segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

KRISTIN desenvolveu um processo de “sting jet” ao tocar terra



KRISTIN desenvolveu um processo de “sting jet” ao tocar terra a sul do Porto. Este fenómeno é realmente incomum nas nossas latitudes e certamente será lembrado como um estudo de caso para os profissionais da matéria.
Mas o que é o "Sting Jet”? Por que lhe chamam assim? Um sting jet é uma corrente de vento extremamente intensa, estreita e de curta duração (horas) que desce desde níveis médios da troposfera até a superfície em certos ciclones extratropicais intensos. Associados à estrutura de "ferrão" da nuvem em forma de vírgula, podem gerar furacões superiores a 160 km/h, muitas vezes ligados à ciclogénese de Shapiro-Keyser. Eles são de curta duração, mas carregam no seu centro poderosas rajadas de vento.
Os jactos de ferrão foram formalmente identificados pela primeira vez em 2004 por Keith Browning na Universidade de Reading numa análise da grande tempestade de 1987, embora os prognosticadores tenham conhecido os seus efeitos desde, pelo menos, o final da década de 1960. O jet de ferrão emerge do interior da extremidade da cabeça de nuvem de um ciclone extratropical, uma região de nuvens em forma de gancho perto do centro de baixa pressão e acelera à medida que desce para a superfície.
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Fonte: Andalmet

Por que a Península Ibérica sofre um trem de borrascas contínuo?


Nas últimas semanas, a Península Ibérica sofreu uma mudança drástica no seu padrão meteorológico para estas datas, caracterizado pela passagem incessante de frentes e borrascas. Para entender por que não pára de chover e por que as temporais se acorrentam um após o outro, é necessário olhar para a alta atmosfera e analisar o comportamento da Corrente em Chorro e os bloqueios atmosféricos em latitudes altas.

1. A Corrente em Chorro

O responsável directo por esta situação é o Jet Stream ou Corrente em Chorro. É um rio de ventos fortes que circula a cerca de 10-12 km de altura e que atua como o "director de orquestra" do tempo em latitudes médias. Esta corrente separa o ar frio polar do ar quente subtropical e guia a frente polar, que é a área onde nascem e se deslocam as borrascas.

Normalmente, as borrascas circulam por latitudes mais altas. No entanto, quando o jacto polar se desloca para sul e aponta directamente para a Península, age como uma correia transportadora ou "auto-estrada" que traz as tempestades directamente para nós.

2. O culpado do desvio: O Bloqueio Anticiclónico no Norte

A razão pela qual o jacto polar caiu de latitude e continua apontando para a Península Ibérica reside num fenómeno conhecido como Bloqueio Atmosférico no Atlântico Norte.

O Muro no Norte: Actualmente, formou-se um poderoso anticiclone de bloqueio entre a Gronelândia e a Escandinávia (latitudes altas). Este sistema de alta pressão age como uma rocha em um rio, forçando a corrente jacto a desviar-se.

• A Via Aberta para Sul: Não podendo circular na sua rota habitual para o norte, o jacto é forçado a descer de latitude. Isto abre um "corredor" ou via directa do Atlântico para a Península Ibérica, canalizando uma sucessão de borrascas muito activas para a nossa geografia.

3. Oscilação do Atlântico Norte (NAO) negativa.

Este padrão atmosférico coincide com uma fase negativa da Oscilação do Atlântico Norte (NAO).

• NAO Positiva: Normalmente, o Anticiclone dos Açores é forte e desvia as borrascas para o norte da Europa.

• NAO Negativa: Na situação actual, o anticiclone dos Açores está enfraquecido ou deslocado. Isto permite que as borrascas circulem mais a sul do que o normal, afectando plenamente Espanha e Portugal. Previsões indicam que este índice se tornaria negativo, favorecendo a chegada de chuvas contínuas.

4. Por que é tão persistente? A ligação com o Árctico.

A duração deste episódio é explicada pela natureza ondulada e lenta do Jet Stream, influenciada pelo aquecimento do Árctico.

Chorro Ondulado: Quando a diferença de temperatura entre o pólo e as latitudes médias diminui, segundo várias linhas de investigação, a corrente jacto pode tender a enfraquecer e tornar-se mais serpenteante, formando grandes meandros conhecidos como Ondas de Rossby.

