segunda-feira, 31 de agosto de 2020

7854. Autarcas e ambientalistas contra mina espanhola junto à fronteira com Bragança


Autarcas e ambientalistas portugueses mostraram-se hoje contra a instalação de uma mina de volfrâmio e estanho a céu aberto prevista para a localidade espanhola de Calabor, junto à fronteira, situada a cinco quilómetros do concelho de Bragança. "A instalação da mina está prevista para um território de fronteira de grande importância ambiental e que está classificado como Rede Natura 2000, num território que é também de grande importância hidrográfica", disse à Lusa o presidente da associação Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, José Pereira. O também biólogo disse que "o principal problema do empreendimento mineiro é a afectação da bacia hidrográfica do Douro através das suas linhas de água". "Todos os detritos produzidos pela mina serão trazidos para território português, através de cursos de água, que são comuns a Portugal e Espanha", vincou.
O FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens) também se mostrou solidário com a posição da associação Palombar (Portugal) e com os ecologistas en Acción de Zamora, (Espanha) e com outras associações de defesa do ambiente que também " deram parecer negativo" ao empreendimento mineiro espanhol. "O projecto de exploração de volfrâmio e estanho a céu aberto terá consequências negativas para o ambiente, nomeadamente poluição da água subterrânea, uso de explosivos e poluição do ar, entre outros", disse Nuno Gomes de Oliveira, membro da direcção do FAPAS.
Esta exploração mineira está localizada perto de Calabor, a cerca de cinco quilómetros da fronteira com Portugal nas proximidades do Porque Natural de Montesinho. "Vale mais um território conservado que a treta de uma mina a céu aberto. As explorações mineiras podem gerar milhares de euros, e não estamos contra a actividade económica, mas sim a favor da preservação dos ecossistemas e das bacias hidrográficas", concretizou o ambientalista.
Hernâni Dias, presidente da câmara de Bragança, disse que "este projecto mineiro junto à fronteira terá de ser revisto, bem como o processo de impacto ambiental". O autarca lamentou "o facto de não terem sido avaliados os reais efeitos da redução de caudais nas linhas de água transfronteiriças, uma vez que vão ser necessárias grandes quantidades de água para tratar tudo aquilo que vai sair da exploração mineira". O responsável também se mostrou preocupado com a eventual contaminação das águas superficiais e subterrâneas devidos à maquinaria pesada a ser instalada durante a exploração mineira.
O presidente da União de Freguesias de Avela e Rio de Onor, Mário Gomes, indicou à Lusa que o empreendimento espanhol "de forma alguma se pode concretizar neste território". "Os principais impactos da exploração mineira serão nas linhas de águas que fazem parte da bacia hidrografia do Douro, principalmente, nos rios Pepim e Igrejas, e um destes cursos de água já se encontra assoreado em alguns quilómetros extensão, resultante da actividade mineira que no passado se desenvolveu nesta região", vincou. O autarca mostrou-se, igualmente, " preocupado" com o possível impacte visual resultante da exploração a céu aberto, que poderá afectar o turismo de natureza que "está em franco desenvolvimento" nesta freguesia.
O Bloco de Esquerda (BE) criticou na quarta-feira o "silêncio" do Governo perante a exploração mineira a céu aberto prevista para a localidade espanhola de Calabor. "A Comissão Coordenadora Distrital do BE de Bragança vê e sente com espanto a postura displicente e o silêncio do Governo português perante a exploração mineira a céu aberto que se prevê em Calabor, com evidente e pesado impacto na saúde das populações, assim como nos cursos de água da bacia hidrográfica do Douro e ainda no Parque Natural de Montesinho, podendo mesmo afectar a nível de extinção espécies protegidas de fauna e flora", indicavam os bloquistas, em comunicado enviado à Lusa.
Na opinião do BE de Bragança, o Governo "não pode ser conivente e permitir abusos junto à fronteira, de cujos resultados advenham consequências gravosas para o ambiente e a população portuguesa". O Bloco exige ao Governo "uma tomada de posição oficial na defesa destas populações e destes territórios". Aquela força política acrescenta que, o próprio Estudo de Impacto Ambiental (EIA) "aponta para resultados severos, sendo que o efeito mais óbvio é produzido pela destruição do habitat [de várias espécies] ", causando "prejuízos na fauna e na flora". O prazo de consulta do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projecto mineiro espanhol termina hoje.
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7853. Tragédia. Pantanal brasileiro está a arder há um mês

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7852. Número de resgates no Gerês duplicou em relação ao ano passado

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7851. Agueiros responsáveis por 80% dos afogamentos

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sábado, 29 de agosto de 2020

7850. VIANA DO CASTELO: Movimento cívico protesta contra as minas de lítio

O movimento cívico SOS Serra d’Arga, em Viana do Castelo, e associações da Galiza formalizaram num manifesto o “empenho” em defender um “património comum” da eventual exploração de lítio, foi esta segunda-feira divulgado. Em nota esta segunda-feira enviada à agência Lusa, o movimento cívico português explicou que a declaração conjunta resulta do “risco” que aquele projecto representará “para os recursos naturais da região, nomeadamente o rio Minho, aquífero comum às duas nações”.

