intensidade do vento.

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CENTROS DE ALTAS PRESSÕES DINÂMICOS
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Os centros de altas pressões (ou anticiclones) dinâmicos possuem ar quente na coluna vertical localizada no seu centro, pelo que as espessuras entre as várias superfícies isobáricas seja aí maior do que no seu redor, fazendo com que o centro de altas pressões se intensifique em altitude.
Existe divergência horizontal de massas de ar à superfície e convergência nas camadas mais altas. A subsidência (descida de ar) existente em todas as camadas determina a dissipação das nuvens e o predomínio de céu pouco nublado com bom tempo.A inclinação das superfícies isobáricas também aumenta com a altitude, motivo que leva a um aumento da velocidade do vento.

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CENTROS DE BAIXAS PRESSÕES TÉRMICOS
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Trata-se de centro de baixas pressões junto à superfície, mas que desaparecem a 2000 ou 3000 metros de altitude; por cima encontram-se altas pressões que se intensificam em altitude e que abarcam quase toda a troposfera.
Estes centros de baixas pressões térmicas devem-se à presença de ar quente nas várias camadas da coluna vertical localizada no seu centro. Os ventos nestes centros diminuem com a altitude até se tornarem nulos na camada onde as superfícies isobáricas se tornam horizontais; acima desta camada, começam novamente a aumentar, já que aumenta novamente a inclinação das superfícies isobáricas.
Entre a superfície e a camada da atmosfera em que estes centros de baixas pressões desaparecem ocorre subida de massas de ar; por cima ocorre subsidência.
Estes centros de baixas pressões térmicos formam-se sobre superfícies continentais quentes.

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CENTROS DE ALTAS PRESSÕES TÉRMICOS
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Estes centros de altas pressões térmicas possuem ar frio nas várias camadas da coluna vertical existente no seu centro. A existência deste tipo de centros de pressão junto à superfície é contrabalançada, a partir dos 2000 ou 3000 metros, pela existência de baixas pressões que se intensificam com a altitude; assim, ocorre subsidência de massas de ar nas camadas de menor altitude e subida de massas de ar nas camadas de maior altitude (média e alta troposfera).
Nestes centros de altas pressões térmicos forma-se nebulosidade do tipo médio e alto, podendo originar algumas precipitações que “caiem” dentro do sector da alta pressão térmica.

terça-feira, 4 de abril de 2006

169. Baixas pressões a Noroeste da Península Ibérica

Aproximação de um centro de baixas pressões
ao Noroeste da Península Ibérica.

168. Previsão: Precipitação acumulada e pressão

Fonte: A Torre
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Previsão de precipitação acumulada entre as 0h00 de 3 de Abril (Segunda-feira) e as 0h00 de 6 de Abril (Quinta-feira) e pressão atmosférica à superfície (reduzida ao nível médio das águas do mar) prevista para as 0h00 de 6 de Abril (Quinta-feira)

167. Evolução Sinótica e estado do tempo - 3 a 6 de Abril


A partir de hoje vão-se registar alterações significativas relativamente à situação sinóptica no Continente.
Assim, Portugal Continental passará a estar sob a influenciados por um centro de baixas pressões que se encontra a Nordeste do Arquipélago dos Açores, em deslocamento para Leste e aproximando-se ao Noroeste da Península Ibérica.
Hoje, a acção desta depressão apenas se fará notar nas regiões do Norte e Centro do Continente, especialmente na segunda metade do dia, com a ocorrência de chuva fraca.
Para amanhã e com a localização do centro de baixas pressões junto ao litoral do Noroeste da Península Ibérica, a que estará associado um sistema frontal que irá atravessar o território do Continente, do litoral para o interior, as precipitações vão-se estender a todo o continente, sob a forma de períodos de chuva ou aguaceiros, com possibilidade de ocorrência de trovoadas.
A partir de Quinta-feira haverá uma melhoria significativa do estado do tempo.