Padrões estagnados: Estas ondas grandes e lentas fazem com que os padrões meteorológicos "encravem" ou bloqueiam. Se a Península ficar presa no flanco de uma vaguada (a parte baixa da onda onde se alojam as baixas pressões) ou sob a influência de um "Trem de Borrascas", a situação de chuva pode persistir durante semanas sem grandes mudanças.

5. O Factor de Intensidade: Rios atmosféricos e Ciclogénese

Não é só a frequência, mas a intensidade. Essas borrascas frequentemente chegam carregadas de humidade através dos Rios Atmosféricos, bandas longas e estreitas que transportam vapor de água dos subtrópicos para as nossas latitudes, agindo como combustível para precipitações extremas. Além disso, a interacção destas massas de ar com jacto intenso pode provocar processos de ciclogénese explosiva, gerando borrascas profundas e ventos muito fortes em pouco tempo.

Conclusão

A sucessão contínua de borrascas que atravessa a Península não é por acaso, mas o resultado de um bloqueio anticiclónico persistente em latitudes altas (Gronelândia/Escandinávia) que forçou a Corrente em Chorro a circular mais a sul do que o habitual. Esta configuração, somada a uma NAO em fase negativa e a um jacto mais ondulado e lento, deixou a porta do Atlântico “aberta”. Enquanto este padrão de bloqueio se mantiver, a circulação atlântica continuará a agir como um sistema quase estacionário de alimentação de borrascas sobre a Península Ibérica, prolongando os episódios de tempo instável e chuvoso.

Rafael Roldán

 

Vento Extremo na Tempestade Kristin

Figura 1 – Imagem do satélite MTG, produto RGB massa de ar, 05:00 UTC, 28 Jan 2026 (EUMETview, portal EUMETSAT). Notória a presença de um padrão acastanhado nas vizinhanças da tempestade Kristin, sinónimo da presença de ar seco.




Figura 2 – (a) Imagem de PPI de reflectividade (baixa elevação), 05:10 UTC. Visível o padrão da extremidade da massa nebulosa da tempestade Kristin no campo da reflectividade (Sting) e assinalado o local da estação Leiria/aeródromo. (b) Imagem de PPI de velocidade Doppler (baixa elevação), 05:07 UTC. Assinalado o local da estação Leiria/aeródromo. Alcance deste produto (100 km) referenciado a circulo preto em (a). O máximo da velocidade Doppler observada (b) coincide com a extremidade da massa nebulosa (a), no momento em que a estação indicada observava a rajada máxima. Radar de Coruche/Cruz do Leão 28 de Janeiro de 2026.

 

Foi publicada a nota técnica sobre o vento extremo na tempestade Kristin, em 28 de Janeiro de 2026. Um núcleo depressionário que se formou e desenvolveu no bordo sul da tempestade Joseph, sofreu um processo de ciclogénese explosiva a oeste da costa ocidental portuguesa (com rápida e significativa diminuição de pressão atmosférica no seu centro), no período compreendido entre as 21 UTC de dia 27 e as 03 UTC de dia 28 de Janeiro. Este núcleo foi nomeado pelo IPMA como tempestade Kristin.

Esta tempestade sofreu intrusão de ar estratosférico, bastante seco, que ao entrar na sua circulação condicionou e determinou as suas características (Figura 1), que foram as de uma tempestade de vento. Trata-se de uma tempestade cujo principal impacto advém da força do vento. As correntes de ar seco vão evaporando e sublimando hidrometeoros (água e gelo), presentes na massa nebulosa, o que contribui para que se tornem progressivamente mais frias, densas e, consequentemente, acelerem à medida que vão descendo.

Em alguns casos, como no presente, essas correntes de ar podem alcançar a superfície junto à extremidade sul da massa nebulosa, onde produzem episódios de vento muito forte, em geral durante poucas dezenas de minutos, mas, frequentemente, bastante destrutivos. O formato do padrão identificável nas observações com satélite e radar meteorológico que se verificou, historicamente, estar associado à presença destas correntes de ar na referida extremidade levou a comunidade científica a designar o fenómeno como corrente de jacto do tipo Sting (do inglês, ferrão), bem evidente no presente caso (Figura 2). Em geral, a área onde o vento mais forte ocorre, corresponde a um corredor relativamente estreito à superfície, da ordem de poucas dezenas de quilómetros.