“O Norte de Portugal e a Galiza são casa para dois povos irmãos, unidos não só pela matriz da língua, mas também pela paisagem, pela cultura e por um rio que nos abraça e aproxima. O rio Minho está sob a ameaça do projecto de fomento mineiro que o Governo português pretende implementar e que, a ocorrer, irá danificar irremediavelmente o nosso território e comprometer o futuro da água que nos é vital. Juntos, galegos e portugueses, não iremos permitir o avanço deste projecto, que mais não fará do que impossibilitar o desenvolvimento sustentável da nossa região comum. Nem um furo na Serra d’Arga”, destaca a declaração conjunta.

O manifesto, subscrito pelo movimento cívico SOS Serra d’Arga e pela Asociación Naturalista do Baixo Mino (ANABAM), Centro Social Fuscallo e A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), prevê, nas próximas semanas, a realização de “uma série de acções nas localidades fronteiriças, tendo em vista a sensibilização das populações para a problemática da mineração de lítio”. O documento agora formalizado surge na sequência de uma caminhada que juntou, no sábado, elementos do movimento português e das associações galegas, pela Serra d’Arga. A “jornada de trabalho” conjunta passou por “alguns dos lugares mais ameaçados pelo projecto de exploração mineira que o Governo pretende implementar”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária. Aqueles cinco municípios têm em curso o projecto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

Em Julho de 2019, o Governo decidiu “excepcionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d’Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospecção de lítio, mas o porta-voz do movimento SOS Serra d’Arga, Carlos Seixas, assegurou em Janeiro que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra. Segundo a proposta de Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospecção de lítio e minerais associados em nove zonas do país. Devem ser abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Fonte (texto e imagem): RádioRegional

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

7849. Quarta-feira, 26 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Alvega – 39,6 ºC
Portel (Oriola) – 37,8 ºC
Elvas – 37,6 ºC
Avis (Benavila) – 37,5 ºC
Alvalade – 37,5 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 37,5 ºC
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Pedras Rubras – 24,8 ºC
Portimão (Praia da Rocha) – 24,7 ºC
Aveiro (Universidade) – 24,6 ºC
Ilhas Selvagens (Madeira) – 23,9 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 21,5 ºC
Cabo Raso – 20,8 ºC
Esposende (CIM) – 19,9 ºC
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

7847. Segunda-feira, 24 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Alvega – 39,3 ºC
Portel (Oriola) – 37,8 ºC
Estremoz – 37,7 ºC
Avis (Benavila) – 37,6 ºC
Coruche – 37,4 ºC
Alvalade – 37,2 ºC
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Sines – 24,8 ºC
Sagres – 23,7 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 22,1 ºC
Portimão (Praia da Rocha) – 21,9 ºC
Cabo Raso – 21,3 ºC
Esposende (CIM) – 20,8 ºC
Areeiro (Madeira) – 17,7 ºC
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Fonte: IPMA

7846. Análise das condições meteorológicas do incêndio da Lousã (11.07.2020)

O incêndio que ocorreu na serra da Lousã no dia 11 de Julho de 2020 originou o óbito de um bombeiro e o ferimento de outros três bombeiros. Foi considerado que o incêndio teria tido início devido a uma descarga eléctrica associada a trovoada e que o acidente com os bombeiros teria estado relacionado com uma mudança no rumo do vento, tendo também sido reportada a existência de muito fumo junto ao solo. Estas possibilidades foram analisadas pelo IPMA através da avaliação das condições meteorológicas no dia do incêndio.
O incêndio ocorreu num dia para o qual foram emitidos avisos meteorológicos de tempo quente e de trovoada, tendo havido forte instabilidade atmosférica e a consequente geração de um sistema convectivo de forte actividade. O risco meteorológico de incêndio era muito elevado no concelho da Lousã, o 4º nível mais alto de um total de 5 níveis.
Foi identificado um registo de uma descarga eléctrica atmosférica às 18:20 horas locais (17:20 UTC), a 100 m do local do incêndio, sendo que a margem de erro associada a esta descarga eléctrica (na ordem de 200 m) permite inferir que esta descarga pode ter despoletado o incêndio da Lousã. Esta evidência observacional é suportada adicionalmente por dados de modelação numérica.
Foi possível ainda identificar que o sistema convectivo onde teve origem a referida descarga eléctrica produziu, ainda durante o seu movimento para norte e na fase de dissipação, subsidência generalizada na região do incêndio, consistente com a diminuição da altura da camada limite, podendo esta ter sido relevante para a dificuldade na dispersão de fumos e gases junto ao solo.
Não é possível também excluir que durante o período de tempo entre o início do incêndio e o instante em que ocorreu o acidente com os bombeiros possam ter ocorrido variações significativas do rumo do vento, consistentes com a existência de correntes descendentes associadas às células convectivas que constituíam o sistema convectivo, com influência quer no sentido de evolução do incêndio quer dos fumos por ele produzidos.
O relatório completo elaborado pelo IPMA pode ser consultado teclando no seguinte link.
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Fonte: IPMA

