As temperaturas máximas durante o Verão no Continente deverão subir, em média, três a sete graus até ao final do século, disse hoje uma especialista do Instituto de Meteorologia durante a I Conferência Euro-Atlântica, em Faro.De acordo com Fátima Espírito Santo, que hoje abriu aquele evento, que decorre hoje e domingo no Teatro Municipal da capital algarvia, todos os cenários apontam para um crescimento das temperatura, com índices mais preocupantes nas regiões do interior. Já nas regiões insulares, o aumento dos valores da temperatura máxima s erão mais moderados, de 02 a 03 graus na Madeira e 01 a 02 graus nos Açores.
De acordo com a mesma especialista, é maior a incerteza quanto à precipitação, mas quase todos os cenários apontam para uma redução da chuva nos meses de Primavera, Verão e Outono. No entanto, um dos modelos prevê uma redução das chuvas no Continente que pode atingir 20 a 40 por cento da precipitação anual, com as maiores perdas a ocorrerem nas regiões do Sul. Na Madeira, a redução das chuvas poderá alcançar os 30 por cento, enquanto nos Açores se estima que haja alterações do ciclo anual da precipitação, sem que haja, contudo, grande impacto nos valores médios anuais.
De acordo com a mesma especialista, desde a década de 1970 a temperatura média subiu em todas as regiões a uma taxa de 0,5 graus centígrados por década, mais do dobro do estimado para o aquecimento a nível mundial. Em particular nos últimos 30 anos registou-se uma subida mais acentuada das temperaturas mínimas, o que se traduziu numa redução significativa da amplitude térmica diária.
Nestas três décadas, aumentou o número anual de noites tropicais (com temperaturas iguais ou superiores a 20º centígrados), o número de dias de Verão e a duração anual das ondas de calor. Pelo contrário, no Continente português diminuiu o índice anual de dias e noites frias, de dias com temperaturas abaixo de zero graus e diminuiu também a duração de ondas de frio.
A título de exemplo, Fátima Espírito Santo referiu que o Verão de 2005 foi o mais quente desde 1931, enquanto o Inverno de 2004/2005 foi apenas o oitavo mais frio desde a década de 30.
28 de Outubro de 2006
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Fonte: Barlavento on line
De acordo com a mesma especialista, é maior a incerteza quanto à precipitação, mas quase todos os cenários apontam para uma redução da chuva nos meses de Primavera, Verão e Outono. No entanto, um dos modelos prevê uma redução das chuvas no Continente que pode atingir 20 a 40 por cento da precipitação anual, com as maiores perdas a ocorrerem nas regiões do Sul. Na Madeira, a redução das chuvas poderá alcançar os 30 por cento, enquanto nos Açores se estima que haja alterações do ciclo anual da precipitação, sem que haja, contudo, grande impacto nos valores médios anuais.
De acordo com a mesma especialista, desde a década de 1970 a temperatura média subiu em todas as regiões a uma taxa de 0,5 graus centígrados por década, mais do dobro do estimado para o aquecimento a nível mundial. Em particular nos últimos 30 anos registou-se uma subida mais acentuada das temperaturas mínimas, o que se traduziu numa redução significativa da amplitude térmica diária.
Nestas três décadas, aumentou o número anual de noites tropicais (com temperaturas iguais ou superiores a 20º centígrados), o número de dias de Verão e a duração anual das ondas de calor. Pelo contrário, no Continente português diminuiu o índice anual de dias e noites frias, de dias com temperaturas abaixo de zero graus e diminuiu também a duração de ondas de frio.
A título de exemplo, Fátima Espírito Santo referiu que o Verão de 2005 foi o mais quente desde 1931, enquanto o Inverno de 2004/2005 foi apenas o oitavo mais frio desde a década de 30.
28 de Outubro de 2006
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Fonte: Barlavento on line
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