Valores de rajada registados pelas estações meteorológicas do IPMA (UTC= hora local):
- Cabo Carvoeiro, (41.4 m/s), 149 km/h, às 04H00

- Ansião (40,5 m/s), 146 km/h, às 05H30

- Leiria/aeródromo (39,4 m/s), 142 km/h, às 05H:00

- Castelo Branco (38 m/s), 137 km/h, às 06H20

- Fóia (37,6 m/s), 135 km/h, às 06H40

- Tomar/Vale Donas (36,9 m/s), 133 km/h, às 05:30

- Cabo da Roca (36,4 m/s), 131 km/h, às 03H00

Na estação meteorológica da base aérea de Monte Real foi observado um valor máximo instantâneo de 48,9 m/s (175,9 km/h), às 05 UTC. Na maioria destes casos o vento máximo verificou-se em associação directa à presença do Sting, embora no Cabo da Roca e Fóia os máximos tenham sido observados noutras áreas da tempestade.

A interacção entre os escoamentos atmosféricos e a orografia não permite excluir a possibilidade de que vento com magnitude superior à observada possa ter ocorrido noutros locais

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Fonte: IPMA

 

Centenas de militares apoiam populações afectadas pela tempestade


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domingo, 1 de fevereiro de 2026

As medidas do Governo para apoiar famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin

O Governo anunciou hoje um pacote de apoios que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin, abrangendo famílias, empresas e entidades públicas.

Eis os principais pontos anunciados pelo primeiro-ministro:

  • Apoios à reconstrução da habitação, agricultura e floresta até 10 mil euros

O Governo aprovou apoios para obras na habitação própria e permanente até 10 mil euros, sem exigência de documentação quando não exista seguro aplicável, mediante vistoria das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e das câmaras municipais. O mesmo regime aplica-se a prejuízos na agricultura e na floresta.

  • Intervenções urgentes em coberturas e telhados

Será realizada na segunda-feira, 03 de Fevereiro, uma reunião em Leiria com a Associação dos Industriais da Construção para organizar respostas rápidas na reparação de telhados e coberturas, considerados prioritários para evitar o agravamento dos prejuízos.

  • Criação de estrutura de missão para a recuperação

Foi criada uma estrutura de missão, sedeada em Leiria, para coordenar a recuperação das zonas afectadas, liderada por Paulo Fernandes, antigo presidente da Câmara do Fundão, articulando ministérios, autarquias, CCDR, sector social e empresas.

  • Aceleração das peritagens dos seguros

As seguradoras comprometeram-se a realizar 80% das vistorias nos próximos 15 dias. Em muitos casos, o registo fotográfico será suficiente para activar seguros e permitir reparações imediatas.

  • Dispensa de licenciamento para obras de reconstrução

As obras de reconstrução, públicas e privadas, ficam dispensadas de licenciamento e de controlo prévio urbanístico, ambiental e administrativo, ao abrigo do regime excepcional.

  • Apoios sociais directos às famílias

Famílias em situação de carência ou perda de rendimentos poderão aceder a apoios da Segurança Social até 537 euros por pessoa ou 1.075 euros por agregado familiar.

  • Apoios às instituições particulares de solidariedade social

Serão disponibilizados apoios financeiros às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e entidades afins para reforço da resposta social nas zonas afectadas.

  • Isenção de contribuições e `lay-off` simplificado

As empresas afectadas beneficiarão de isenção de contribuições para a Segurança Social durante seis meses e de um regime simplificado de lay-off por três meses.

  • Moratórias no crédito à habitação e às empresas

Foi acordada uma moratória de 90 dias nos empréstimos às empresas e no crédito à habitação própria e permanente, com possibilidade de extensão por mais 12 meses após esse período.

  • Moratória fiscal até 31 de Março

As obrigações fiscais entre 28 de Janeiro e 31 de Março ficam adiadas para Abril.

  • Linha de crédito de 500 milhões para tesouraria

Será criada uma linha de crédito de 500 milhões de euros para necessidades de tesouraria das empresas e de outras pessoas colectivas, que o Governo estima ficar disponível dentro de uma semana.