domingo, 23 de agosto de 2020

7845. Domingo, 23 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Castro Marim (RN Sapal) – 37,3 ºC
Alvega – 36,9 ºC
Elvas – 35,7 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 35,5 ºC
Avis (Benavila) – 35,3 ºC
Albufeira – 35,1 ºC
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Soure (CIM) – 23,8 ºC
São Pedro do Sul (CIM) – 23,2 ºC
Tondela/Caramulinho (CIM) – 22,7 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 22,0 ºC
Esposende (CIM) – 20,4 ºC
Cabo Raso – 20,0 ºC
Areeiro (Madeira) – 18,2 ºC
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Fonte: IPMA

7844. Incidentes aquáticos hoje

Mulher de 68 anos morre após resgate no mar em Alvor – Uma mulher de 68 anos foi resgatada hoje na praia de Alvor, em Portimão, pela Polícia Marítima, tendo sido transportada depois para o hospital, onde foi declarado o óbito, segundo um comunicado da Autoridade Marítima Nacional. O piquete da Polícia Marítima de Portimão recebeu o alerta pelas 13:50, através dos nadadores-salvadores da praia, que indicaram que uma mulher, de nacionalidade portuguesa, tinha sido avistada a flutuar no mar na praia de Alvor.
“Foram empenhados de imediato para o local o piquete da Polícia Marítima, uma viatura Amarok do projecto “SeaWatch”, os Bombeiros Voluntários de Portimão, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação e uma ambulância do INEM”, indica o comunicado. Os nadadores-salvadores iniciaram as manobras de reanimação à vítima, nas quais o piquete da Polícia Marítima de Portimão auxiliou, com recurso ao desfibrilhador automático externo.
Quando o INEM chegou ao local tomou conta das manobras de reanimação e a vítima foi transportada para o Hospital de Portimão, onde foi posteriormente declarado o óbito.
Buscas por jovem desaparecido no Tejo interrompidas até à manhã de segunda-feira – As buscas para encontrar o jovem desaparecido esta tarde no rio Tejo, na zona da Ponta dos Corvos, no Seixal, foram interrompidas ao final do dia e serão retomadas na segunda-feira ao romper da manhã, anunciou a Autoridade Marítima Nacional. Em comunicado, a autoridade afirma que as buscas "foram interrompidas ao pôr-do-sol e serão retomadas amanhã aos primeiros alvores”, mantendo-se a presença da Autoridade Marítima Nacional, que está a coordenar as operações, junto à orla costeira.
Nas operações de segunda-feira estarão empenhados “uma mota de água e uma embarcação da Estação Salva-vidas de Lisboa, uma embarcação do comando-local da Polícia Marítima de Lisboa para assegurar a interdição da área onde o Grupo de Mergulho Forense da Polícia Marítima e os mergulhadores dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas irão efectuar as operações de mergulho, bem como uma equipa da Polícia Marítima por terra”, pode ler-se no comunicado. A autoridade indica que também estará empenhado o Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima.
Um jovem desapareceu esta tarde no rio Tejo, na zona da Ponta dos Corvos, no Seixal, quando ia a banhos. De acordo com um comunicado da Autoridade Marítima Nacional, o alerta foi recebido cerca das 17:00, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa).
Foram empenhados nas buscas “uma embarcação da Polícia Marítima, uma mota de água da Capitania do Porto de Lisboa, uma equipa do Grupo de Mergulho Forense e Operações Policiais Subaquáticas, uma equipa de mergulhadores dos Bombeiros da Amora, um helicóptero da Força Aérea e uma embarcação dos Bombeiros Voluntários do Seixal”, avança o comunicado. Por terra, foram também activados meios da Polícia Marítima, dos Bombeiros Voluntários do Seixal e da Polícia de Segurança Pública.
Agueiro causa um morto e um ferido na praia do Castelejo no Algarve – Um homem morreu e outro ficou ferido ao início da tarde de hoje depois de terem caído num agueiro na praia do Castelejo, no concelho de Vila do Bispo (Algarve), disse à Lusa fonte da Marinha. A praia este ano não tem vigilância, ao contrário do ano passado, em que tinha nadador-salvador.
Em declarações à agência Lusa, o Capitão do Porto de Lagos, Conceição Duarte, especificou que a vítima mortal é um homem com cerca de 30 anos, de nacionalidade alemã, que foi retirado inconsciente da água por um dos militares que integram o programa Praia Segura, tripulante da viatura Amarok, do projecto "SeaWatch". Segundo a fonte, o acidente ocorreu quando um grupo de seis pessoas, todas de nacionalidade alemã, foi arrastada para um agueiro, tendo quatro delas saído da água com a ajuda de banhistas e de surfistas, "enquanto duas outras foram retiradas inconscientes da água pelos militares".
"Os dois homens, ambos com cerca de 30 anos, foram assistidos em terra, e, infelizmente, um veio a falecer, tendo o óbito sido declarado no local, enquanto o outro foi reanimado, estabilizado e transportado para o hospital", avançou Conceição Duarte. O Capitão do Porto de Lagos acrescentou que o acidente ocorreu na praia do Castelejo, uma praia este ano sem vigilância, ao contrário do ano passado, em que tinha nadador-salvador.
Nas operações estiveram envolvidos vários elementos da Autoridade Marítima Nacional, dos bombeiros, da Polícia Marítima, do projecto "Seawatch" e do Instituto Nacional de Emergência Médica, com vários veículos, uma embarcação da Estação Salva-Vidas de Sagres e um helicóptero.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

