quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

6581. Vento forte e temperaturas baixas no continente

Uma vasta região anticiclónica, relativamente intensa, localizada às 12UTC de dia 1 de Fevereiro a norte dos Açores e em crista até à Islândia, originará o transporte de uma massa de ar muito frio e seco sobre o território do continente e uma intensificação do vento, em especial no litoral oeste e nas terras altas.
Assim, prevê-se a partir da manhã de dia 1, vento forte no litoral oeste e nas terras altas com rajadas até 80 km/h. Adicionalmente, verificar-se-á uma descida dos valores da temperatura máxima em todo território, entre 3 e 6ºC. As baixas temperaturas associadas ao vento forte aumentarão o desconforto térmico, em especial entre a tarde de dia 1 e a manhã de 2.
Até dia 4, continuar-se-á a fazer sentir vento forte e com rajadas no litoral oeste e nas terras altas, com excepção de dia 3, em que se prevê um enfraquecimento temporário do vento.
No dia 3, a aproximação e passagem de um sistema frontal de fraca actividade, poderá originar precipitação fraca na generalidade do território, com probabilidade entre 35 e 60% a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, e inferior a 35% a sul do referido sistema, que a ocorrer será sob a forma de neve em cotas baixas.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

6580. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável e muito frio

Carta Sinóptica de Superfície prevista
para dia 1 de Fevereiro de 2018_12h00
Fonte: MetOffice
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A partir de amanhã, o estado do tempo em Portugal Continental passará a estar condicionado pela presença de um anticiclone centrado no oceano Atlântico e baixas pressões centradas no centro da Europa; deste modo, estabelecer-se-á uma corrente predominante de norte, com a entrada de uma corrente de ar muito fria, precedente de latitudes muito elevadas.
Uma superfície frontal fria irá atravessar o território de Portugal Continental a partir do final de Quarta-feira e ao longo da madrugada de Quinta-feira; a sua deslocação efectuar-se-á de norte para sul, levando ao aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação, escassa e concentrada sobretudo nas regiões montanhosas do norte e centro, onde será de neve. Após a passagem da superfície frontal fria, o vento rodará para norte, soprando moderado a forte, com rajadas nas terras altas; a temperatura do ar descerá, sobretudo nas regiões do interior norte e centro.
Uma outra superfície frontal de fraca actividade deverá atravessar o território de Portugal continental ao longo da noite de Sábado para Domingo, afectando sobretudo as regiões do norte e centro.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

6578. Europa (Tendência climática)

Lista de estações com maior tendência de subida no
RANKING METEOROLÓGICO EUROPEU
(Actualização da postagem Nº 6456)
Temperaturas máximas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas máximas diárias mais elevadas ao longo do ano.
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Temperaturas minímas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas mínimas absolutas diárias mais baixas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas mínimas diárias mais baixas ao longo do ano.
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Precipitação total em 24 horas
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez precipitações máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com maiores precipitações diárias acumuladas diariamente ao longo do ano.

6577. Tendências de dados meteorológicos (EUROPA)

ACTUALIZAÇÃO DA POSTAGEM Nº 6455
 Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos temperaturas máximas 
no TOP 10 diário
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Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos temperaturas mínimas 
no TOP 10 diário
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Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos precipitações em 24 horas 
no TOP 10 diário
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

6576. Percentagem de acerto nas previsões climáticas trimestrais (Europa)

1º Trimestre 2016 até 4º Trimestre 2017 = 67,08 %
4º Trimestre 2015 até 3º Trimestre 2017 = 66,83 %
3º Trimestre 2015 até 2º Trimestre 2017 = 66,17 %
2º Trimestre 2015 até 1º Trimestre 2017 = 66,25 %
1º Trimestre 2015 até 4º Trimestre 2016 = 65,08 %
4º Trimestre 2014 até 3º Trimestre 2016 = 65,58 %
3º Trimestre 2014 até 2º Trimestre 2016 = 63,83 %
2º Trimestre 2014 até 1º Trimestre 2016 = 62,92 %
1º Trimestre 2014 até 4º Trimestre 2015 = 61,17 %
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1º Trimestre 2015 até 4º Trimestre 2016 = 65,08 %
1º Trimestre 2013 até 4º Trimestre 2014 = 58,00 %