  • Linha de crédito de mil milhões para recuperação empresarial

Uma segunda linha de crédito, no valor de mil milhões de euros, destina-se à recuperação das empresas na parte não coberta por seguros, devendo estar operacional dentro de cerca de três semanas.

  • 400 milhões para infraestruturas rodoviárias e ferroviárias

O Governo vai transferir 400 milhões de euros do Orçamento do Estado para a Infraestruturas de Portugal, destinados à recuperação urgente da rede ferroviária e rodoviária.

  • 200 milhões para autarquias via CCDR

Serão transferidos 200 milhões de euros para as CCDR, para financiamento urgente da recuperação de equipamentos e infraestruturas públicas locais, incluindo escolas.

  • 20 milhões para património cultural

Foi ainda aprovada uma verba de 20 milhões de euros para intervenções urgentes no património cultural afectado.

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Fonte: RTP Notícias

 

Quinze pessoas assistidas no Hospital de Leiria por intoxicação com origem em geradores

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar. De acordo com a mesma fonte, os dados referem-se a ocorrências desde quarta-feira, quando a depressão Kristin atingiu o país e, mais gravemente, a região de Leiria.

As situações têm origem em uso de geradores no interior de habitações, caves ou garagens. Hoje de madrugada, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, afirmaram fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Protecção Civil. De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Leiria, o alerta para a ocorrência, na localidade de Segodim, União de Freguesias de Monte Real e Carvide, chegou às autoridades pelas 02:30. Fonte do Comando Territorial de Leiria da GNR adiantou que a vítima tinha 74 anos. O Município de Leiria lamentou a morte do idoso, reconhecendo que o recurso a geradores a combustão aumentou exponencialmente nos últimos dias, devido à falta de electricidade na sequência da depressão Kristin e pelou para a tomada de medidas de prevenção no uso deste tipo de equipamentos.

Já na última noite, em Fervença, concelho de Alcobaça (Leiria), uma intoxicação com origem num gerador afectou nove pessoas, cinco das quais em estado grave, afirmou hoje o comandante dos Bombeiros Voluntários locais. Segundo Leandro Domingos, tratou-se de uma "intoxicação com monóxido de carbono, na noite de ontem [sábado], porque tinham um gerador dentro da habitação". As vítimas têm idades compreendidas entre os 22 e 65 anos, tendo sido transportadas para as unidades hospitalares de Alcobaça e Leiria.

Nas redes sociais, a GNR de Leiria alerta que com o frio se procura o conforto das lareiras e, em caso de falha de energia, se recorre a geradores, mas ambos "podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal". O Comando Territorial de Leiria lembra que, em caso de lareiras e braseiros, "a ventilação é vital", pedindo aos cidadãos que deixem "sempre uma fresta numa janela". Por outro lado, salienta a necessidade de limpeza de chaminés, pois "uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa", apelando para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.

Quanto aos geradores, estes devem estar sempre no exterior, nunca o ligando "dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas". Neste caso, tem de ser observada uma distância de segurança, sendo que "o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação", além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.

Os sinais de intoxicação são "dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita" e, se tal suceder, o apelo aos cidadãos é para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.

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Fonte: RTP Notícias

 

Quase 700 operacionais em Leiria, incluindo pelotões de fuzileiros

Quase 700 operacionais, incluindo três pelotões do Exército, estão hoje no concelho de Leiria, gravemente afectado pela depressão Kristin, a desenvolver trabalhos de limpeza e reconstrução, foi hoje anunciado. "Temos no terreno actualmente 670 operacionais, reforçados durante esta madrugada com três pelotões de fuzileiros do Exército", afirmou aos jornalistas o vereador Luís Lopes, que tem o pelouro da Protecção Civil, numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, o centro de operações municipal.

Segundo o autarca, hoje o foco é a "estabilização de todo este território relativamente à recolha das árvores que ainda estão em queda" e "também a desobstrução dos principais cursos de água", os rios Lis e Lena, dada a possibilidade de cheias nos próximos dias.

Face à hipótese do incremento de vento, haverá também "uma especial atenção a todas as estruturas que estão actualmente afectadas", referiu. Sobre o apoio à população, as acções decorrem em "articulação com todas as entidades que estão no terreno", desde bombeiros, juntas de freguesia e unidades locais de Protecção Civil, havendo equipas a fazer o levantamento de situações por resolver e sinalizando ao centro de operações.