7843. Quinta-feira, 20 de Agosto (13h30)


Períodos de chuva ou aguaceiros no litoral norte e centro, progredindo para o interior, associados `a passagem de uma superfície frontal.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

7842. Portugal Continental afectado pelo sistema frontal associado à depressão Ellen


A partir da tarde do dia 19 de Agosto irá aproximar-se do território do continente uma superfície frontal fria, associada à depressão Ellen, de actividade moderada e com deslocamento lento, e que continuará a afectar o estado do tempo nos dias 20 e 21, em especial nas regiões Norte e Centro.
Da previsão meteorológica salienta-se a ocorrência de chuva mais intensa no dia 19 no Minho e Douro Litoral e no dia 20 nas restantes regiões do Norte e Centro. A região Sul terá temporariamente um aumento de nebulosidade com possibilidade de ocorrência de precipitação fraca no Alto Alentejo. A agitação marítima na costa ocidental irá aumentar gradualmente, prevendo-se ondas de noroeste com 2 a 3 metros a norte do Cabo Raso no dia 21, sexta-feira.
A depressão Ellen, nome atribuído pelo serviço meteorológico irlandês (Met Eireann) e que se prevê que esteja centrada em 51N 10W no dia 19 às 21h (hora de Lisboa) irá ainda afectar parte das zonas marítimas de responsabilidade nacional.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 18 de agosto de 2020

7841. IPMA: Seca e desertificação em Portugal Continental

Seca e desertificação em Portugal – As causas da desertificação em Portugal estão por um lado relacionadas com factores climáticos e por outro lado com as actividades humanas, nomeadamente a sobre exploração da água e dos solos na agricultura, o abate descontrolado de árvores, o uso excessivo de produtos agroquímicos e políticas e ordenamento do território deficientes. Também a ocorrência frequente nos meses de verão de incêndios de grande dimensão, em Portugal tem contribuído para a degradação do solo.
Em termos climáticos tem-se verificado em Portugal continental decréscimo dos valores anuais, cerca de -20 mm/década, tendo os últimos 20 anos sido particularmente pouco chuvosos em Portugal Continental. De referir que 6 dos 10 anos mais secos ocorreram depois de 2000, incluindo o ano de 2005, o mais seco desde 1931, e o ano de 2007 o 2º mais seco. A redução nos valores de precipitação verificou-se em todas as estações do ano, com excepção do Outono. Esta redução foi significativa na Primavera. Por outro lado, é importante realçar que o contributo dos dias de precipitação intensa para o total de precipitação tem vindo a aumentar, sobretudo no Outono e na região Sul. A intensidade e frequência de eventos de precipitação extrema tem vindo a aumentar.
Situações de seca em Portugal Continental – O IPMA monitoriza em Portugal Continental as situações de seca que ocorrem no território, sendo esta monitorização efectuada com base nos índices PDSI (Palmer Drought Severity Index) e SPI (Standard Precipitation Index): http://www.ipma.pt/pt/oclima/observatorio.secas/
Séries mensais do índice de seca PDSI revelam que os episódios de seca foram mais frequentes e mais severos desde a década de 1980. Igualmente a análise da evolução por décadas (entre 1961 e 2000) da distribuição do índice PDSI em Portugal Continental permite concluir que nas duas últimas décadas do século XX, se verificou uma intensificação da frequência de secas, em particular nos meses de Fevereiro a Abril.
A maior frequência de situações de seca meteorológica que se verifica em Portugal Continental nas últimas décadas é indicativo de um aumento do risco e da vulnerabilidade a este fenómeno, o que poderá obviamente trazer um aumento dos impactos, nomeadamente, ao nível dos sectores agrícola e hidrológico e necessariamente social.
A análise desde 1941 até 2019 revela episódios de seca entre 1944 e 1945 e entre 1948 e 1949 e mais recentemente entre 2004 e 2005, entre 2011 e 2012 e nos últimos anos 2017 a 2019. Verifica-se que nos anos mais recentes tem havido uma maior frequência destes episódios e alguns deles têm-se prolongado por mais de um período húmido (Outono e Inverno) e seco (Primavera e Verão) e também têm abrangido uma maior percentagem do território.
Nos anos mais secos desde 1941, verifica-se que no final do período seco de 1945, 56% do território esteve em situação de seca severa e 24% em seca extrema. A partir de 1980 já se registaram nove situações em que mais de 10% do território estava em situação de seca extrema e quatro em que mais de 75% de Portugal continental estava em seca moderada ou severa.
A seca de 2004/2006 foi a mais intensa (meses consecutivos em seca severa e extrema) em termos de extensão territorial dos últimos 80 anos. No entanto nas secas de 2011/2012 e 2017/2018 também se verificou que quase todo o território esteve nas classes de seca severa e extrema do índice PDSI.
A seca de 2017/2018 foi igualmente uma situação que abrangeu todo o território e com impactos significativos em diversos sectores. Neste período destaca-se:
•   Ano hidrológico 2016/17 o 9º mais seco desde 1931 e o semestre seco (período de Abril a Setembro 2017) extremamente quente e extremamente seco;
•   Conjugação de valores de precipitação muito inferiores ao normal e valores de temperatura muito acima do normal, em particular da temperatura máxima, o que teve como consequência a ocorrência de valores altos de evapotranspiração e valores significativos de défice de humidade do solo;
•   O período, de Abril a Novembro, foi o mais seco desde 1931 (precipitação cerca de 30% do normal) e no final de Outubro e Novembro, a situação de seca em comparação com situações anteriores era a que apresentava maior percentagem de território nas classes de seca severa e extrema (97 % do território);
•   Esta seca foi distinta das anteriores pois as classes de maior severidade iniciaram-se mais tarde (final de Junho), verificando-se um agravamento significativo no Outono, enquanto nas situações anteriores se verificou um forte desagravamento das classes de seca severa e extrema entre Setembro e Outubro;
•   No final de Novembro 2017 era a única situação de seca que tinha quase todo o território (97 %) nas classes de maior severidade;
•   Esta seca manteve-se até ao final de Fevereiro de 2018, terminando em Março 2018.
 