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

6575. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável e frio

Carta Sinóptica de superfície prevista
para 25 de Janeiro de 2018_12h00
Fonte: MetOffice
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O estado do tempo em Portugal Continental passará estar condicionado, a partir desta noite, pela aproximação e passagem de uma superfície frontal fria, associada a um vasto campo complexo de baixas pressões no norte da Europa.
Assim, a partir desta noite ocorrerá um aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação, estendendo-se de norte para sul e do litoral para o interior. Após a passagem da superfície frontal, os períodos de chuva darão lugar a aguaceiros, mais intensos e frequentes nas regiões do norte e centro; a entrada de ar muito frio em altitude favorecerá uma maior instabilidade, pelo que os aguaceiros poderão ser acompanhados de trovoadas e de queda de granizo. O ar frio pós-frontal fazer-se-á sentir na cota de neve, que poderá baixar para altitudes em torno dos 600/800 metros de altitude nas regiões do interior norte e centro, durante a madrugada e manhã de amanhã, Quinta-feira; a maior instabilidade tenderá a permanecer no litoral oeste e nas regiões mais montanhosas.
O vento tornar-se-á moderado a forte de noroeste, especialmente nas terras altas do norte e centro, onde as rajadas serão de noroeste.

6574. TEJO: Rio branco

6573. Seca além do Tejo

CopyRight @ RECORD TV Europa

6572. Estimativa climática (Resumo)

Em Setembro de 2017 foi apresentada uma estimativa (postagem 6410) para para as estações do Ranking Meteorológico Europeu sobre a provável evolução das temperaturas máximas diárias acumuladas, temperaturas mínimas diárias acumuladas e precipitações máximas diárias acumuladas, ao longo do quarto trimestre de 2017 (OUTONO). Terminado o período para o qual foram feitas as previsões, apresentam-se os quadros de apuramento final com os dados acertados.


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SÍNTESE RELATIVAMENTE AOS APURAMENTOS
(percentagem de acerto nas previsões)
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4º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 63 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 36 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 32 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 24 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
 3º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 70 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 40 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 64 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
2º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 36 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 48 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
1º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 67 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 28 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 52 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 48 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
4º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 56 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 32 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
3º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 69 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 44 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 60 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
2º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 68 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 40 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 56 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 16 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
1º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 70 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 68 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 44 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
4º Trimestre de 2015 (MÉDIA = 61 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 32 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 32 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 16 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
3º Trimestre de 2015 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 32 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 52 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 8 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

6571. PORTUGAL: Análise ponderada para dia de 31 de Dezembro de 2017

Acima publicam-se os quadros referentes à situação meteorológica para as estações meteorológicas portuguesas representadas no portal WeatherOnline. O quadro superior refere-se ao acumulado das temperaturas máximas registadas diariamente entre 1 de Janeiro de 2017 e 31 de Dezembro de 2017; o quadro inferior refere-se ao acumulado das precipitações máximas diárias ocorridas ao longo do mesmo período de tempo.
Assim, no dia 31 de Dezembro do ano passado, observamos que em Portugal, relativamente à acumulação de temperaturas máximas diárias, os valores mostraram uma clara tendência para subir relativamente à situação observada no dia 30 de Setembro do ano passado em quase todas as estações meteorológicas. O último trimestre do ano (Outubro, Novembro e Dezembro de 2017) foram meses onde predominaram uma acumulação de temperaturas máximas absolutas nitidamente acima dos valores normais esperados.
Relativamente à precipitação máxima diária acumulada, constata-se que, no período compreendido entre 1 de Janeiro de 2017 e 31 de Dezembro de 2017, todas as estações meteorológicas portuguesas acumularam valores inferiores ao normal, traduzindo um ano seco em todo o território nacional, incluindo o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Nos meses do Outono (Outubro, Novembro e Dezembro), a situação de défice de precipitação global tendeu a agravar-se ligeiramente no conjunto de todas as estações meteorológicas do país, sobretudo no território de Portugal Continental e Arquipélago da Madeira, embora já se notasse um desagravamento desse défice em alguns locais, com maior incidência no Arquipélago dos Açores.