Os postos para entrega de bens, quer no pavilhão dos Pousos, quer no estádio municipal, estão a ser reforçados, agora com outros componentes, nomeadamente materiais de construção. "A afluência tem sido de milhares de pessoas e a expectativa é que se mantenha nos próximos dias", declarou, adiantando existir uma alteração das necessidades. Além dos bens alimentares, lonas e plásticos, há pessoas a tentar reparar os seus telhados, pelo que até ao final da tarde vão ser entregues telhas.

Para o município, além da questão da Protecção Civil, a preocupação passa pela ajuda e proximidade à população. "Temos várias equipas da Acção Social e Segurança Social a fazer agora praticamente um porta-a-porta para verificar em que circunstâncias as pessoas se encontram, principalmente os casos mais vulneráveis", declarou.

Neste aspecto, o município vai disponibilizar ajuda para que aquelas que têm menor capacidade física ou financeira, com recursos de construção civil para poderem fazer reparações em suas casas.

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Fonte: RTP Notícias

 

E-Redes mobilizou 450 geradores para zona afectada

A E-Redes mobilizou 450 geradores para a zona afectada pela depressão Kristin, que provocou corte de electricidade, disse hoje o presidente do conselho de administração da empresa, José Ferrari Careto. "Neste momento, temos cerca de 450 geradores mobilizados para a zona afectada pelo temporal. Há depois uma logística própria de transporte e de instalação destes geradores", referiu José Ferrari Careto, nos Bombeiros Sapadores de Leira, onde está o centro de operações do município.

Em conferência de imprensa, este responsável explicou que os geradores "não são propriamente portáteis", mas têm "uma dimensão e um peso consideráveis", decorrendo da alimentação destes equipamentos. Sobre as zonas rurais, existe "uma quantidade muito significativa de apoios, de postos na rede de média tensão e na rede de baixa tensão que estão danificados, que estão no chão".

"Estamos a recuperar várias linhas de média tensão. É um trabalho demoroso, é um trabalho que já vai numa grande capilaridade na rede e é um trabalho que vai demorar algum tempo", avisou, esclarecendo que à medida que as operações decorrem novas dificuldades são identificadas. Garantindo que a empresa está a fazer tudo ao seu alcance, com os seus parceiros e até equipas de Espanha, o presidente do conselho de administração frisou que a empresa parou totalmente as suas actividades de investimento, para priorizar o restabelecimento de electricidade.

Sobre Leiria, assinalou que "não houve muitos concelhos afectados ao nível de subestações" como neste, onde ainda há duas sem funcionar, Andrinos e Pinheiros. "Ao nível do país, neste momento, há apenas dois concelhos afectados ao nível de subestações e é Leiria e também o concelho de Pombal, que tem uma subestação também fora de serviço, que é a subestação de Ranha", referiu.

Assegurando que estão a ser feitos "esforços no sentido de recuperar essas três subestações que ainda subsistem desligadas", José Ferrari Careto admitiu que é uma "reposição demorada", pois trata-se de "torres de 20 a 30 metros que pesam entre cinco e 10 toneladas". Segundo o responsável, a empresa está "a tentar encontrar métodos expeditos para poder fazer essa reposição", podendo, inclusivamente, passar por estender a rede subterrânea, "para evitar ter demoras".

"Importante dizer que a alimentação que neste momento estamos a fazer ao concelho de Leiria passa muito pelas subestações que estão, obviamente, já disponíveis e passa por um aproveitamento da rede subterrânea que Leiria tem", acrescentou. Das 20 freguesias de Leiria, três já têm geradores instalados, prevendo-se que até ao final do dia de hoje outros possam ser colocados.

O presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, considerou, no entanto, que a solução de geradores é uma vela colocada na escuridão das freguesias, dado que darão, apenas, para alimentar "um pavilhão onde as pessoas possam tomar banho, ligar carregadores e algumas casas à volta".

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Fonte: RTP Notícias

 

Policiamento foi intensificado e reforçado na Marinha Grande

A segurança foi reforçada na Marinha Grande e o policiamento intensificado junto a postos de combustível e outros locais críticos, anunciou a Câmara Municipal. "Foram activadas redes alternativas de comunicação, reforçada a vigilância em zonas críticas e mobilizados reforços de Lisboa, Aveiro e Vila Real, na PSP", informou hoje o município da Marinha Grande, no distrito de Leiria, após o `briefing` de balanço sobre a resposta em curso às consequências da passagem da depressão Kristin no concelho.