Cenários Futuros –
A redução nos valores de precipitação verificou-se em todas as estações do ano, com excepção do Outono. Por outro lado, é importante realçar que o contributo dos dias de precipitação intensa para o total de precipitação tem vindo a aumentar, sobretudo no Outono e na região Sul. A intensidade e frequência de eventos de precipitação extrema têm vindo a aumentar.
Relativamente à precipitação os cenários apontam para diminuição da precipitação em Portugal continental, cerca de 5 % (RCP4.5) a 15% (RCP 8.5), com fortes contrastes espaciais de diminuição percentual no caso do RCP 8.5: Norte, 5 a 15 %; Centro, 10 a 20 %; e Sul, 15 a 30 % (Fonte: Portal do Clima http://portaldoclima.pt/pt/).
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

7840. Tempo encoberto com precipitação no noroeste


Tempo encoberto com precipitação na faixa litoral das regiões do norte e centro de Portugal Continental.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

7838. Mau tempo: Granizo provocou estragos em vinhas de Carrazedo de Montenegro

Uma intensa queda de granizo provocou “elevados prejuízos” em vinhas da freguesia de Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços, disse à agência Lusa o presidente da junta de freguesia.
António Jesus da Costa referiu que o mau tempo que se verificou por volta das 19:00 de terça-feira, com muito granizo e chuva, provocou, em pleno mês de Agosto, “bastantes prejuízos” em vinhas de algumas aldeias desta zona do concelho de Valpaços, distrito de Vila Real. O autarca apontou que o granizo “caiu durante cerca de 30 minutos” e que as “pedras eram de grande dimensão”. António Jesus da Costa contou que lhe foram relatados estragos por parte de viticultores e que, durante a manhã, vai ser feito um levantamento da situação.
O mau tempo verificou-se a poucas semanas do início da vindima neste território e, para além das vinhas, afectou ainda hortas e pomares. Esta é ainda uma zona de produção de castanha, mas, segundo o autarca, para já ainda não lhe foram apontados prejuízos nesta cultura.
O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real disse à Lusa que a chuva forte e o granizo de terça-feira provocaram 17 ocorrências, nos concelhos de Chaves e Valpaços (Carrazedo de Montenegro) relacionadas com inundações, principalmente em garagens e caves, e quedas de árvores. Na cidade de Chaves, o mau tempo provocou ainda inundações em estradas que se registaram, sobretudo, nas freguesias citadinas, em Santa Maria Maior e Santa Cruz Trindade e Sanjurge.
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terça-feira, 11 de agosto de 2020

7837. Instabilidade convectiva no nordeste


Instabilidade convectiva no nordeste transmontano, com ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados por trovoadas dispersas.