6570. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 31.12.2017)

(Actualização da postagem número 6429)
BALANÇO ENTRE 01.01.2017 E 31.12.2017
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)  
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 BALANÇO ENTRE 01.01.2017 E 31.12.2017
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
  * * *
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BALANÇO ENTRE 01.01.2017 E 31.12.2017
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

6569. Capítulo oculto de relatório sobre Pedrógão evidencia falta de socorro

O Expresso teve acesso e republica agora um trabalho sobre o capítulo escondido do relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande. O estudo foi elaborado pelo professor da Universidade de Coimbra, Domingos Xavier Viegas, que se queixa, num artigo publicado esta terça-feira no “Público”, de estar a ser “censurado”. Um documento que mostra como morreram as vítimas de 17 de Junho com base em relatos, fotos e mapas
Cada uma das 65 vítimas do incêndio de Pedrógão Grande tem um rosto e um nome, mas, mais do que a identificação, é o contexto em que as pessoas morreram que faz a diferença no momento de analisar a tragédia de 17 de Junho. O capítulo 6 do relatório elaborado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da Universidade de Coimbra dedica-se a relatar em detalhe o que aconteceu com cada vítima naquele dia.
O Expresso teve acesso ao documento na íntegra e publica agora um trabalho sobre um dos relatos ali publicados, no mesmo dia em que o autor assina no "Público" um texto em que diz estar a ser alvo de "censura", porque na última semana, a Comissão Nacional de Protecção de Dados emitiu uma deliberação em que só autoriza a publicação do referido capítulo com grandes restrições. A Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande encontrou-se com o ministro da Administração Interna e reiterou a intenção de divulgar o texto na íntegra, encontrando-se já a recolher as assinaturas dos familiares para o poder fazer.
Para já, o estudo encomendado pelo Governo foi divulgado no portal do Executivo sem a quase totalidade das cerca de cem páginas dedicadas ao que Xavier Viegas, coordenador geral do CEIF, chama de “acidentes pessoais”. Foram tornadas públicas apenas algumas estatísticas e três histórias, anonimizadas, de pessoas que salvaram outras em situação de risco. Há cinco meses, no terreno afectado pelo fogo, o Expresso confirmou no local o conteúdo destas páginas ainda ocultas. São retratos de sofrimento, mas, sobretudo, de descoordenação e falta de socorro.
A maior parte das mortes ocorreram num período de 60 minutos, entre as 19h30 e as 20h30 de dia 17 de Junho. O local onde se registaram mais óbitos (33) situa-se entre os quilómetros 7 e 9 da EN 236-1, que liga Castanheira de Pêra a Figueiró dos Vinhos, sobretudo num troço de menos de meio quilómetro, palco da maioria dos acidentes dos veículos incinerados, cujas imagens se tornaram simbólicas.
Do total de 65 vítimas, sete eram crianças com menos de dez anos, a mais jovem tinha apenas um ano de idade e a mais velha 87. Mortes de famílias inteiras e de pessoas sozinhas, todos em fuga, a maioria nos carros, poucos a pé e alguns dentro de casa. O que mais terá pesado na decisão de fugir terá sido a falta de água e luz, a tentativa de salvar os carros, não existirem bombeiros, ver outras pessoas a sair, a necessidade de ajudar familiares e os contornos assustadores da propagação do fogo.
27 casos-tipo – O relatório do CEIF organiza as mortes em 27 casos-tipo e a organização deriva da circunstância da morte. Entre as situações relatadas, o Expresso sabe que estão, por exemplo, os detalhes do acidente que esteve na origem da morte de Gonçalo Conceição, o único bombeiro a perder a vida no incêndio. Para além de precisar a colisão com o veículo de Manuel André e Maria Cipriana Almeida (ambos morreram) entre as 20h10 e as 20h13, o relatório evidencia que os bombeiros sinistrados terão tentado telefonar várias vezes para a Central e para o 112, sem sucesso. A primeira vez que terão conseguido terá sido apenas meia hora após o embate, o que os expôs à potência do fogo até serem recolhidos por ambulâncias e civis.