O presidente da Câmara da Marinha grande, Paulo Vicente, agradeceu o empenho das forças de segurança, sublinhando o reforço significativo no terreno, de elementos da PSP e da GNR. Segundo o autarca, a GNR destacou como principal dificuldade os constrangimentos nas comunicações, incluindo vulnerabilidades na rede SIRESP.

O policiamento foi intensificado junto a postos de combustível e outros locais, reforçado o dispositivo com 22 militares, em São Pedro de Moel e Vieira de Leiria. "O Serviço Municipal de Protecção Civil continua a formar e a mobilizar equipas, apontando um elevado número de participações, em articulação com as forças de segurança e restantes agentes de protecção civil".

A autarquia informou também que está a funcionar uma Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP), no Sport Império Marinhense, que acolhe, actualmente, 75 pessoas.

Existe ainda no local uma equipa multidisciplinar de apoio permanente, constituída por médica, enfermeira, assistente social e assistente operacional. Na sede da SBR 1.º de Janeiro, no lugar da Ordem, foi instalada uma segunda ZCAP, numa tenda disponibilizada pelas Forças Amadas, que está a albergar desalojados e voluntários e é apoiada por duas técnicas de serviço social e profissionais de saúde.

O município destaca a forte mobilização solidária registada, com mais de 1.500 voluntários provenientes de todo o país, incluindo algumas figuras públicas. "Os voluntários estão a ser canalizados para tarefas compatíveis com a sua actividade profissional, garantindo continuidade e eficácia no apoio. Os escuteiros da Marinha Grande e de Vieira de Leiria estão, igualmente, no terreno, em articulação com os serviços sociais".

A população pode recolher bens essenciais no Pavilhão Nery Capucho, das 09:00 às 18:00, e quem precisar de material de construção, deve dirigir-se ao Estaleiro Municipal (Rua do Matadouro). A Câmara Municipal da Marinha Grande está também a garantir refeições aos operacionais que estão a trabalhar nas acções de limpeza, voluntários e desalojados.

A cantina social entrou em funcionamento no sábado, na Cantina da Embra (junto à escola Básica João Beare), que está a fornecer refeições a famílias carenciadas, das 12:00 às 14:00 e das 18:00 às 20:00. A autarquia sublinha ainda que em Vieira de Leiria, nas instalações da Junta de Freguesia, estão a ser asseguradas refeições para famílias carenciadas e forças de segurança e entregues bens essenciais. É ainda disponibilizada rede wifi.

Na Moita, foi reposta a água, mantendo-se constrangimentos na energia eléctrica e nas telecomunicações.

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Fonte: RTP Notícias

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Em Vila Real e na Guarda. Kristin trouxe nevão e obrigou ao fecho de escolas


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Figueira da Foz. Roda gigante do Parque das Gaivotas tombou


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Depressão Kristin entrou em Portugal por Leiria


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Depressão Kristin provocou pelo menos cinco vítimas mortais


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Escolas de Soure encerradas na quinta-feira

"Os estabelecimentos escolares da rede pública manter-se-ão encerrados no dia de amanhã (quinta-feira), por precaução e para se proceder aos trabalhos de limpeza e manutenção necessários", informou a Câmara Municipal de Soure, numa publicação nas suas redes sociais. A autarquia activou hoje o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil face aos efeitos provocados pela depressão Kristin no concelho de Soure.

Segundo o município, não existe previsão para o restabelecimento total do fornecimento de energia eléctrica e apenas algumas operadoras de comunicações móveis se encontram a funcionar, "existindo ainda muitas falhas". "Não há previsão para a normalização do serviço". Todas as ligações viárias principais estão desobstruídas, mantendo-se cortada a ligação entre Soure e Sobral/Simões, na zona da Corredoura. "A Linha do Norte ainda não está operacional, mas as equipas estão a trabalhar no local".