7836. PORTUGAL CONTINENTAL: Julho foi extremamente quente e seco

O mês de Julho em Portugal continental classificou-se como extremamente quente e seco. Julho de 2020 foi o mais quente desde 1931. O valor médio da temperatura média do ar, 25.08°C, foi muito superior ao normal (1971-2000) com uma anomalia de +2.91 °C.
O valor médio da temperatura máxima do ar, 33.34°C, foi o mais alto desde 1931, com uma anomalia de +4.61°C. O valor médio da temperatura mínima do ar, 16.83°C, com uma anomalia de +1.21°C foi o 5º mais alto desde 1931, (mais altos em 1989, 1990, 2006 e 1949).
Durante o mês os valores de temperatura (média e máxima) do ar foram superiores ao normal, apenas nos primeiros 3 dias do mês se registaram valores abaixo da média. Destacam-se os dias 5 a 7, 16 e 17 com um valor médio da temperatura máxima do ar no continente superior a 35 °C. Também a temperatura mínima do ar desde dia 5 que foi sempre superior ao valor normal mensal, destacando-se o dia 17, com um valor médio da temperatura mínima no continente próximo de 20 °C.
Durante este mês ocorreram 3 períodos com onda de calor: 4 a 13 que abrangeu as regiões do interior Norte e Centro; 9 a 18 nas regiões do interior Norte, Centro e Sul; 25 a 31 em especial no interior Norte. Este mês extremamente quente de Julho contribuiu para que o período de Janeiro a Julho de 2020 fosse o mais quente dos últimos 90 anos (desde 1931). Os 3 períodos Janeiro-Julho mais quentes:
- Janeiro-Julho 2020: temperatura média, 15.96 °C, + 1.51 °C/normal
- Janeiro-Julho 2017: temperatura média, 15.90 °C, + 1.44 °C/normal
- Janeiro-Julho 1997: temperatura média, 15.77 °C, + 1.31 °C/normal
O valor médio da quantidade de precipitação em Julho, 4.0 mm, corresponde a 30% do valor normal 1971-2000 (13.8 mm). De destacar durante o mês condições de instabilidade atmosférica em alguns locais do Centro e Sul do território que originaram a ocorrência de aguaceiros, que foram localmente fortes, por vezes de granizo e acompanhados de trovoada.
No final do mês de Julho, verificou-se, em relação ao final de Junho uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território. Na região Nordeste, no vale do Tejo, no Baixo Alentejo e no Algarve os valores são inferiores a 20%.
De acordo com o índice PDSI, no final Julho, verificou-se um aumento da área em seca meteorológica no território do continente, sendo de realçar as regiões do Baixo Alentejo e Algarve com um aumento de intensidade (classe de seca moderada, pontualmente severa). A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território é a seguinte: 8.4 % normal, 71.4 % seca fraca, 19.9 % seca moderada e 0.3 % seca severa.
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

7835. PORTUGAL CONTINENTAL: temperaturas superiores a 40 ºC nos dias 5 e 6 de Agosto

Temperaturas máximas em Portugal Continental
(valores iguais ou superiores a 40,0 ºC)
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Quarta-feira, 5 de Agosto
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Alvega – 40,8 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 40,6 ºC
Avis (Benavila) – 40,5 ºC
Viana do Alentejo – 40,4 ºC
Nelas/Vilar Seco (CIM) – 40,3 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 40,3 ºC
Portel (Oriola) – 40,1 ºC
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Quinta-feira, 6 de Agosto
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Pinhão (Santa Bárbara) – 41,1 ºC
Mirandela – 40,6 ºC
Alvega – 40,6 ºC
Nelas/Vilar Seco (CIM) – 40,2 ºC
Amareleja – 40,2 ºC
Elvas – 40,0 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 9 de agosto de 2020

7834. PORTUGAL: Vaga de suspeitos incendiários criminosos

Operário da construção civil detido por incêndio em Mirandela – Um operário da construção civil foi detido por suspeita de ter ateado um incêndio florestal em Mirandela, Bragança, na noite de sexta-feira. O homem, de 30 anos, colocou em perigo habitações, segundo a Polícia Judiciária (PJ), em comunicado divulgado neste sábado.
Este fogo deflagrou às 21 horas de sexta-feira, não muito longe do local onde ocorreu o incêndio que ameaçou casas e levou ao corte da A4. O incêndio colocou em perigo uma mancha florestal, área agrícola, bem como de habitações, de valor consideravelmente elevado, que apenas não foram consumidas devido à rápida deteção e intervenção dos bombeiros que se encontravam nas proximidades a fazer vigilância a um incêndio ocorrido no dia 6 de Agosto", indica a PJ. Presente a interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Fonte: TVI24
PJ deteve dois suspeitos de incêndios florestais em Aveiro e Viseu – Duas pessoas foram detidas (uma delas ficou em prisão preventiva) por suspeita de crimes de incêndio florestal, informou este sábado a Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro. Em comunicado, a PJ esclarece que, através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro e com a colaboração da GNR de Albergaria-a-Velha, deteve na sexta-feira a “presumível autora de um crime de incêndio florestal ocorrido nessa madrugada em Rocas do Vouga”, uma freguesia do concelho de Sever do Vouga.
De acordo com a PJ, a mulher de 59 anos actuaria usando a “chama directa para dar início ao incêndio em zona de extensa mancha florestal”, numa zona onde, “nas últimas semanas, têm vindo a ser combatidos outros focos de incêndio com origem suspeita”. “Não foi possível determinar qualquer motivação racional ou explicação plausível para a prática dos factos em investigação, actuando a arguida num quadro grave de alcoolismo e com propensão para a repetição do comportamento incendiário”, adiantou a PJ.
Segundo aquela força policial, foi ainda detido, na quinta-feira, um homem de 30 anos, “presumível autor de incêndio florestal, em Cambra, Vouzela”, distrito de Viseu. “O suspeito foi detectado por populares que o retiveram, imediatamente após o início do incêndio, tendo os mesmos alertado a GNR de Vouzela, que de imediato se deslocou ao local procedendo à sua detenção e posterior entrega à Polícia Judiciária”, descreveu. A PJ acrescentou que o detido “terá actuado num quadro de alcoolismo, (…) é já reincidente pelo mesmo tipo de crime, tendo já sido condenado e cumprido pena de prisão”. O homem ficou em prisão preventiva após ter sido presente às autoridades judiciárias na comarca de Viseu.
Fonte: Observador
PJ detém pastor suspeito de atear 12 fogos rurais em Chaves – A PJ, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, disse, em comunicado, que o homem está "fortemente indiciado" pela prática do crime de incêndio florestal em Chaves, no distrito de Vila Real. O detido é suspeito de ter ateado 12 incêndios em várias freguesias daquele concelho, entre os anos de 2018 e 2020. De acordo com a polícia, os dois últimos fogos ocorreram nos dias 3 de Junho e 20 de Julho e consumiram área de mancha florestal constituída, maioritariamente, por mato e carvalhos.
A PJ disse que os incêndios "colocaram em perigo uma vasta mancha florestal, constituída por mato e carvalhos, de área agrícola constituída por soutos e lameiros, bem como de várias habitações, de valor consideravelmente elevado, que apenas não foram consumidas devido à rápida intervenção dos bombeiros". O detido vai ser presente a interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.
Fonte: Expresso