Os relatos de dois sobreviventes, Gina e Marcelo Nunes – a mãe e o irmão mais velho de Bianca, a menina de três anos que morreu com a avó em fuga da aldeia de Nodeirinho – revelam que depois de várias tentativas para salvar a criança, que estava presa na cadeira do carro, Gina fez sinal a um carro que passava para parar, chegando a abrir-lhe a porta de trás, mas o condutor continuou a marcha de porta aberta. A seguir, outro carro passou, Gina voltou a abrir a porta e atirou-se para dentro, pedindo que o condutor a ajudasse a salvar a filha e a mãe. Tentaram, mas não conseguiram.
Marcelo, o filho mais velho, fugiu a pé, perdeu os chinelos, o alcatrão quente tirou-lhe a pele ao andar. Mas chegou ao tanque onde várias pessoas se tinham refugiado. Pouco depois, chegou Gina, muito queimada, e os telefonemas de ajuda começaram. Foram mais de 60 chamadas para o 112 e para o comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande. Diziam que iam enviar uma ambulância ou até que já o tinham feito. Mas apenas à uma da madrugada do dia 18, quatro horas depois, um amigo surgiu e levou Gina para o hospital. A ambulância apareceu às 3h.
Também há descrições de bombeiros estacionados, sem participar no combate, junto de uma serração no Outão, onde foi encontrado o corpo de Luciano Joaquim, de 79 anos. Um sobrevivente pediu ajuda para que se apagasse o fogo nas pilhas de madeira para evitar a propagação à maquinaria e a resposta foi de que não havia ordens. Ardeu tudo.
Há ainda relatos sobre um enorme pinheiro que cortou a circulação, impedindo a fuga e o salvamento de várias vítimas. O mais impressionante, contudo, é o somatório de caos, descontrolo individual e colectivo e a descoordenação a que as vítimas estiveram expostas, com carros a circularem em sentidos opostos, em contramão, famílias que fugiam em mais de um veículo e que acabaram por, sem perceber, se separarem, tudo esmiuçado no capítulo 6.
Também não é esquecida a situação de Alzira Costa, idosa da Senhora da Piedade que morreu atropelada e cujo processo corre em separado das demais mortes. A dela foi classificada de indirecta. O Expresso sabe que no relatório Xavier Viegas não tem dúvidas de incluí-la entre as demais vítimas, questionando se a sua exclusão da lista oficial não se deve ao facto de ter sido o único corpo não recolhido na presença das autoridades judiciais.
História da ocultação – O Ministério da Administração Interna, então ainda liderado por Constança Urbano Rodrigues, justificou a omissão do capítulo 6 com a preservação da privacidade das vítimas. O novo titular da pasta, Eduardo Cabrita, optou por pedir um parecer à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), adiando novamente o compromisso assumido pelo Executivo junto da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande de revelar, na íntegra, os dois relatórios sobre a tragédia, o da Comissão Técnica Independente e a análise de Xavier Viegas.
O próprio autor, que recebeu 25 mil euros pelo trabalho, em entrevista ao Expresso sublinhou a necessidade da divulgação do capítulo, classificando-o como “o mais importante do relatório”. Na página 149, da versão disponível, pode ler-se: “O conteúdo deste capítulo, por motivos relacionados com a protecção de dados pessoais, será disponibilizado oportunamente, logo que seja tornado anónimo.” Viegas já reenviou o relatório sem nomes mas o texto continua por publicar na íntegra, conforme é o desejo do autor.
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Fonte: Expresso