Na sequência da falha da rede eléctrica, não há água, sendo que a Câmara Municipal apelou ao uso racionado de água. É recomendado que a população que evite deslocações desnecessárias.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados. Os distritos mais afectados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. A Protecção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

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Fonte: RTP Notícias

 

Torres Vedras. Concelho ativou Plano Municipal de Emergência


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Ciclone KRISTIN (05h00)

Fonte: IPMA

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Carta sinóptica de superfície (previsão para as 24h00)

Fonte: MetOffice

IPMA: Depressão KRISTIN (Portugal Continental)

KRISTIN é o nome atribuído pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera a uma depressão, que se prevê que esteja centrada em 41.5°N e 27.2°W às 15UTC de dia 27 de Janeiro, com uma pressão atmosférica no seu centro de 994hPa, aproximadamente. Esta depressão deverá ter um cavamento explosivo, mais de 24 hPa em 24 horas, deslocando-se rapidamente para leste com uma velocidade estimada de 110 km/h, em direcção à costa ocidental de Portugal continental, com um sistema frontal associado.

Os modelos numéricos de previsão do tempo, apontam para que a entrada desta depressão em terra, seja algures entre a Figueira da Foz e Vila do Conde, no período compreendido entre as 03 e as 06UTC de dia 28, existindo, no entanto, incerteza considerável no local exacto. A partir do início da manhã de dia 28 a referida depressão, na sua progressão para leste, já deverá ter atravessado todo território, pelo que está prevista uma melhoria significativa das condições meteorológicas.

Devido à pressão muito baixa no centro desta depressão quando atingir a costa de Portugal continental, prevê-se um forte impacto do vento, de uma forma geral sobre a costa ocidental e terras altas de Portugal continental, com rajadas entre 100 e 120 km/h, mas que localmente poderão superar 140/160 km/h, embora a incerteza no local onde a depressão entra em terra, se traduza na incerteza do local ou locais onde o impacto é maior, tal significando que tanto poderá ocorrer um impacto de grande intensidade em determinadas áreas ou, no limite oposto, um impacto menor nessas mesmas áreas.

Adicionalmente, a precipitação será por vezes forte até ao início da manhã na generalidade do território, e sob a forma de neve acima de 600/800 metros de altitude, subindo gradualmente a cota para os 1200/1400 metros a partir do meio da manhã. A agitação marítima na costa ocidental continuará a ser forte, devido à corrente perturbada de oeste, com ondas de noroeste com 5,5 a 8 metros de altura significativa na costa ocidental até dia 30, podendo atingir 14 metros de altura máxima.

 Devido a esta situação já foram emitidos avisos VERMELHO e LARANJA de Rajada que irão ser actualizados ao longo das próximas horas, aconselhando-se o seu acompanhamento. Devido à continuação da corrente perturbada de oeste, estão igualmente emitidos avisos VERMELHO e LARANJA de Agitação Marítima e de Neve, e AMARELO de Precipitação.

 As actualizações oficiais das previsões e dos avisos meteorológicos poderão ser acompanhadas em www.ipma.pt, através das redes sociais do IPMA ou dos Órgãos de Comunicação Social.

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Fonte: IPMA

 

PORTUGAL CONTINENTAL: Temporal

Fonte: IPMA

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Passagem de superfície frontal fria sobre o território de Portugal Continental durante a última noite e madrugada, provocando intensa precipitação acompanhada por ventos fortes.

Carta sinóptica de superfície (06h00)

Fonte: MetOffice

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

IPMA: Depressão JOSEPH (previsões meteorológicas)

PORTUGAL CONTINENTAL - JOSEPH é o nome atribuído pelo IPMA - Delegação Regional dos Açores a uma depressão centrada no Atlântico Norte, inserida numa vasta região depressionária onde se irão formar vários núcleos nos próximos dias. Às 03 UTC de hoje, dia 26 de Janeiro a depressão JOSEPH estava centrada aproximadamente em 53°N e 40°W, com uma pressão atmosférica no seu centro de 945 hPa.

Com o deslocamento para leste da depressão JOSEPH, prevê-se a passagem de sistemas frontais pelo continente, dando origem a dois episódios semelhantes que terão o período mais gravoso na noite de 26 para 27 e de 27 para 28. Assim, prevê-se ocorrência de precipitação persistente e por vezes forte, que poderá ser ocasionalmente de granizo e acompanhada de trovoada. Prevê-se igualmente queda de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela, descendo gradualmente a cota para 600/800 metros de altitude nas regiões Norte e Centro, com possibilidade de ocorrência de queda de neve na serra de S. Mamede. Os maiores acumulados de precipitação deverão registar-se nas regiões montanhosas do Norte e Centro, podendo, até dia 28, superar em alguns locais os 200 mm.