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

7832. Mais de 1.700 bombeiros combatem 15 incêndios ativos em Portugal

Um total de 15 incêndios activos em Portugal continental estão a mobilizar 1.700 operacionais, apoiados por 546 viaturas e 16 meios aéreos de “ataque ampliado”, disse o segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), André Fernandes, num balanço transmitido esta quinta-feira ao final da tarde pela RTP3.
“Os incêndios, neste momento, que nos preocupam mais: o de Mirandela, no distrito de Bragança; Torre de Moncorvo, também em Bragança; temos Sernancelhe, no distrito de Viseu; Alijó, no distrito de Vila Real; Sabugal, no distrito da Guarda; Fundão, em Castelo Branco; e o incêndio de Porto de Mós, que lavra desde as duas da manhã, que neste momento está quase a entrar na fase de dominado, assim como o incêndio de Mirandela, no distrito de Bragança”, detalhou o responsável operacional.
Segundo André Fernandes, esta quinta-feira já houve registo de um total de 113 ocorrências deste tipo, que já levaram à mobilização de um total de 4.600 operacionais, numa altura em que o país se encontra em estado de alerta devido ao vento forte e às temperaturas elevadas.
“Hoje [quinta-feira] foi um dos dias mais complicados do ano devido ao número de ignições que deflagraram ao longo do dia. Amanhã também será um dia complicado”, previu ainda o responsável.
Chamas cercam aldeia de Estevais em Torre de Moncorvo – O presidente da câmara Moncorvo disse esta quinta-feira que a aldeia dos Estevais está cercada pelas chamas e reclama o apoio de meios aéreos para ajudar no combate ao fogo que já destruiu “alguns” palheiros nas proximidades da localidade. “O fogo já destruiu alguns palheiros nas proximidades de Estevais e a aldeia está cercada pelas chamas. São precisos meios aéreos neste local”, concretizou à Lusa Nuno Gonçalves.
Já o Comandante Operacional Distrital de Operações e Socorro (CODIS) de Bragança, João Noel Afonso, avançou que a situação “está complicada” devido ao vento que se faz sentir e às altas temperaturas no fogo que lavra em duas frentes. “As condições atmosféricas não estão ajudar a progressão dos operacionais no terreno, que já por si é acidentado. O fogo lavra em duas frentes”, indicou o CODIS. O alerta para o incêndio que lavra na União de Freguesias de Adeganha e Cardanha foi dado às 14h41.
Idosos retirados de aldeias em Sernancelhe - Mais de 300 operacionais combatiam às 18h45 desta quinta-feira o incêndio de Sernancelhe, distrito de Viseu, onde já foram retiradas pessoas idosas de algumas aldeias para lugares mais seguros, informou à agência Lusa o comandante distrital da Protecção Civil. “O incêndio está activo, há muito vento em constantes mudanças de rumo e há aldeias no sentido de progressão do incêndio. Estamos, neste momento, a reposicionar meios para salvaguardar essas aldeias de onde já foram retiradas pessoas idosas para lugares seguros”, relatou o responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu.
Miguel Ângelo David adiantou que estão também a ser “feitos trabalhos com maquinarias para abrir acessibilidades para combater o incêndio”, uma vez, além do vento forte, há dificuldades com “o terreno acidentado e irregular”. O comandante disse ainda que “há esperança de diminuição do vento com o aproximar da noite – pelo menos são essas as previsões, de um ligeiro abrandamento e [vento] mais constante”.
O alerta deste fogo em mato, pinhal e fenos foi dado às 12:02 e às 18:45 estavam no local, segundo Miguel Ângelo David, “310 operacionais apoiados por três meios aéreos, três máquinas de rasto e dezenas de viaturas”. O presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe contou à agência Lusa que o incêndio “está essencialmente em Carregal, Lapa, Penso e Vila da Ponte, ou seja, são as freguesias de maior risco”.
“Estivemos na iminência de evacuar a aldeia de Santo Estêvão, na freguesia de Carregal, mas acabou por não ser necessário. Estamos preparados, com todos os meios, para o fazer a qualquer momento. Vai depender muito do vento e do rumo do incêndio”, explicou Carlos Silva Santiago.
Fogo no Sabugal tem três frentes activas – O incêndio no Sabugal que deflagrou esta quinta-feira numa zona de mato em Santo Estêvão e Moita e continua com três frentes activas. Os ventos irregulares estão a dificultar o combate às chamas, informou a Protecção Civil. “O incêndio está activo, em três frentes, mas não há localidades em risco”, disse à agência Lusa, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda. A fonte adiantou ainda que o fogo continua a lavrar numa zona de mato e os ventos irregulares que se fazem sentir no local estão a prejudicar o combate às chamas.
Fogo no Fundão corta Nacional 238 – O incêndio que está a lavrar desde as 13h58, num povoamento florestal em Bogas de Baixo, Fundão, cortou a Estrada Nacional 238, entre o cruzamento de Urgueira e Janeiro de Cima, informou a Protecção Civil. “Neste momento, não há localidades em risco. O incêndio obrigou ao corte da Estrada Nacional 238, entre o cruzamento da Urgueira e Janeiro de Cima”, explicou à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco. A fonte adiantou ainda que o vento irregular que se faz sentir na zona está a dificultar o combate às chamas.
Flávio Nunes, Fátima Castro e Lusa
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Fonte: ECO – Economia Online