6568. Opinião sobre a publicação do capítulo 6 do relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande

Redijo este texto na sequência da Deliberação n.º 1571/2017, da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), referente à eventual publicação no portal do Governo, pelo MAI, do capítulo 6 do relatório intitulado Complexo de Incêndios ocorridos em Pedrógão Grande e concelhos limítrofes, iniciados em 17/6, cuja preparação pela equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Universidade de Coimbra, coordenei.
Ao aceitarmos o encargo confiado pelo Governo, de estudar este incêndio e de preparar um relatório sobre o mesmo, fizemo-lo com o propósito de averiguar o que de relevante tivesse ocorrido, na sua génese e progressão, no modo como foi gerido pelas comunidades e pelas autoridades, antes, durante e depois, e nas suas consequências, tanto nas pessoas como no meio ambiente, social e económico.
Este incêndio constituiu a maior tragédia que se verificou até hoje, em Portugal, associada a um incêndio florestal, antes de mais pelo número extremamente elevado de vítimas mortais que causou. O nosso propósito foi sempre o de dar a conhecer os factos que apurámos, registando o que de bom e de mau nos foi dado analisar, sem condenar ou culpar nenhuma pessoa ou entidade, mas para comunicar, ao público em geral, as lições que se devem retirar destes eventos e para dotar as entidades pertinentes de elementos que lhes permitam suportar um aprofundamento dos factos expostos e a tomada de decisões, quando estas se imponham.
No dia 16 de outubro, entregámos ao Governo uma versão completa do relatório (versão A) contendo os nomes e identificação de pessoas e lugares. Como é sabido, o Governo decidiu publicar o relatório, excluindo o seu capítulo 6 (o que deu origem à versão B do relatório), que aborda os acidentes pessoais, por se entender que continha dados pessoais que poderiam colocar em causa a privacidade das pessoas envolvidas ou dos seus familiares. Esta versão B foi disponibilizada imediatamente.
Foi-nos pedido que preparássemos uma versão deste capítulo 6, em que se omitissem os nomes de todas as pessoas envolvidas. Assim o fizemos, entregando ao Governo, no dia 19, uma nova versão C, que foi tornada anónima, em que todos os nomes foram substituídos por letras e números, tornando o texto impessoal e de difícil leitura, mas ainda assim compreensível.
Em minha opinião, o ruído que se tem feito em torno deste capítulo tem, erradamente, desviado a atenção das pessoas para o conteúdo do nosso relatório, mesmo sem este capítulo. Ele resultou do trabalho dedicado de uma equipa de 13 pessoas, na maioria experientes na realização deste tipo de estudos, que participaram em anteriores trabalhos desta natureza, e que estiveram no terreno durante mais de três meses, falando com centenas de pessoas, consultando documentos, recolhendo e tratando dados e realizando inúmeras diligencias. Reunimos com várias entidades, ouvimos os seus dirigentes e agentes, apresentando-lhes, com toda a lealdade, o teor das nossas conclusões, dando-lhes oportunidade para nos contradizer. Trabalhámos, em particular, com a equipa do IPMA que estudou este incêndio, aprofundando em conjunto o conhecimento de fenómenos que não se haviam registado antes em Portugal. Estudámos a origem de cada um dos incêndios, reconstruimos o comportamento do fogo e analisámos exaustivamente o impacto do incêndio nas comunidades do território atingido. Tudo isso reportámos no nosso relatório, numa linguagem que, sem deixar de ser rigorosa, pretendia ser compreensível e apelativa para todos.
Dada a dimensão do impacto deste incêndio nas pessoas, o estudo dos acidentes pessoais mereceu desde o início a nossa maior atenção e fizemos um trabalho exaustivo junto de familiares das vítimas, de sobreviventes e de testemunhas, que nos permitiu reconstituir de uma forma que, estamos seguros, não havia sido feita por alguém até agora, os múltiplos atos de uma tragédia nunca antes vivida em Portugal. O capítulo 6, com cerca de 96 páginas, é justamente o mais extenso do relatório. Sem desmerecer dos restantes, é aquele que, em nossa opinião, contem os elementos mais delicados desta ocorrência, por se referirem ao seu efeito nas pessoas e que justificam, em boa parte, o enorme impacto que teve, tanto a nível nacional como internacional.