O vento soprará do quadrante oeste, com rajadas da ordem de 95-100 km/h, sendo até 110-120 km/h nas terras altas.

Adicionalmente, prevê-se ondas de noroeste com 4 a 5 metros na costa ocidental a partir de hoje, aumentando gradualmente para 7 a 8 metros no dia 28, podendo atingir 14 metros de altura máxima, sendo temporariamente de oeste/sudoeste durante a noite e manhã de dia 27. Adicionalmente, prevêem-se ondas de sudoeste com 4 a 5 metros na costa sul do Algarve no dia 28.

Devido a esta situação, foram emitidos avisos meteorológicos de níveis AMARELO, LARANJA e VERMELHO, nomeadamente de precipitação, neve, rajada e agitação marítima. O estado do tempo previsto para a noite de 27 para 28, poderá ter a necessidade de agravamento dos avisos emitidos para este dia, em especial o aviso de rajada, pelo que se aconselha o acompanhamento das actualizações dos mesmos.

ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES - A vasta região depressionária presente no Atlântico Norte, nomeada dia 25 de Janeiro, pelo IPMA - Delegação Regional dos Açores como depressão JOSEPH, encontrar-se-á centrada às 12h UTC do dia 27 de Janeiro em 51º 21? N 28º 50? W, aproximadamente a 1300 km a norte da ilha do Corvo, apresentando uma pressão mínima no seu centro de 960 hPa.

Embora o seu núcleo esteja localizado a uma distância significativa do Arquipélago, prevê-se que a sua influência se estenda à região, provocando um agravamento do estado do tempo, em especial do vento e da agitação marítima. Com a aproximação de um novo sistema frontal, a partir da tarde de dia 27, prevê-se que este agravamento se prolongue até ao final desse dia, melhorando gradualmente ao longo do dia 28.
Assim sendo, prevê-se vento de oeste com rajadas que poderão atingir os 110 km/h nas ilhas dos Grupos Ocidental e Central e até 100 km/h no Grupo Oriental.

Relativamente à agitação marítima, espera-se ondas de noroeste com altura significativa que poderá atingir os 10 metros (com altura máxima até aos 19 metros) nos Grupos Ocidental e Central e até 8 metros no Grupo Oriental.

A influência da depressão JOSEPH, em conjunto com o referido sistema frontal, deverá continuar a fazer-se sentir durante os próximos dias.

ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA - JOSEPH é o nome atribuído pelo IPMA - Delegação Regional dos Açores a uma depressão centrada no Atlântico Norte, inserida numa vasta região depressionária onde se irão formar vários núcleos nos próximos dias. Às 03 UTC de hoje, dia 26 de Janeiro a depressão JOSEPH estava centrada aproximadamente em 53°N e 40°W, com uma pressão atmosférica no seu centro de 945 hPa.

O arquipélago da Madeira irá sentir os efeitos da referida depressão com a passagem do sistema frontal associado amanhã, dia 27. Assim, prevê-se para este dia, períodos de chuva, sendo mais intensa nas terras altas da ilha da Madeira, passando a regime de aguaceiros fracos a partir da manhã.

O vento será moderado a forte de oeste/sudoeste, rodando para noroeste a partir da manhã, com rajadas até 75 km/h, sendo até 95 km/h nas terras altas, e enfraquecendo temporariamente durante a tarde.

Adicionalmente, prevê-se ondas de noroeste com 4 a 5 metros, aumentando, na costa norte e na ilha do Porto Santo, para 5 a 6 metros, podendo atingir 12 metros de altura máxima, a partir da tarde de dia 27. Este episódio de agitação marítima forte mantém-se até dia 29, embora ocorra uma diminuição gradual da altura significativa das ondas.

Devido a esta situação foram emitidos avisos meteorológicos de níveis LARANJA e AMARELO, nomeadamente de agitação marítima e rajada, aconselhando-se o acompanhamento das actualizações dos mesmos.

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Fonte: IPMA