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

7831. Quarta-feira, 5 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Alvega – 40,1 ºC

Avis (Benavila) – 39,5 ºC

Pinhão (Santa Bárbara) – 39,4 ºC

Nelas/Vilar Seco (CIM) – 39,4 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 39,2 ºC

Portel (Oriola) – 39,1 ºC

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Leiria (Aeródromo) – 25,2 ºC

Dunas de Mira – 23,3 ºC

Aveiro (Universidade) – 22,4 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 19,8 ºC

Cabo Raso – 18,4 ºC

Esposende (CIM) – 17,6 ºC

Lombo da Terça (Madeira) – 17,5 ºC

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Fonte: IPMA

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

7830. Vento forte no Litoral Oeste

Final da tarde com vento muito forte, com rajadas de noroeste no litoral oeste.

7829. Tendência de evolução das estações meteorológicas portuguesas no portal WeatherOnline (evolução anual)

Actualização da postagem Nº 7699
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Neste quadro de dados, referente à temperatura máxima diária ao longo do ano, constata-se que nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MAIS DIAS DE CALOR EXTREMO, Viana do Castelo, Ovar (22), Ovar (17) e Alverca do Ribatejo, em Portugal Continental, tinham a tendência de registar (em 30 de Junho de 2020), cada vez com mais frequência, valores entre as 10 estações meteorológicas com temperaturas mais elevadas diariamente na Europa.
Pelo contrário, nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MENOS DIAS DE CALOR EXTREMO, Flores, Angra do Heroísmo, e de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, Bragança, Vila Real, Viseu, Penhas Douradas, Monte Real, Base Aérea de Sintra, Lisboa e Sines/Monte Chaos, em Portugal Continental, e do Aeroporto Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, têm tendência de registar, cada vez menos, valores entre as 10 estações meteorológicas com temperaturas mais elevadas diariamente na Europa (são as estações meteorológicas portuguesas onde existe cada vez menos a tendência de registarem as temperaturas mais elevadas do continente europeu).
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Neste quadro de dados, referente à precipitação máxima diária ao longo do ano, constata-se que nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MAIS DIAS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA, Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras e Sagres, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no arquipélago da Madeira, tinham a tendência de registar (em 30 de Junho de 2020), cada vez mais, valores entre as 10 estações meteorológicas com precipitações mais elevadas diariamente na Europa (são as estações meteorológicas portuguesas onde existe cada vez mais a tendência de registarem as precipitações mais elevadas diariamente do continente europeu).
Pelo contrário, nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MENOS DIAS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA, as estações meteorológicas de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, de Bragança, Vila Real Viseu, Lisboa, Montijo, Portalegre, Beja, Sines/Montes Chaos e Faro, em Portugal Continental, e o Funchal, no Arquipélago da Madeira, têm tendência de registar, cada vez menos, valores entre as 10 estações meteorológicas com precipitação mais elevadas diariamente na Europa (são as estações meteorológicas portuguesas onde existe cada vez menos a tendência de registarem as precipitações mais elevadas diariamente do continente europeu).