Na sua deliberação, a CNPD refere ter tido acesso à versão C, anónima, do nosso relatório e pronunciou-se com base nele. Passarei a analisar esta deliberação.
Decorre do teor da deliberação que não existe, por parte da CNPD, qualquer apreciação positiva do trabalho realizado, insistindo-se, por vezes repetidamente, em focar aspetos limitativos ou considerados como sendo menos objetivos. A este propósito refere-se, na página 1, que o nosso relatório não precisa o número total de feridos. Não só isso não nos competia, como parece ser que nem agora as autoridades competentes o sabem dizer. Aliás solicitámos esta informação, em devido tempo, a diversas entidades, sem ter obtido uma informação concreta, pelo que nos baseámos nos números que conseguimos recolher, que coincidiam aliás com os divulgados pela comunicação social, de que o número de feridos era superior a 200.
Na página 1v. diz-se que são referidas situações presumidas ou deduzidas pelos autores. Esta ideia é aliás repetida na página 3, podendo induzir o leitor da deliberação de que o relatório contem alguns factos não suportados na realidade. Convém esclarecer que para além dos depoimentos e outros elementos recolhidos — de que guardamos em geral registos de vídeo —, as deduções apresentadas se baseiam na experiência dos autores, que decorre de mais de 30 anos de investigação de acidentes, com a análise de várias dezenas de casos, envolvendo algumas centenas de vítimas. Por mais singular que seja um caso, existem padrões que tendem a verificar-se, cujo conhecimento confere uma grande verosimilhança às deduções apresentadas.
Acrescento ainda que nalguns dos casos referidos em rodapé, na página 4 da deliberação, se tratou de hipóteses formuladas com base na audição de testemunhas ou familiares — que não identificamos no relatório, por razões óbvias —, mas que indicam e justificam padrões de comportamento. Quanto à referência aos cuidados médicos, devo acrescentar que, como nos foi testemunhado por mais do que um dos bombeiros queimados, se tratava de reconhecer que estes têm melhorado significativamente ao longo dos últimos anos, pelo menos no que diz respeito a queimados.
Na preparação e apresentação dos acidentes não nos moveu qualquer intenção de voyeurismo, de expor publicamente as pessoas ou os seus familiares, mas sim a de apresentar, com o rigor que nos foi possível ter, os factos apurados, para ficarem documentados historicamente, para servirem de ensinamento para outros — incluindo o público em geral — e para que deles se retirassem as ilações de carater operacional ou jurídico que forem pertinentes, por quem de direito.
A CNPD reconhece implicitamente que não é virtualmente possível tornar anónimos estes relatos, dado o número de publicações que existem e que consultaram, a menos que se omitisse por completo os nomes das vítimas ou dos lugares de ocorrência dos acidentes, retirando assim a legibilidade ao texto e à mensagem. Isso decorre de se tratar de factos que se encontram amplamente divulgados e noticiados pelos meios de comunicação social, por vezes de uma forma errada e sem elementos importantes para permitir a apreciação de cada um deles e do seu conjunto.
Em nota de rodapé, na página 3, a deliberação questiona a relevância dos relatos apresentados para o estudo que nos foi encomendado. Citando o despacho do Governo, que se publica no nosso relatório, o seu objetivo seria o de “estudar o desenvolvimento e comportamento do incêndio...”, omitindo o que se diz umas linhas acima no despacho: “Considerando a necessidade de estudar o comportamento excecional do incêndio suprarreferido e o modo como produziu danos tão graves”, segue-se a decisão de solicitar à ADAI o estudo que deu origem ao relatório. Por outro lado, na secção 1.2 do nosso relatório, à qual a CNPD teve acesso, dizemos: “Embora o mandato do Governo mencione explicitamente que se solicita ‘um estudo sobre o desenvolvimento do incêndio e do seu comportamento excecional’, consideramos que está implícito neste mandato a análise de todos os aspetos relevantes do incêndio, à semelhança do que tem sido feito pela equipa da ADAI noutros estudos que realizámos, a pedido das autoridades.”
Seria para nós incompreensível que no estudo deste incêndio nos limitássemos a analisar o comportamento do fogo, deixando de fora todos os restantes aspetos, principalmente os associados aos danos pessoais e às vítimas mortais. Como já disse, o propósito que nos move não é apenas o do apuramento de responsabilidades públicas, como a CNPD refere, mas sim o de informar o público em geral, das circunstâncias em que os acidentes ocorreram e de se retirarem delas as lições pertinentes. Neste contexto, a referência que é transcrita na mesma nota de rodapé de que “um conjunto de pessoas vivera em Lisboa e tencionava voltar para a sua terra natal” não nos parece ser irrelevante para a apreciação da situação no seu todo, mesmo por parte dos cidadãos, por traduzir que é imperativo proporcionar condições de segurança a quem vive ou pretende viver nas zonas rurais, sob pena de se fomentar o esvaziamento destes espaços. Não compreendo, em contrapartida, em que medida as referências deste tipo são relevantes para o trabalho de apreciação dos dados pessoais, por parte da CNPD. Considero aliás que transvasam a suas atribuições, entrando em domínios de apreciação da finalidade do estudo e da relevância da apresentação de dados, aparentemente circunstanciais, mas que importam para uma apreciação global da situação.
Quanto à publicação de algumas subsecções do capítulo 6, que a CNPD autoriza, consideramos que se trata de partes muito pouco substanciais do relatório, omitindo-se assim aspetos muito importantes, que como a própria CNPD reconhece, são de interesse público.
Apesar de me custar muito ver que, como sociedade, de alguma forma, por ação ou omissão, contribuímos para que estas pessoas tenham perdido a vida, se pretenda agora tirar-lhes também o rosto e o nome, tornando-os meros números de uma estatística. No interesse do bem público, manifestámos às autoridades a nossa disponibilidade para colaborar no trabalho de “anonimização” dessas partes do relatório para que seja permitida a sua publicação. Já estamos a trabalhar nesta tarefa.
Entendemos a deliberação como sendo aplicável ao MAI, no que respeita à divulgação da versão C do relatório, ou seja, com o seu capítulo 6 anonimizado e truncado de algumas secções que, no entender da CNPD, não respeitam a privacidade dos envolvidos. Estou certo de que esta limitação será em breve ultrapassada e o capítulo 6 — em versão integral, anónima ou com nomes — será tornado público. Temos recebido da parte dos familiares ou de representantes legais de muitas das vítimas, sobreviventes e testemunhas, a disponibilidade para autorizar a publicação dos relatos a que se reportam.
Tratando-se de um assunto que se encontra aberto à investigação de qualquer cidadão que a queira fazer, é penoso ver que o trabalho de uma equipa de investigação, com provas e contribuições dadas no âmbito do estudo do comportamento do fogo, da segurança e da proteção de pessoas e bens, seja “censurado”, a bem da proteção de dados que são reconhecidamente do domínio publico. Pode assim, de um dia para o outro, surgir uma publicação qualquer reportar exatamente os mesmos dados que nós, com tanto esforço e empenho, reunimos.
Pela nossa parte, tudo faremos para que tal não aconteça e iremos usar a nossa liberdade de investigação e o nosso direito e obrigação de divulgar os resultados da nossa investigação, para a dar a conhecer a todos os que tenham interesse nela.
Domingos Xavier Viegas
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Fonte: PÚBLICO

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

6567. AVISO METEOROLÓGICO POR AGITAÇÃO MARÍTIMA



Ondas de noroeste, podendo atingir os 10/11 metros de altura máxima no litoral do continente e os 10 metros de altura máxima na costa norte da ilha da Madeira e da ilha de Porto Santo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

6566. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 4º Trimestre de 2017)

4º TRIMESTRE DE 2017
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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4º TRIMESTRE DE 2017
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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4º TRIMESTRE DE 2017
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

6565. PORTUGAL CONTINENTAL: Contrastes

Imagem de Satélite às 17h00
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Fonte: SAT24
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Céu pouco nublado ou limpo na Beira – Baixa e no Algarve; restante território de Portugal Continental com céu muito nublado e/ou com presença de bancos de nevoeiro.
 

6564. Ranking Meteorológico Europeu (ACUMULADO)



Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos quadros acima representados permite concluir que, relativamente às temperaturas máximas acumuladas diariamente ao longo do último ano (entre 1 de Janeiro de 2017 e 31 de Dezembro de 2017), destacaram-se em Portugal as estações meteorológicas da Horta/Faial, Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Ovar, Ovar Airport, Viseu, Penhas Douradas, Coimbra, Monte Real, Alverca do Ribatejo, Base Aérea de Sintra, Lisboa Airport, Montijo, Évora, Beja e Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, e do Porto Santo e o Cristiano Ronaldo Intl. Airport, no Arquipélago da Madeira, que registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando temperaturas máximas acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais quente que o normal). As estações meteorológicas de Portalegre, em Portugal Continental, e do Funchal, no Arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação normal para o período em referência, tendo todas as restantes estações registado valores inferiores ao normal. As estações meteorológicas das Flores, Horta e do Corvo Airport, no Arquipélago dos Açores, e de Bragança, Vila Real, Castelo Branco, Cabo Carvoeiro, Lisboa/Geofísico, Lisboa, Sines/Montes Chaos e Faro, em Portugal Continental, registaram uma acumulação inferior aos valores normais, evidenciando temperaturas máximas abaixo do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais fresco que o normal).
Relativamente à situação verificada três meses atrás (30 de Setembro de 2017) constata-se as seguintes alterações: as estação meteorológica das Lajes/Terceira e Ponta Delgada e de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e de Monte Real e Beja, em Portugal Continental, passaram de uma situação de valores inferiores ao normal para valores superiores ao normal (estações meteorológicas onde o último trimestre de 2017 foi excessivamente quente). As estações meteorológicas da Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, e do Cristiano Ronaldo Intl. Airport, no Arquipélago da Madeira, passaram de uma situação de valores normais para uma situação de valores superiores ao normal (estações meteorológicas onde o último trimestre de 2017 foi ligeiramente mais quente que o normal). A estação meteorológica do Corvo Airport, no Arquipélago dos Açores, passou de uma situação de valores superiores ao normal para valores inferiores ao normal (estação meteorológica onde o último trimestre de 2017 foi excessivamente fresco). A situação nas restantes estações meteorológicas manteve-se inalterável no último trimestre de 2017.
No que se refere aos dados de precipitação máximas acumuladas diariamente para o mesmo período (entre 1 de Janeiro de 2017 e 31 de Dezembro de 2017), as estações meteorológicas de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, de Viana do Castelo, Penhas Douradas, Beja e Sagres, em Portugal Continental, e do Crist. Ronaldo Intl. Airport, no Arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando precipitações máximas diárias acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais húmido que o normal). As estações meteorológicas das Flores, no Arquipélago dos Açores, e do Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação normal para o período em referência, tendo todas as restantes estações registado valores inferiores ao normal: Horta, Lajes/Terceira, Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, Porto/Pedras Rubras, Bragança, Vila Real, Viseu, Ovar, Coimbra, Monte Real, Cabo Carvoeiro, Castelo Branco, Lisboa/Geofísico, Lisboa, Montijo, Portalegre, Évora, Sines/Montes Chãos, Base Aérea de Beja e Faro, em Portugal Continental, e do Funchal, no Arquipélago da Madeira, tiveram um ano tendencialmente mais seco que o normal.
Relativamente à situação verificada três meses atrás (30 de Setembro de 2017) constata-se as seguintes alterações: as estações meteorológicas do Porto/Pedras Rubras, Ovar e de Monte Real, em Portugal Continental, passaram de uma situação de valores superiores ao normal para valores inferiores ao normal (estações meteorológicas onde o último trimestre de 2017 foi excessivamente seco). A estação meteorológica de Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, passou de uma situação de valores inferiores ao normal para valores superiores ao normal (estação meteorológica onde o ultimo trimestre de 2017 foi excessivamente húmido). A estação meteorológica de Portalegre, em Portugal Continental, passou de uma situação de valores normais para valores inferiores ao normal (estação meteorológica onde o ultimo trimestre de 2017 foi ligeiramente seco). A situação nas restantes estações meteorológicas manteve-se inalterável no último trimestre de 2017.